Les amours imaginaires


Seguindo a mesma linha de "The Dreamers" de Bernardo Bertolucci (lamento mas não consegui deixar de comparar dois filmes diferentes em alguns aspectos mas que, no entanto, mantém uma mesma ideia/conceito): este filme de Xavier Dolan conta a história de dois amigos de longa data que têm o hábito de se aproximar por outro terceiro elemento criando assim um triângulo amoroso platónico. Tudo o que julgamos saber sobre o amor platónico mas que afinal desconhecemos de todo. Com Monia Chokri, Niels Schneider e Xavier Dolan. Aconselhado para pessoas que pensam demais.

visto na televisão

Reduzimos a dose anual. É melhor assim. 


 
Portlandia - Season 1, Season 2

Se existe uma série de televisão que goza com todo o estereotipo dentro da onda hipster, esta é a aposta certa. Com momentos random e um tipo de humor muito actual, "Portlandia" somou pontos e destacou os actores: Fred Armisen e Carrie Brownstein.


   

Parks and Recreation- Season 1

Não é bem o tipo de humor que costumo ver na televisão mas não é mau de todo. Há quem esteja viciado, eu nem por isso.




 Studio 60 on the Sunset Strip - Season 1

Durou apenas uma temporada e valeu a pena. Criado com Aaron Sorkin, esta série mostra os bastidores de um programa de televisão. Bom, inteligente. Irão encontrar muitos actores a dar os primeiros passos (e que de momento estão espalhados por várias séries de televisão americanas). Recomendável.





 Pushing Daisies - Season 1, Season 2

 Não é uma história de amor, é um mistério. Ned consegue ressuscitar os mortos quando tocas deles mas se repetir esta acção, o segundo toque é fatal, inevitável. Recomendo e vale a pena ver. Mas não percam de vista que a linguagem cinematográfica desta série foi "brutalmente" inspirada/copy paste do filme de Jean Pierre-Jeunet: "O Fabuloso Destino de Amélie".



 
 This is England 86, This is England 88 e This is England 90

Depois de "This is England", filme de Shane Meadows as aventuras de Shaun prosseguiram depois de 1983. Para os fãs destas personagens tipicamente históricas do universo britânico. Subculturas e gerações. São três séries muito boas.




The Carrie Diaries - Season 1, Season 2

Eu sei que é super cliché... mas depois de ser fã da série "Sex and the City" às vezes é preciso um pequeno guilty pleasure. Recomendo aos fãs dos cocktails, NY e todos detalhes fabulosos da metrópole que nunca dorme (não se esqueçam que esta série é mais juvenil e com um humor bastante diferente que a criação de Darren Star).



 
Parade's End - Season 1

Comecei a ver esta série por causa dos actores envolvidos (e porque, sinceramente, todas as series da BBC valem a pena) mas não fiquei viciada nesta particularmente. Com Rebecca Hall, Benedict Cumberbatch, Roger Allam e Adelaide Clemens.



 
Community - Season 4

Continua o vício do ano passado. Quem ainda não viu nada disto está a perder uma das melhores séries pop de culto actuais. Não consigo ser mais persuasiva que isto. Adoro Community. Ponto. 



 
Game of Thrones - Season 3

Das séries mais aguardadas deste ano. Até à data estou a gostar e vale a pena seguir desde o início até ao fim. Com um elenco e uma equipa que amadurece e evolui à medida que cada época passa. Sou fã. Tenho dito.

  

Skins - Season 7

O tão esperado final de Skins finalmente chegou à televisão. Antecipei com alta expectativa e não me desiludiu de todo. Skins mostra que não é uma série televisiva sobre jovens de 17 anos confusos e bêbados 24 horas por dia, acredito que esta seja uma série que retracta a geração do século XXI. Recomendo vivamente.




 
Modern Famiy - Season 3, Season 4, Season 5

Recomecei a ver a série de maneira aleatória. Fico feliz por manterem o tom das personagens e por este elenco de actores funcionar tão bem como família. Adoro e recomendo a todos os públicos.



