Nancy Meyers - uma carreira aos 59

Recentemente, tive a oportunidade de rever pela 2ª vez, “The Holiday” de Nancy Meyers, só depois apercebi-me que já tinha assistido a todos os filmes realizados pela mesma (e até alguns são mesmo da sua autoria como “The Parent Trap”, “The Holiday” e “Something’s Gotta Give” – todos estes projectos foram escritos e realizados por Meyers).
Foi a marca incondicional de Meyers que me fez escrever este comentário sobre os seus filmes, desde já um bom propósito para dar relevo à marca incondicional que deixa nas suas longas-metragens. Todas elas têm um toque inesquecível que aborda vários temas, mas todos eles estão envolvidos numa só palavra – amor. Como membro do público feminino, devo dizer que são filmes fascinantes do ponto de vista dos diálogos, e das reflexões (tanto abordando a filosofia do classic fool, como relatando as aventuras do dia-a-dia que nos apanham de surpresa).
Sim, são filmes mais direccionados para o lado feminino, isso é inevitável, o carácter dramático das personagens são facilmente identificados com o lado humano, em “The Holiday” ambas as personagens, tanto homens como mulheres, são reais, humanos, cheios de emoções, já em “What Women Want” as mulheres são assunto a discodificar e Mel Gibson um homem pronto a ler os pensamentos femininos.
Enquanto existir uma mística sobre o mundo feminino e o risco de gostar de alguém, os filmes de Nancy Meyers irão continuar virtuosos no seu género. Desde “The Parent Trap” até “The Holiday” – 4 estrelas.



P.S.- Meyers encontra-se a trabalhar num novo projecto ainda sem titulo para 2009, e que em principio envolve Merly Streep como personagem principal. Esperemos que sim.

The Forbidden Fruit Tastes the Sweetest


Eu não li o livro de Stephenie Meyer, logo não vou julgar o filme pelo livro. O filme “Twilight” da realizadora Catherine Hardwicke está satisfatório, isto é, é capaz de agradar a todos os membros da audiência (mas isso é jogar com a teoria da relatividade… que num blockbuster está ainda mais exposta do que noutros filmes).
Partindo do Plot Point em que é estabelece-se uma ligação entre Edward Cullen e Bella Swan – ele vampiro, ela uma mortal. Mantemos o princípio de que estes dois personagens principais pertencem a naturezas diferentes, este detalhe foi excelentemente representado pela prestação dos actores – Kristen Stewart e Robert Pattinson resultam numa situação de amor impossível.
Porém, existem algumas frases no guião que não se adequam ao contexto da história, simplesmente não resultam no contexto dramático de certas cenas (como por exemplo o “You’re Beautifull” de Bella quando vê o verdadeiro aspecto de Edward à luz do sol. No entanto conseguimos contrastar com frases magníficas como esta - "About three things I was certain. First, Edward was a vampire. Second, there was a part of him, and I didn't know how dominant that part might be, that thirsted for my blood. And Third, I was unconditionally and irrevocably in love with him").
Para concluir em pleno, não esperem muita acção tal como o trailer sugere, acaba por prometer demais do que a longa-metragem mostra com evidência – a essência do filme é o amor de Edward e Bella. Romantismo numa ligação invulgar. Desejo v.s. Perigo. Gostei. 3 estrelas.

In love, there are no boundaries

Anthony Minghella, autor de inúmeras obras cinematográficas – “Cold Mountain”, “The Talented Mr.Ripley” e “Truly, Madly, Deply” – desta colectânea the “best of” também faz parte uma fita conhecida por todos – “The English Patient”.


Nomeado para 12 Óscares da Academia, arrecadando 9 estatuetas na cerimónia de 1997, recorda-se Ralph Fiennes, Juliette Binoche, William Dafoe, Kristin Scott Thomas e Colin Firth num dos melhores filmes de sempre sobre um desastre de avião no deserto do Sahara que traz memorias inesquecíveis de quem viveu a aventura de uma vida. 5 estrelas.

Alfonso Cuarón


I believe that human beings are born first and given passports later. I'm really thankful for my journey. And it's a journey I didn't design.

Quantum of Solace

Esta foi uma grande jornada para Marc Forster (realizador do grande “Finding Neverland” e de “Monster’s Ball”), que realizou o episódio da saga mais vingativa do agente 007. A fúria que preenche Bond revela-se no seu comportamento independente e profissional como sempre. Claro que terá de salvar o dia, mas desta vez, ultrapassar a perda de Vesper será um desafio maior do que imaginava. O filme pode não ter relevância mas é, concerteza, exemplar. Com Daniel Craig pela segunda vez, a bela Olga Kurylenko, Mathieu Amalric e Judi Dench. A frase marcante: “I don't think the dead care about vengeance”. 3 estrelas.

because love make us hear stupid musics



Love can be a many splendored thing
Can't deny the joy it brings
A dozen roses, diamond rings
Dreams for sale and fairy tales
It'll make you hear a symphony
And you just want the world to see
But like a drug that makes you blind,
It'll fool ya every time

(chorus)
The trouble with love is,
It can tear you up inside
Make your heart believe a lie
It's stronger than your pride
The trouble with love is
It doesn't care how fast you fall
And you can't refuse the call
See, you got no say at all

Now I was once a fool, it's true
I played the game by all the rules
But now my world's a deeper blue
I'm sadder, but I'm wiser too
I swore I'd never love again
I swore my heart would never mend
Said love wasn't worth the pain
But then I hear it call my name

(chorus)

Every time I turn around
I think I've got it all figured out
My heart keeps callin' and I keep on fallin'
Over and over again
This sad story always ends the same
Me standin' in the pourin' rain
It seems no matter what I do
It tears my heart in two

The trouble with love, yeah
It can tear you up inside
Make your heart believe a lie
It's stronger than your pride

It's in your heart
It's in your soul
You won't get no control
See, you got no say at all

A New Age Has Begun



Para além de Shrek, personagem em diversos filmes, já com uma trilogia bem divertida, Andrew Andamson agarrou o desafiou de nos transportar nas obras C.S.Lewis. Neste 2º capitulo cinematográfico de “The Chronicles of Narnia” debatemo-nos com uma mudança do mundo de Narnia e mais uma vez, seguimos os 4 irmãos Pevensie – Peter (William Moseley), Susan (Anna Popplewell), Lucy (Georgie Henley) e Edmund (Skandar Keynes) – numa aventura por um mundo inimaginável onde encontrarão não só muitas mudanças como um novo elemento no reino de Narnia – Prince Caspian (Ben Barnes). Este prometeu ao povo de Narnia a liberdade, então os prometidos terão uma nova missão. Walden Media já é marca de referência no que toca a efeitos especiais, só vos digo, 5 estrelas. “The Chronicles of Narnia: Prince Caspian merece 3 estrelas, ficaremos à espera pelo 3º capítulo da saga cinematográfica (os livros de C.S. tem uma lógica diferente dos filmes) já com titulo assegurado e também realizado por Andrew Andamsom– “The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader” – para 2010.