Antes de mais, acredito que não existe maneira honesta de descrever tamanho estrondo cinematográfico. Considerado um êxito-supresa tanto pela crítica, como pelo público, “
Pulp Fiction” é eleito como o filme que redefiniu todo o cinema no século 20.
Tendo ascendendo rapidamente à fama, o sucesso de Quentin Tarantino deve-se à particularidade de encontrar a combinação de fama e êxito na sua primeira longa-metragem (tal como Spike Lee e Woody Allen). Até à data de 1994, tinha apenas realizado dois filmes, dos quais “Reservoir Dogs” que foi descoberto em Sundance, revolucionando as histórias convencionais de gangsters também aplaudido em Cannes; mais tarde, lançado “Pulp Fiction” à audiência, recebeu o grande prémio do festival de Cannes, a Palma de Ouro, sendo nomeado para sete categorias dos Óscares da Academia (Melhor Filme, Melhor Actor – John Travolta, Melhor Actor Secundário – Samuel L. Jackson, Melhor Actriz Secundária – Uma Thurman, Melhor Argumento – Quentin Tarantino e Roger Avery e Melhor Montagem – Sally Menke), tendo arrecadado o Óscar de Melhor Argumento Original (cerimónia de 1995). Tarantino sabe contar boas histórias, o testemunho da sua narrativa cativante é o modo de como faz os seus filmes que em termos visuais e emotivos são abruptos. Se tivermos de explicar o fenómeno, deparamo-nos com um realizador a tentar uma nova concepção de genre, a substância do seu trabalho baseia-se na criatividade e na reinvenção de cenas clássicas pertencentes a magníficos filmes derivados dos anos 70, 80…

A aceitação do filme por parte do público deve-se a inúmeras motivações mas parte da aceitação generalizada deve-se ao facto de ter sido classificado como “excessivamente” violento (este “excesso” de violência faz-nos recordar outros filmes igualmente revolucionários classificados que ainda são clássicos: “Psycho” (1960) de Alfred Hithcock, “Bonnie and Clyde” (1967) de Arther Penn, etc.) Este elemento consegue criar um certo ambiente em todas as cenas, como se fosse uma personagem, já que a curiosidade da noite da estreia foi o facto do filme ter sido interrompido durante de 20 minutos devido a um convidado que desmaiou na cena em que Travolta espeta a agulha no peito de Uma Thurman. O que Quentin Tarantino achou deste percalço? -“It Works!”

A expectativa de toda história que resumidamente está dividida em 3 partes e cada uma com um personagem principal, (Vincent, Butch e Jules), não segue uma narrativa linear mas sim, os diálogos das personagens; a forma de como a violência sangrenta complementa o diálogo do quotidiano entre dois assassinos é única sendo considerada, por vezes, um paradigma do próprio filme; Tal como Uma Thurman referenciou: - “É uma espécie de textura das relações humanas, no contexto desses acontecimentos excepcionais.” O entrelaçamento das três histórias que incluem flashbacks dão a oportunidade ao público de usar a cabeça, visto que Tarantino afirma usar fórmulas antigas de narração deixando-as tomarem o seu curso livremente, de propósito. Como já puderam perceber, Tarantino está acima das designações, a sua escrita é tanto inovadora como agressiva, ousada, até ameaçadora ao mesmo tempo.

O seu produtor, Lawrence Bender, descreve-o como sendo um cineasta muito responsável, diz que é extraordinário. Disso não temos dúvidas, em cerca de 8 anos conseguiu alcançar um currículo invejável e um enorme respeito pela sua paixão cinematográfica. Considero-o como um dos melhores cineastas de sempre (para o comprovar vejam reportagens mais antigas, no principio da sua carreira). Mal ele sabia que depois de “Pulp Fiction” iria realizar "Kill Bill Vol. 1", "Kill Bill Vol. 2", realizar 2 episódios de "CSI Las Vegas" entre outros feitos.
No seu filme para “descomprimir” temos em cartaz John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Harvey Keitel, Tim Roth, Amanda Plummer, Maria de Medeiros, Ving Rhames, Eric Stolzs, Rosanna Arquette, Christopher Walken e Bruce Willis.
Só vos digo uma coisa: este não é um filme qualquer.