 
Downton Abbey - Season 4

Depois da morte inesperada de Matthew, a família de Downton terá de reagir e continuar o seu legado. Para quem já segue a série à já algum tempo, aconselho.



The Big Bang Theory - Season 7 

O humor e irreverência desta série é dos melhores momentos de televisão semana após semana. 

 

Beyond darkness... beyond desolation... lies the greatest danger of all.

...e a aventura continua. A sequela mais antecipada do ano é "The Hobbit: The Desolation of Smaug". Neste segundo capítulo, Bilbo continua com o grupo de anões em direcção a Erebor para reconquistar a sua terra do terrível Smaug. Peter Jackson continua a dar as honras à obra de J.R.R. Tolkien tornando assim tanto os filmes como os livros em objectos de culto intemporais. Recomendo a visualização em 3D ou IMAX. Com Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Ken Stott, Orlando Bloom, Evangeline Lilly, Benedict Cumberbatch e Lee Pace. Daqui a uns tempos recomeça a antecipação pelo capítulo final.

The best place to lose someone or to get lose from your own self


Walter Salles tem um passado cinematográfico enraizado em vários países. Este situa-se numa Lisboa a preto e branco. "Terra Estrangeira" é um filme que questiona a identidade de vários imigrantes. 
Obrigado Walter por este e pelos outros retratos.

The Tempest

Aconselho esta versão da obra "The Tempest" a quem já estudou William Shakespeare. Julie Taymor realizou este seu ultimo filme em 2010. Reconhecida pela sua estética e escolhas específicas de linguagem cinematográfica, Taymor arriscou e muito ao fazer pequenas modificações numa das ultimas obras de Shakespeare. O elenco também é uma surpresa: Helen Mirren no papel de Prospera, Felicity Jones como Miranda, Djimon Hounsou como Caliban, Ben Whishaw como Ariel entre outras surpresas. Achei, sinceramente, que uma nova adaptação para o grande ecran das obras de Shakespeare é sempre bem-vinda (e claro, sempre arriscada). 


Macbeth

Existe uma série fabulosa desde 1970 - Great Performances - criação de Marion J. Caffey, Daniel Ezralow e Josh Groban. Esta série interminável conta com episódios cinematográficos de adaptações de obras teatrais trazidas para o ecran, assinalando sempre estas produções com um grande elenco. Neste caso, a personagem Macbeth de Shakespeare foi interpretada por Patrick Stewart e Lady Macbeth por Kate Fleetwood. Um episódio realizado por Rupert Goold. Poderoso e uma abordagem brilhante desta tragédia. 5 estrelas.


Skyfall

Realizado por Sam Mendes, o último filme da saga 007 com Daniel Craig e Judi Dench torna-se num dos melhores filmes de 2012. Tal como diz a expressão: "fechou com chave de ouro". Através desta ultima trilogia viu-se algo mais para além do clássico Bond e acho que este pequeno factor mudou o modo de como o público vê o agente secreto britânico rodeado da melhor tecnologia, os carros topo de gama e as mulheres fogosas. James Bond mostrou que é muito mais que isso e esperemos nós que num futuro próximo continue ao serviço de nossa majestade e que nunca deixe de ser 007. A vida depois da morte. É para isto que existem lendas enraizadas no cinema. Banda Sonora de Thomas Newman. No elenco: Daniel Craig, Judi Dench, Ralph Fiennes, Javier Bardem e Ben Whishaw. Skyfall.

Glory


...e quando pensamos que não existem filmes com um certo elenco eis que voltamos atrás no tempo e descobrimos coisas espectaculares. Este filme de Edward Zwick conta com Matthew Broderick, Denzel Washington, Cary Elwes, Morgan Freeman e Andre Braugher. Estamos num cenário de guerra no ano de 1862 e o coronel Robert Gould Shaw (Matthew Broderick) foi o responsável por dirigir o primeiro pelotão de soldados negros na América. Uma história brilhante relatada neste filme baseado em acontecimentos reais sobre os homens que lutaram pela nossa liberdade. Vencedor de três Óscares da Academia incluindo Melhor Actor Secundário: Denzel Washington.

