The Hangover


Quando quatro amigos decidem fazer uma despedida de solteiro em Las Vegas, está tudo a postos para correr mal. Doug (Justin Barthan), o noivo, e os seus amigos Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis) instalam-se na master suite de um maravilhoso hotel e estão decididos a passar uma grande noite em Las Vegas. Na manhã seguinte nem tudo está coerente na cabeça de cada um, Doug está desaparecido e a suite está de pernas para o ar. Enquanto procuram por Doug, os três terão de procurar pistas para descobrirem o que aconteceu na noite passada. De Todd Phillips. Bom. Das comédias do ano.

Emma

Das comédias de Jane Austen, a mais conhecida e carismatica é a história de Emma, uma doce jovem casamenteira que ocupa o seu tempo a apresentar pessoas amigas e a juntar interesses entre duas pessoas. No séc. XIX, onde o mundo limitava-se à nossa cidade e às boas maneiras, os corações de um homem e de uma mulher eram mais frágeis e ingénuos, Emma Woodhouse (Gwyneth Palthrow) conhece Harriet Smith (Toni Collette), uma rapariga doce mas sem etiqueta. Emma dá umas lições a Harriet tornando-se amigas e confidentes enquanto disfruta dos seus bons momentos com o seu velho amigo Mr. Knightley. Por mera coincidência, todos os planos de Emma em relação ao amor nem sempre corre bem, consegue juntar sempre as pessoas erradas. Por vezes magoando-as. Emma terá de aprender a não se intrometer nas vidas dos seus amigos e talvez revelar o seu lado mais humano/sensível.
Foi graças a este filme que o célebre Rachel Portman recebeu o Óscar de melhor banda sonora, mesmo assim acho que não é tão florescente como as melodias de “Chocolat”. Um filme exemplar das adaptações das obras de Austen. 2 estrelas.

Venezia - 66. Mostra Internazionale d'Arte Cinematografica

Cheguei de Veneza. Mais uma vez conclui que viajar pelo menos uma vez por ano renova o corpo e a alma. Mesmo. Nunca tinha ido a Veneza e isso espantou-me. Itália nunca fora a rota mais desejada (ou preferida) mas como bom passageiro gosto de andar à deriva e principalmente a descobrir. Sempre a descobrir.
Tirando a parte turística desta maravilhosa cidade, La Biennale di Venezia estava mesmo ao nosso alcance. Infelizmente não pude ir aos dias todos mas em apenas alguns dias do festival gastei menos do que 50 euros (preço do passes estudante de cinema) em filmes. Vi “36 vues du Pic Saint-Loup” de Jacques Rivette, “The Informant!” de Steven Soderbergh, assisti com o elenco e equipa de produção do filme “One-Zero” (Wahed-Sefr) de Ahmed Maher e também contei com a presença de George A. Romero na estreia mundial de “Survival of the Dead”. Sim, fui uma sortuda.
Acrescento uma homenagem a Tinto Brass e o novo filme de Faith Akin “Soul Kitchen” seguido de “La doppia ora” de Giuseppe Capotondi. São todos bons, cada um à sua maneira (talvez com a excepção da obra de Jacques Rivette… não fiquei muito cativada pelo seu filme), espero que estes estreiem todos em Portugal. Valeu mesmo a pena (mas disso já ninguém tinha dúvida).

Something wicked this way hops

Do realizador de “Chicken Run”, este é o autor da famosa dupla “Wallace and Gromit”. Nick Park e Steve Box realizaram a longa-metragem em motion capture “Wallace and Gromit in the Curse of the Were-Rabbit”. Passar da televisão para o grande ecran os diversos bonecos de plasticina pode não ter sido pêra doce mas garantiu o Óscar na cerimónia de 2006 de Melhor Filme de Animação (os outros nomeados era “Corpse Bride” de Tim Burton e “Howl’s Moving Castle” de Miyazaki… esta foi rara excepção que a Pixar não esteve associada a esta categoria).

Wallace and Gromit têm uma companhia de caça coelhos, ou seja, a companhia “Anti-Pesto” protege a sociedade dos pequenos roedores felpudos que devastam os nossos legumes. Até que uma invenção de Wallace não vai correr como esperava desencadeando acontecimentos estranhos. Com um toque de Hans Zimmer na banda sonora. Bom. 3 estrelas.

Gake no ue no Ponyo

Inspirado no conto de Hans Christian Andersen “The Little Mermaid”, a nova obra de Miyazaki é simples de compreensão e absolutamente exorbitante ao olhar. Quando um pequeno rapaz de 5 anos, Sosuke, encontra um peixe preso num frasco à beira-mar, decide chamar-lhe Ponyo. Ambos nutrem uma amizade imediata. Tanto que Ponyo deseja ter pernas para andar, foge imediatamente do fundo do mar, acabando por transformar-se em humana. Mais tarde terá de ajudar Sozuke a encontrar a sua mãe, Lisa. Um filme que já foi comparado inúmeras vezes com “My Neighbour Totoro”… opiniões à parte, acho que são dois mundos diferentes mas contém algumas parecenças. Conclusão: Hayao Miyazaki é o mestre na sua arte e é capaz de fazer sonhar outras gerações.