Woody Allen manteve até à data o cinema de autor, sem dúvida. No seu filme mais recente, “You Will Meet a Tall Dark Stranger”, Allen segue um par de casais que se encontram numa situação complicada. Alfie acabou de separar-se de Helena enquanto Sally e Roy discutem todos os dias sobre temas triviais. Cada uma destas personagens irá encontrar um motivo, uma imagem, uma palavra que talvez os faça pensar duas vezes; tal como na frase de Shakespeare, cabe a nós seres humanos aceitarmos o nosso propósito e assumir o que procuramos… questionando mais uma vez: “quando estaremos satisfeitos?”. Mas no cinema de Allen não se pensa (nem de uma maneira depressiva) constantemente neste porquê, muito pelo contrário, somos levados pelos encontros e desencontros destas personagens. Com Naomi Watts, Josh Brolin, Anthony Hopkins, Gemma Jones e Freida Pinto. A vida é uma coincidência.
District 9
O burburinho já se fazia sentir no crescer da popularidade de “District 9”. Com uma produção de baixo custo e um realizador novato – Neil Blomkamp – nunca uma obra de ficção cientifica fora tanto produzida por um grande nome como o de Peter Jackson ou até nomeada para quatro Óscares da Academia na secção de Edição, Efeitos Especiais, Melhor Filme e Argumento. Este fez o que muitos não fazem com milhões de franchise. Numa perspectiva geral ficara surpreendida porque não sou 100% fanática do género de ficção científica mas o que diferencia “District 9” de outros filmes é quão sólido esta situação está construída em Joanesburgo e da forma de como esta é relatada. O lado humano, o por em causa as morais não só da condição humana mas a aceitação de uma nova espécie no planeta Terra são questões complexas e que tornaram este cenário conflituoso numa realidade completa. O nosso herói, Wikus, é exemplarmente interpretado por Sharito Copley, um óptimo debut para um actor desconhecido. Aconselho. Câmara ao ombro fever. O primeiro contacto do ser humano vs extraterrestres.
What if that date you thought would never end, didn't?
Nova Iorque não é novidade no espólio de Martin Scorsese. Muito pelo contrário. Neste “After Hours”, o nosso personagem principal, Paul, sai da sua zona de comforto quando experiencia a pior noite da sua vida na cidade das cidades. Com Griffin Dunner, Rosanna Arquette e Verna Bloom. Nova Iorque fora de horas.
Black Swan
O poder de Darren Aronofsky já se faz sentir no cinema desde o final do século XX e “Black Swan” não lhe fica atrás nem um bocadinho. Dez anos na elaboração do projecto, Aronofsky conduziu Natalie Portman, Mila Kunis e Vincent Cassel de maneira brilhante a assim arrematou Óscares e Globos de Outro. Esta beleza delicada mas poderosa tem o seu perigo, o seu lado esquizofrénico e negro, assim é “Black Swan”, a encarnação da obsessão num corpo de uma bailarina onde a perfeição denota-se em todos os poros. O controlo demoníaco interior de Nina não vai aguentar durante muito tempo. Inveja, raiva, loucura ou obsessão? Vejam. Claro, banda sonora cinco estrelas e belissimamente bem filmado.
The Loved Ones
Do realizador e argumentista Sean Byrne. Capaz de ferir certas susceptibilidades. Fez parte da selecção do ano passado do MotelX.
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