Nobody Knows


Existem alguns filmes que nos tocam profundamente. "Nobody Knows" (Dare mo shiranai) de Hirokazu Koreeda conta a história de quatro irmãos que acabaram de se mudar para Tóquio. O irmão mais velho, Akira (Yûya Yagira) é quem toma conta de todos quando a mãe está fora (supostamente) a trabalhar. Este é um exemplo/amostra que existem mais filmes japoneses do mesmo género. Relembra o quanto é importante explorar outras linguagens, outros métodos, outras visões para uma mesma situação. Adoro este género de cinematografia e adoro o facto de ter a oportunidade de ver vários filmes que se passam numa mesma cidade (assim fazemos uma colecção ao longo dos anos adquirindo vários perspetivas sob. um mesmo espaço/uma mesma cidade.) Recomendadíssimo. Vou explorar mais trabalhos do realizador Hirokazu Koreeda. Inspirou-me a algo mais.

Wild at Heart


A chama e o fogo são os elementos chave deste filme de David Lynch. Sailor (Nicolas Cage) e Lula (Laura Dern) foram feitos um para o outro mas a mãe de Lula (Diane Ladd) vê esta situação numa perspectiva bem diferente... Este é um dos filmes de Lynch com mais individualidade cinematográfica juntando-se a outros da mesma época. A violência sonora de Lynch torna os seus filmes ainda mais apelativos, acrescentado à imagem (de contrastes intensos) uma experiência completa da acção.

Central do Brasil


Walter Salles tem sido daqueles cineastas que inconscientemente não me desaponta. Eu como espectadora nunca me apercebo se sigo ou não os filmes de um realizador específico. No caso de Salles já tive a oportunidade de ver alguns dos seus filmes e nenhum deles é fora do tom. "Central do Brasil" é um filme cheio de alma e lugares surreais. O universo de Salles é um mundo cinematográfico fascinante recheado de sítios para explorar que convidam o espectador a permanecer naquele mesmo lugar com as personagens reais. Adoro este género cinematográfico de autor. No elenco: Fernanda Montenegro, Marília Pêra e Vinícius de Oliveira. Vejam esta aventura pela estrada fora.

Martyrs

 Eu não sei como comentar ou recomendar este filme. Posso afirmar que foi das longas-metragens de terror mais fortes que já alguma vez vi (como devem imaginar, certamente não voltarei a revê-lo). 
Se gostam de filmes de terror e thriller vejam este de Pascal Laugier, de certeza que vos irá ficar na memória.

Beyoncé: Life Is But a Dream


Depois de ver o documentário online que saiu com o álbum "4" de Beyoncé Knowles, decidi ver este documentário produzido para televisão (emitido pelo canal HBO). Através da voz off da cantora podemos perceber como as decisões da sua carreira afectaram a sua vida pessoal e de como é importante ter a consciência de separar família e amigos de trabalho e mediatismo. Beyoncé aprendeu a administrar a sua própria carreira, tendo sacrificando e trabalhando duro para chegar onde está hoje. Para quem quiser ver uma nova perspectiva desta artista que assina o seu trabalho com independência.

Paulette


Este filme venceu o prémio do público na 13.ª edição da Festa do Cinema Francês. Realizado por Jérôme Enrico esta comédia não deverá ser levada a sério e foi por esta mesma razão que fui ver "Paulette" aos cinemas. A história centra-se numa velhota com humor característico e personalidade própria que ao ver a reforma a cair, as despesas a aumentar e o seu estado de vida degradado decide, por fim, vender droga. Esta decisão leva a um desenrolar de acontecimentos hilariantes quase-surreais na vida de Paulette. Recomendo que leiam esta entrevista ao realizador Jérôme Enrico para saberem mais sobre este filme (após o terem visionado, claro). Com Bernadette Lafont, Carmen Maura, Dominique Lavanant e Françoise Bertin. Recomendo-o pela ideia/conceito e pelas personagens. Uma comédia a aderir.

