La double vie de Véronique
Irene Jacob está perfeita neste filme de Krysztof Kieslowski (realizador da trilogia: “Blue”, “White” e “Red”). Quando duas raparigas com o mesmo nome vivem em sítios diferentes poderá influenciar a sua condição física neste mundo? Planos belíssimos de Kieslowski. Uma mera conexão ou uma multiplicação arbitrária do ser humano? Descubram.
Easy A
O realizador Will Gluck está na mira com o seu novo projecto (que está previsto estrear algures no mês de Setembro em Portugal) "Friends With Benefits", um filme que conta com Mila Kunis e Justin Timberlake nos papeis principais, até à data ainda só visualizei o trailer e até me pareceu bastante bem. Já no caso de "Easy A" confesso que menosprezei o filme mal visualizei o trailer mas quase a pedido de uma amiga decidi ver Emma Stone, Amanda Bynes e Penn Badgley numa comédia adolescente; e eis que Hollywood me surpreendeu ao abordar esta fase de puberdade peculiar na vida de um adolescente americano, "Easy A" é a prova de que o género de comédia romântica adolescente está com mais carisma e inteligência diminuindo de súbito as proezas de palhaçada ignorante. Por isso afirma-se que existe mais qualidade (sobretudo na escrita) deste género cinematográfico. "Easy A" é um bom filme onde a mentira tem o papel principal e os rumores encabeçam a vida de Olive. Experimentem.
Buena Vista Social Club
Documentário fascinante de Wim Wenders sobre Ry Cooder, um senhor guitarrista que percorreu Havana inteira para reunir um grupo de músicos perdidos após o colapso de Fidel sobre a terra cubana. O resultado fora tão musicalmente extraordinário que iniciou a ressurreição deste grupo. A história das vozes e mãos de Buena Vista Social Club explora a conjugação de um dialecto de uma cultura em notas musicais. Adorei, genial. Hoje, para além deste documentário, ainda existe o álbum de Buena Vista Social Club, uma compilação de músicas perdidas da época pré-revolucionaria de Havana. Esta foi a origem do trabalho cinematográfico de Wim Wenders. Lendário.
love is betrayal. love is anguish. love is sin. love is selfish. love is hope. love is pain. love is death. what is love? love's a bitch.
De Alejandro González Iñárritu. Bem Montado. Carnal, visceral e quente. Assim é “Amores Perros” um filme de 2000 com Emílio Echevarría, Goya Toledo e o encantador Gael García Bernal. Nesta encruzilhada de histórias o caos é a base por onde os predestinados vivem, os personagens (bastante bem construídos) tentam sair da vulgaridade da sua existência e o amor é o bem/valor mais sacrificado. Várias dimensões diferentes que se tocam no mesmo espaço durante três capítulos. O descalabro das vidas de Maru, El Chivo, Daniel, Valeria, Octavio, Susana e seus adjacentes num jogo privado e ilegal onde toda a emoção é forte e sustém-se. Garantido. Recomendo.
Somewhere
A vida sem rumo de uma estrela de cinema descreve-se em acontecimentos típicos de uma vida fácil. Esta formatação apenas é quebrada com Cleo (Elle Fanning), a filha de Johnny Marco (Stephen Dorff).
Este, que raramente mantém a concentração, começa a dedicar-se à filha e vice-versa. Neste sítio mítico, Chateau Marmont, Sofia Copolla, mais uma vez, dá ênfase onde esta história se desenrola, debruçando-se sempre sob. o momento de cada cena. Os personagens divagam sob. o seu próprio espaço e mantém o tom. Também cada ambiente não contaria o lado observacional que tanto Sofia Copolla impôs de uma maneira "anti-chata"; mas desta vez existem planos mais longos e acções que desafiam a acção e destreza simples do espectador. Neste sítio deserto de sentimento ou conexão, Copolla afirma mais uma vez a sua visão e mostra que não são prémios (nem leões de ouro ou mensagens subliminares subjacentes a algumas cenas) que servem para apreciar um filme. Recomendado a fãs de Sofia Copolla. effortless.
Este, que raramente mantém a concentração, começa a dedicar-se à filha e vice-versa. Neste sítio mítico, Chateau Marmont, Sofia Copolla, mais uma vez, dá ênfase onde esta história se desenrola, debruçando-se sempre sob. o momento de cada cena. Os personagens divagam sob. o seu próprio espaço e mantém o tom. Também cada ambiente não contaria o lado observacional que tanto Sofia Copolla impôs de uma maneira "anti-chata"; mas desta vez existem planos mais longos e acções que desafiam a acção e destreza simples do espectador. Neste sítio deserto de sentimento ou conexão, Copolla afirma mais uma vez a sua visão e mostra que não são prémios (nem leões de ouro ou mensagens subliminares subjacentes a algumas cenas) que servem para apreciar um filme. Recomendado a fãs de Sofia Copolla. effortless.
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