El Laberinto del fauno


A história podia começar com “Era uma vez” mas a realidade relembra que estamos em 1944 na Espanha fascista. Ofelia (estreia de Ivana Banquero) e a sua mãe grávida chegam a um sítio no meio da floresta onde o seu padrasto, o capitão Vidal, toma conta das suas tropas. A realidade da 2ª guerra Mundial e o mundo imaginário de uma criança colidem. Ofelia irá descobrir um fauno e submeter-se aos desafios bizarros que este lhe propõe. Este filme de Guillermo del Toro continua a gerar várias perspectivas metafóricas em torno dos contos fantásticos de Ofelia. Muito bom. 4 ou 5 estrelas?

81st Annual Academy Awards


Pela primeira vez, todos as minhas suspeitas para os vencedores dos Óscares estavam certas (esmo assim a escolha de Sean Penn surpreendeu-me, e muito, pela positiva, obvio). “Slumdog Millionaire” arrecadou o merecido e o devido, de Kate Winslet já se esperava à muito tempo e de “Milk” teve o essencial. O host, Hugh Jackman, também não deixou a audiência desapontada, nem sequer o próprio programa que em vez de proporcionar uma experiência televisiva transformou-a num espectáculo por entre os géneros cinematográficos enquanto vasculhava as memórias de outros tempos, de outros nomeados e vencedores. Foi o essencial da satisfação. Esperam que tenham gostado tanto como eu (apesar de não ter tido nenhuma GRANDE surpresa).

Death at a Funeral

Dean Craig escreveu provavelmente umas das melhores comédias de carácter britânico para o grande ecran; através do aclamado realizador Frank Oz chega-nos um funeral do caraças! Daniel acabou de perder recentemente o seu pai, no dia do funeral, familiares, amigos e vizinhos reúnem-se para relembrar a memória do ente querido mas nem tudo corre como o planeado. Já tinha saudades de ver uma comédia 100% satisfatória (nem relembra que Frank Oz realizara antes “The Stepford Wives”). Muito Bom. 4 estrelas.

P.S. I Love You

Com o falecimento de Gerry (Gerard Butler), Holly (Hilary Swank) ficou viúva repentinamente, ao tentar recompor a sua vida, as lembranças estão sempre presas ao presente, começa a receber cartas misteriosas de um plano engenhoso de Gerry de como Holly deverá encarar o futuro sem a sua companhia. Um filme romântico sobre como lidar com a felicidade dos mais próximos e saber procurar a nossa em busca de novos caminhos, de novas oportunidades. Maravilhosamente escrito por Cecelia Ahern e realizado por Richard LaGravenese (o mesmo que nos trouxe “Freedom Writers”). Para ver com alguém que ama. 3 estrelas.