Teenagers from Outer Space


Os extraterrestres eram vistos de outra maneira nos anos 60. Este filme de Tom Graeff mostra a ficção científica nos velhos tempos. Dá para entreter o nerd oprimido que existe dentro de cada um de nós e faz com que o visionamento de filmes do mesmo género seja um hobbie partilhado em cinemateca ou com um público aderente do meu culto: ficção científica. Não creio que é um clássico Sci-Fi mas de certeza que na altura provocou algum espanto.

The Tempest


Foi filmado para televisão mas esta versão da obra "A Tempestade" de William Shakespeare foi concebida para teatro. Des McAnuff e Shelagh O'Brien filmaram no palco uma produção fantástica. Com Christopher Plummer, Geraint Wyn Davies, Dion Johnstone, Bruce Dow, entre outros. Pelo culto de Shakespeare e pelo culto de "ir ao teatro", vejam.

Livide

Um filme realizado/escrito por Alexandre Bustillo e Julien Maury. Esteve presente na edição 2012 do MOTELx. A minha predileção por filmes assustadores só resulta rodeada de um grupo de amigos. Confesso que não sou fã de filmes de terror, não consigo voluntariar-me a um serão de final de tarde, sozinha, só para ver filmes como "The Exorcist". No entanto, felizmente, existem festivais de cinema onde podemos partilhar o nosso medo em comunidade. "Livide" em particular pode-se considerar um típico filme de terror com uma casa assombrada e uma história do passado "mal resolvida". 
É recomendado para quem gosta do género.

Jane Austen in Manhattan


Um filme de James Ivory que não aplaude nem desilude os fãs de Jane Austen. Poderia ter sido uma abordagem mais interessante à única peça adaptada da autora - "Sir Charles Grandison". Acho que não acrescenta nada ao património cinematográfico baseado em Austen.

They are back... in time.

Barry Sonnenfeld repetiu a velha fórmula. Depois do algum insucesso de "Men in Black II" eis que chega o terceiro capítulo de homens de negro. Começando em 1997, passando por 2002 e actualizando em 2012, Agent J e Agent K continuam juntos na defesa da humanidade contra os invasores alienígenas no planeta terra. Para além do regresso do Sonnenfeld, Danny Elfman voltou mais uma vez na banda sonora tal como (óbvio) a dupla Will Smith e Tommy Lee Jones. Sempre fui acompanhando este género de ficção científica que continua a cativar fãs. Achei (especialmente) este filme com efeitos especiais brutais (não estava mesmo à espera de um CGI "brutal" para ser visto em 3D... vamos ser sinceros: às vezes ver um filme em 3D no cinema não vale a pena. Pessoalmente são mais os filmes que me desapontaram na tecnologia 3D do que os bem sucedidos... por isso, para jogar pelo seguro, vê-se a versão 2D e assim não há desperdício de dinheiro nem maus humores com a projecção do filme). Novos personagens incluem actores brilhantes no elenco: Emma Thompson e Josh Brolin. Na equipa destaquei o argumentista Ethan Cohen que já tem uma ascenção na indústria do cinema e no início deste ano anunciou a escrita de "Ghostbusters III". Achei "Men in Black III" muito bom e aconselho a quem segue estes personagens (também recomendado aos aderentes deste tipo de ficção científica).

