The Oscars - 82nd Annual Academy Awards®


A promessa de diferença no headline do espectáculo fez aumentar a fasquia nesta cerimónia dos Óscares e não foi por menos, um espectáculo sensato e que apostou na motivação do público mais jovem e também dos muitos novos cineastas que prosperam a e pouco no grande ecran. Como já se sabia, desde 1943 que não tínhamos dez nomeados para o Óscar de Melhor Filme, o que possibilitou a uma maior divulgação de vários filmes.
Já no acto da entrega do Óscar, os vencedores não foram tão previsíveis como no ano passado. E ainda bem. Este fora dos poucos espectáculos consistentes da academia e até a dupla Steve Martin/Alec Baldwin não esteve nada mal, fora uma das raras vezes em que teve o intuito directo de transmitir uma mensagem aos milhões de pessoas que assistiam à cerimonia. Quanto à lista de vencedores, verifiquem-na abaixo:

Melhor Filme - The Hurt Locker

Melhor Actor Principal - Jeff Bridges (Crazy Heart)

Melhor Actriz Principal - Sandra Bullock (the Blind Side)

Melhor Actor Secundário - Christoph Waltz (Inglourious Basterds)

Melhor Actriz Secundária - Mo'nique (Precious)

Melhor Realizador - Kathryn Bigelow (The Hurt Locker)

Melhor Argumento Original - Mark Boal (The Hurt Locker)

Melhor Argumento Adaptado - Precious (Geoffrey Fletcher)

Melhor Direcção de Fotografia - Mauro Fiore (Avatar)

Melhor Montagem - Bob Murawski, Chris Innis (The Hurt Locker)

Melhor Direcçao de Arte - Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair (Avatar)

Melhor Guarda Roupa - Sandy Powell (The Young Victoria)

Melhor Caracterização - Barney Burman, Mindy Hall, Joel Harlow (Star Trek)

Melhor Banda Sonora - Michael Giacchino (Up)

Melhor Musica Original - "The Weary Kind" (Crazy Heart)

Melhor Mistura de som - Paul N.J. Ottosson, Ray Beckett (The Hurt Locker)

Melhor Edição de Som - Paul N.J. Ottosson (The Hurt Locker)

Melhores Efeitos Especiais - Joe Letteri, Stephe Rosenbaum, Richard Baneham, Andy Jones (Avatar)

Melhor Filme de Animação - Up

Melhor Filme Estrangeiro - El secreto de sus ojos (Argentina)

Melhor Documentário - The Cove

Melhor Dcocumentário Curta-Metragem - Music by Prudence

Melhor Curta- Metragem Animação - Logorama

Melhor Curta Metragem Ficçao - The New Tenants

You've got a very important date


Pessoalmente é-me um pouco difícil analisar “Alice in Wonderland” fora do seu pretexto existencial, isto é, falando em segunda pessoa, a autora deste blog tem uma profunda admiração pela história de Alice e de todos os significados subliminares (ou não) presentes no País das Maravilhas. Mas deixemo-nos de romantismos (ou pelo menos tentar). A versão de Tim Burton debruça-se sobre a obra de Lewis Carroll de uma maneira interessante e ao mesmo tempo, um pouco desesperada. Tal como milhares de pessoas em todo o mundo esperei ansiosamente por este filme por achar demasiado perfeita a combinação de Tim Burton e “Alice no País das Maravilhas” (a qual também tinha tudo para dar errado). A verdade é que esta nova versão, vê-se, observa-se e deslumbra por todos os poros mas não absorve, nem um bocadinho, com excepção da luta subjacente que percorre todo o filme: a afirmação de Alice nas suas decisões e o seu crescimento interior ao encarar desafios.


Quanto à representação em si achei de uma maneira geral todos os actores se mantiveram a um mesmo nível de coerência na sua personagem, tanto Mia Wasikowska como Anne Hathaway, a Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Crispin Glover, Matt Lucas, às vozes de Stephen Fry, Michael Sheen, Alan Rickman e Paul Whitehouse estiveram bem. Contudo, este não chega sequer a ser um filme classificado como Burton, possui os detalhes e texturas mas não o esqueleto necessário para se aguentar. Obviamente que podemos pôr na mesa várias teorias da conspiração, tais como: “como o filme foi encomendado pela Disney, possivelmente não deram espaço suficiente a Tim Burton”, “Deveriam ter tratado melhor da parte final da história”, etc etc. Se quiserem acrescentar mais uma ou duas teorias, be my guest.
Acredito que “Alice in Wonderland” seja para dois tipos de público (só para sincopar um pouco a audiência), para quem gosta extremamente de filmes categorizados como aventura/fantasia e para quem gosta do conto ou até do filme de animação de 1951 (também da Disney), respeitando que cada obra pertence ao seu tempo, claro. Por fim, ponderando a aceitação de inúmeras adaptações, esta não se destacou como o prometido mas (inexplicavelmente) também não me desiludiu de todo.

Forrest Gump

Todos sabem o seu nome mas pouco sabem quem ele é. Forrest Gump teve uma vida muito peculiar. Não só esteve presente nos momentos mais importantes da História como se manteve firme nos momentos mais importantes da vida. A relação com a sua mãe foi a base sustentável de todo o seu carácter e partindo daí desenvolveu uma inteligência imperceptível ao primeiro olhar e ao correr pela primeira vez nunca mais parou. Cabe nós ouvirmos o seu caminho até ao presente. Os pedaços que completam a sua jornada fazem deste filme e da obra literária de Winston Groom dois objectos de estupefacção e maravilha. Realizado por Robert Zemeckis com Tom Hanks, Robin Wright Penn e Gary Sinise. Encantador e Comovente. Galardoado com seis Óscares. Merecido. Um dos filmes da década.

Ouça a Banda Sonora de "Alice in Wonderland"

"Almost Alice" - AQUI

I <3 Kevin

Duas coisas que assinalam “Up” como uma referência de interesse original: Ter como personagem principal, Carl Fredricksen, um homem de 78 anos e assinalar a marca do filme figurada numa casa suspensa por milhões de balões. Isto tudo apoiado numa história irreal e divertida. 4 estrelas.