Nick and Norah's Infinite Playlist

Aconteceu o mesmo… mais uma vez. Quero ler o livro de Rachel Cohn e David Levithan que deu origem a este filme (mas às vezes nem todas as obras de literatura existem na Fnac ou na Bertrand). Este é um exemplo de que a obra cinematográfica é apenas um exemplo do livro. Isso mesmo. O filme é apenas uma amostra desta história.
Tudo acontece numa noite em Nova Iorque, quando Nick (Michael Cera) acabou de dar um concerto com a sua banda, os Jerk Offs, Norah (Kat Dennings) vai em sua direcção e pede a Nick que seja o seu namorado durante 5 minutos. A partir daí, com uma pequena ajuda dos seus amigos, Nick e Norah vão conhecer-se melhor e concluir que não têm nada em comum com excepção do seu gosto musical. Com uma imagem nocturna perfeita de Nova Iorque, não mostra só as aventuras de uma noite, fala sobre relações estranhas com ex-namorados e de como ultrapassamos relações falhadas. O importante é estar com alguém, dispensando todos os clichés de namorado ou amante.
Espero que gostem da banda sonora indie que ilustra todo o filme. The favourite one: We are Scientists – After Hours. Enjoy It. 3 estrelas.

El Laberinto del fauno


A história podia começar com “Era uma vez” mas a realidade relembra que estamos em 1944 na Espanha fascista. Ofelia (estreia de Ivana Banquero) e a sua mãe grávida chegam a um sítio no meio da floresta onde o seu padrasto, o capitão Vidal, toma conta das suas tropas. A realidade da 2ª guerra Mundial e o mundo imaginário de uma criança colidem. Ofelia irá descobrir um fauno e submeter-se aos desafios bizarros que este lhe propõe. Este filme de Guillermo del Toro continua a gerar várias perspectivas metafóricas em torno dos contos fantásticos de Ofelia. Muito bom. 4 ou 5 estrelas?

81st Annual Academy Awards


Pela primeira vez, todos as minhas suspeitas para os vencedores dos Óscares estavam certas (esmo assim a escolha de Sean Penn surpreendeu-me, e muito, pela positiva, obvio). “Slumdog Millionaire” arrecadou o merecido e o devido, de Kate Winslet já se esperava à muito tempo e de “Milk” teve o essencial. O host, Hugh Jackman, também não deixou a audiência desapontada, nem sequer o próprio programa que em vez de proporcionar uma experiência televisiva transformou-a num espectáculo por entre os géneros cinematográficos enquanto vasculhava as memórias de outros tempos, de outros nomeados e vencedores. Foi o essencial da satisfação. Esperam que tenham gostado tanto como eu (apesar de não ter tido nenhuma GRANDE surpresa).

Death at a Funeral

Dean Craig escreveu provavelmente umas das melhores comédias de carácter britânico para o grande ecran; através do aclamado realizador Frank Oz chega-nos um funeral do caraças! Daniel acabou de perder recentemente o seu pai, no dia do funeral, familiares, amigos e vizinhos reúnem-se para relembrar a memória do ente querido mas nem tudo corre como o planeado. Já tinha saudades de ver uma comédia 100% satisfatória (nem relembra que Frank Oz realizara antes “The Stepford Wives”). Muito Bom. 4 estrelas.