[Rec]


O filme de Jaume Balagueró e Paco Plaza era a sensação em 2008. Depois de ter saído das salas de cinema, eu mais uns quantos amigos, decidimos ver "[Rec]" numa sala bem pequenina em casa de um dos nossos colegas. Posso dizer que a experiência deste filme só poderá ser vivenciada a 100% no primeiro visionamento (digamos que é como a experiência de "The Blair Witch Project". Basta ver uma só vez e depois recomendar apenas aos outros que não viram o filme). Ao longo destes anos foi-se repetindo a fórmula de "[Rec]" mas sem o mesmo sucesso que o original. Se ainda não viram, é bastante recomendável que o façam.

Macbeth


Roman Polanski tem uma marca muito particular no cinema europeu. Quando realizou no início dos anos 70 uma abordagem à tragédia de William Shakespeare não imaginara que este particularmente, esta versão de Macbeth fosse recomendada a um vasto publico estudioso de teatro. Até hoje continua a ser a versão cinematográfica mais "teatral" e fiel à linguagem cénica de Shakespeare. Uma versão real e recomendável de Macbeth.

Savages


Actualizando a fórmula de "Natural Born Killers", Oliver Stone realizou "Savages", baseado na obra literária de Don Winslow. Crime sem regras e violência barata com uma banda sonora adequada ao género. Não achei nada de extraordinário mas destaco a direcção de fotografia de Dan Mindel e o actor Aaron Taylor-Johnson. O resto do elenco conta com Blake Lively, Taylor Kitsch, Benicio Del Toro, John Travolta, Salma Hayek e Emile Hirsch.

The Lord of the Rings


Existem épicos eternos, histórias do passado que glorificam o que a nossa humanidade conquistou nos dias de hoje. J.R.R. Tolkien não é apenas um escritor sobre o mundo do fantástico, este criou um universo possível num passado ancestral onde os heróis foram quem menos esperávamos. Graças a uma equipa que se manteve unida mais de cinco anos consecutivos, Peter Jackson conseguiu trazer ao grande ecran com a ajuda da New Line Cinema uma trilogia épica: The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, The Lord of the Rings: The Two Towers e The Lord of the Rings: The Return of the King. Existem contrastes incríveis e reais sobre a Terra Média e a nossa realidade. Aconselho a ler os livros, ver a trilogia e explorar os documentários que mostram este cujo dito contraste. Acho incrível quanto um escritor de outro século consegue criar uma obra prima e que este material seja adaptável aos nossos dias independentemente do formato (cinema, pintura, teatro...). Com Elijah Wood, Sean Astin, Cate Blanchett, Orlando Bloom, Sean Bean, Andy Serkis, Ian McKellen, Viggo Mortensen, John Rhys-Davies, Liv Tyler, Christopher Lee e David Wenham. Para passar de geração em geração.

Wreck-It Ralph

Realizado por Rich Moore, este era daqueles filmes de animação que a minha "criança interior" antecipava todos os dias. Isto pelo facto de "Wreck-It Ralph" ter todas as personagens dos meus videojogos de infância e conter um universo nerd que me perseguiu pelas várias consolas (Game Boy, Nintendo, Sega, Playstation). Achei que a Disney esmerou-se, tratou de maneira muito criativa o sistema de interacção entre as personagens dos diferentes videojogos. O elenco de vozes é muito bom, especial destaque para Jane Lyncn. A Disney sabe contar histórias para todas as idades independentemente do tema que aborda. Vale a pena. Já existem rumores para uma sequela?

Howl

Allen Ginsberg era (e continua a ser ainda hoje) um dos poetas mais importantes de uma geração. Toda a sua filosofia poética é intensa do ponto de vista literário. É daqueles casos que as palavras transcendem o autor. Causou polémica no seu tempo, marcou a sua posição, mostrou a sua voz sem mesquinhez. Realizado por Rob Epstein e Jeffrey Friedman e se ainda existe dúvidas do trabalho de James Franco como actor, vejam isto. Boa biografia. Para mim mostra o quanto é importante a liberdade de expressão e de como não podemos tomar a liberdade como garantida. Temos de lutar por ela todos os dias. Porque só assim temos uma voz.

