Venus

Existem poucos actores que dão-se ao luxo de afirmarem (mesmo sem o Óscar) que são excelentes performers ou talvez dramaturgos, é o caso de Peter O’Toole. Com um legado imenso, O’Toole interpreta o papel de Maurice neste filme de Roger Michell. Maurice sente o peso da idade e suspeita que a morte bate à porta, com o seu amigo Ian (Leslie Philipps) partilham o dia-a-dia da bela vida de reformado e de actor em part-time. Até chegar a sobrinha, Jessie (Jodie Whittaker), de Ian que irá provocar dores de cabeça aos dois, até Maurice sentir uma compaixão forte por Jessie. Jessie e Maurice irão observar a vida através das percepções de diferentes gerações a que pertencem. Um filme bonito, com a nomeação do Óscar para Melhor Actor no papel principal – peter O’Toole. 3 estrelas.

Parabéns






Supercallifragilisticexpialidocious!





Um musical, um clássico! Partindo da imaginação incansável de Walt Disney, Robert Stevenson adaptou os contos literários de P.L. Travers dando origem a um filme mágico, com Julie Andrews. “Mary Poppins”. Para quem não viu o filme ou o recente musical da Broadway, concerteza o nome “Poppins” não lhe é desconhecido de todo. Na casa da família Banks instala-se o pânico quando pela 6ª vez a ama sai de casa, devido aos filhos de Mr Banks, Jane e Michael, serem muito traquinas, após um anuncio, Mary Poppins irá provocar as maiores surpresas em cada membro da família. Um verdadeiro espectáculo por todas as perspectivas possíveis e imaginárias, o filme que deu a Julie Andrews o Óscar de Melhor Actriz, contando com mais 4 galardões e 8 nomeações. Com a sua voz de cristal e beleza irradiante, Julie Andrews é certamente uma das personalidades mais belas de todos os tempos, também sou fã incondicional de Dick Van Dyke, um prodígio. Belo e mágico, bem ao estilo de Walt Disney (não é por acaso que nos anos 60 e 70 residem as maiores pérolas do cinema americano). 4 estrelas.

Mona Lisa Smile

No Outono de 1953 começava um novo ano lectivo para as alunas de Wellesley College, Katherine (Julia Roberts), uma professora de história de arte com ideologias liberais, desafia ideias preconcebidas sobre arte, o papel da mulher na sociedade e mostra novos horizontes às suas alunas. Criando a hipótese de escolha, numa época de conformismo, Betty (Kirsten Dunst), Joan (Julia Stiles), Giselle (Maggie Gyllenhaal) e Connie (Ginnifer Goodwin) irão escolher destinos diferentes, atribuindo um significado ao seu futuro próximo.
O filme de Mike Newell, recheado de caras bonitas no elenco, encontra-se extremamente bem situado em termos reais históricos, esta fase de transição, faz com que a emancipação da mulher seja um período de interesse histórico. Numa época de conformismo, existiram mulheres que lutaram pelos direitos que hoje usufruirmos, que recriaram o modo de pensar, investiram em quebrar regras, aprenderam a ser independentes, esta é a essência da história. Não é só um filme sobre arte, como de mudança, reflexão, luta, escolha. Para contemplar. 3 estrelas.



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"Não. Não é pelo peso da idade que escrevo isto… aliás nem sei o que isso é… provavelmente nunca o virei a saber. A verdade é que as gerações mais velhas olham para nós como “sonhadores”, ou “desmazelados”, ou talvez considerando outra ignorância qualquer. Atribuem-se rótulos como quem distribui jornais, fala-se em “ter juízo”, quando nem nisso pensamos. Só quero deixar esclarecido que somos o que somos, fazemos as nossas escolhas, enfrentamos as consequências, festejamos com os outros as vitórias. Não merecemos dar satisfações a ninguém. Mesmo que todos nós fiquemos na miséria, vale a pena lutar por aquilo que sonhamos. Independência mútua."

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Consegues ver?
Acordámos num navio!
Somos salteadores da liberdade!
O nosso coração pertence ao mar!
A nossa alma está inscrita na força vento!
A bússola rege por inúmeras aventuras ainda por descobrir!
Iremos beber rum até ao arroto, até à festa celebrada!
Cantaremos canções de piratas jamais entoadas!
E então?
Vamos para o convés?