The Dreamers

Autor: Gilbert Adair. Realizador: Bernardo Bertolucci. 1968, Paris, o estoirar das revoluções e dos protestos contra o governo despertam a cidade. Mathew (Michael Pitt) veio da América, é um novato na universidade, não conhecia ninguém até falar com Isabelle (Eva Green) e ter sido apresentado a Theo (Louis Garrel). Estes dois irmãos místicos vivem numa luxuosa mansão com os seus pais desequilibrados. Mathew apercebe-se que encontra-se num ambiente familiar complicado. Com a mudança para um dos quartos de hóspedes da mansão, Mathew discute constantemente com Theo sobre filmes e Isabelle torna-se o centro da sua atenção. Num mundo exclusivo de 3 amigos, a mutação não agrada aos irmãos, estes dependem um do outro, Mathew irá diferenciar todo um triângulo amoroso complexo. Um tributo aos clássicos. Óptima Cinematografia e Banda Sonora. 4 estrelas.

Wanted

Lembro-me que no ano passado tive uma expectativa rara num filme de acção. É adaptado dos comic books de Mark Millar e J. G. Jones e o realizador Timur Bekmambetov teve a oportunidade de reunir um bom plot narrativo com a acção esférica potente e irreal dos assassinos da Fraternidade. Wesley (James McAvoy) é um homem que vive sobre uma pressão constante, que nunca se sentiu realizado até um simples sobressalto num supermercado o levar a conhecer Fox (Angelina Jolie), Sloan (Morgan Freeman) e toda uma organização destinada a proteger o equilíbrio do planeta. Mesmo assim, com este ultimo esclarecimento, o final é bastante diferente do que imaginara, foi quase uma surpresa. Não gostei tanto, não sei o que falta… mas isto de gostar são meras opiniões.

Taking Woodstock

How do I begin?
É interessante observar o quanto as questões revolucionárias ainda suscitam algum interesse nas minhas temáticas preferidas. Todas as revoluções benignas da Historia têm o seu ponto de relevância no rumo do nosso futuro.
O festival de Woodstock louvou a simplicidade do acto “amor” e tomou partido de uma nova geração sem precedentes para encabeçar um movimento cultural único. Woodstock foi o êxtase da cor, emoção e liberdade (acredito que na altura fora mais que isso). O novo trabalho de Ang Lee é um filme de época, bem adaptado das memórias de Elliot Tiber sobre as PESSOAS que tornaram possível o fenómeno mítico do Verão de 1969.
O que mais posso dizer? Vão ao cinema e julguem por vocês próprios.

Good girls want him bad. Bad girls want him worse.

Nos anos 50 em Baltimore, aqui situa-se “Hairspray” e “Cry Baby”, ambos os filmes são de John Waters. A rábula do filme adolescente misturado com musical chega ao clímax em “Cry Baby”. Johnny Depp nos seus 27 anos (com aparência de 18) interpreta o irresistível Cry Baby, um adolescente rebelde que simboliza uma classe social baixa. Do lado oposto, Allison (Amy Locane), a menina pura e bem comportada, apaixona-se por Cry Baby. Sendo de duas classes sociais distintas, irá existir um confronto entre a comunidade de Allison e a de Cry Baby, é simplesmente o cliché dessa geração passada. Aqui abaixo encontra-se o trailer com algumas imagens sugestivas a uma sessão de cinema dispensada pelo famoso “Grease”.

The Hangover


Quando quatro amigos decidem fazer uma despedida de solteiro em Las Vegas, está tudo a postos para correr mal. Doug (Justin Barthan), o noivo, e os seus amigos Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis) instalam-se na master suite de um maravilhoso hotel e estão decididos a passar uma grande noite em Las Vegas. Na manhã seguinte nem tudo está coerente na cabeça de cada um, Doug está desaparecido e a suite está de pernas para o ar. Enquanto procuram por Doug, os três terão de procurar pistas para descobrirem o que aconteceu na noite passada. De Todd Phillips. Bom. Das comédias do ano.

Emma

Das comédias de Jane Austen, a mais conhecida e carismatica é a história de Emma, uma doce jovem casamenteira que ocupa o seu tempo a apresentar pessoas amigas e a juntar interesses entre duas pessoas. No séc. XIX, onde o mundo limitava-se à nossa cidade e às boas maneiras, os corações de um homem e de uma mulher eram mais frágeis e ingénuos, Emma Woodhouse (Gwyneth Palthrow) conhece Harriet Smith (Toni Collette), uma rapariga doce mas sem etiqueta. Emma dá umas lições a Harriet tornando-se amigas e confidentes enquanto disfruta dos seus bons momentos com o seu velho amigo Mr. Knightley. Por mera coincidência, todos os planos de Emma em relação ao amor nem sempre corre bem, consegue juntar sempre as pessoas erradas. Por vezes magoando-as. Emma terá de aprender a não se intrometer nas vidas dos seus amigos e talvez revelar o seu lado mais humano/sensível.
Foi graças a este filme que o célebre Rachel Portman recebeu o Óscar de melhor banda sonora, mesmo assim acho que não é tão florescente como as melodias de “Chocolat”. Um filme exemplar das adaptações das obras de Austen. 2 estrelas.