Robot & Frank


Adorável e bem trabalhado em todos os seus aspectos. Este filme de Jake Schreier surpreende pela positiva. Todo o envolvimento do sentimento humano que predomina o tom do filme torna credível as personagens e o enredo da história. Não vou dizer mais nada. Recomendo. Mesmo.

Midnight Son


Jacob tem um problema de pele que o impede de ver a luz do dia. Existem outros sintomas por detrás do apetite voraz e sanguinário: Jacob está a transformar-se num vampiro. Obviamente que assumir esta nova personalidade torna-se mais complicado quando conhece a rapariga dos seus sonhos: Mary. Um filme de Scott Leberecht com Zak Kilberg e Maya Parish. Basicamente a saga Twilight arruína todos os filmes sobre vampiros que procedem a sequela mas por acaso este filme está fora de todos os clichés originais sobre estas mesmas criaturas que tanto se tornaram na moda. É recomendável para quem gosta do género e está à espera de ver algo real com criaturas do sobrenatural.

This Is 40


Judd Apatow já é conhecido pelos seus argumentos verdadeiros e pelas suas personagens cómico-dramáticas à boa maneira americana. "This is 40" é uma espécie de sequela com algumas das personagens de "Knocked Up". Com Leslie Mann e Paul Rudd juntos como casal principal da trama que se desenrola sobre as disfuncionalidades "normais" de uma família e do seu círculo social. Adoro os argumentos destas comédias de Apatow por serem tão awkward e tão verdadeiros/sintéticos nas suas respostas (porque quando deparados com alguma situação fora do controle é normal que o mau humor suba ao de cima). Para quem gosta de comédias americanas (as melhores são escritas por Judd Apatow).

textos sobre teatro (V)


Espectáculo em análise:

·       A 20 de Novembro
De Lars Norén
Tradução Francis Seleck (a partir da tradução francesa de Katrin Ahlgren)
Com João Pedro Mamede
Dirigido por Francis Seleck
Fotografias André Pais
Produção Cena Múltipla/ Associação Cultural O Mundo do Espectáculo
Apoio Câmara Municipal de Almada


Texto:
            Na minha opinião pessoal, acredito que este monólogo escrito por Lars Norén é das peças mais difíceis de ler, compreender e entender. Situado horas antes de uma chacina numa escola secundária, o nosso personagem encontra-se sobretudo nervoso, sozinho, apenas com a sua mochila recheada de armas de vários calibres. O plano é simples: vingar aqueles que gozaram consigo nos tempos de escola. Mas não é só isso: todo o extermínio é evidente e extremamente necessário dado conta que este personagem que nos é apresentado defende ideias anarquistas e possui um ódio próprio.
            As características técnicas deste espectáculo não exigem tamanho aparato. Tendo apenas uma iluminação básica e como adereço a mochila no chão, “A 20 de Novembro” desenvolve-se num ambiente de clausura provocado pelo actor onde o espectador é deparado com uma realidade alternativa, independente, a qual não crer acreditar que esta mesma exista. O discurso do actor não é só persuasivo como perverso e acima de tudo, cruel. Desde a postura à roupa é-nos apresentado um rapaz jovem, violento, traumatizado sem teto na língua com roupas desleixadas, cara deslavada e um ar cansado. 

            
  Ao longo de todo o espectáculo, este personagem revela-nos meticulosamente o seu plano, conta-nos as suas ambições, escreve a sua carta de morte e de partida para uma guerra que só ele entende. A relação entre o texto e o corpo é notória, os ligeiros movimentos bloqueados pelas próprias palavras, o nervoso miudinho que é rebatido com palavrões, ofensas e palavras de mau carácter, o olhar intenso que mostra o lado decisivo do comprometimento desta personagem na execução do crime.
            Finalmente, todo o empenho deste personagem irá concretizar-se. A relação entre o espectador e o dispositivo teatral é  de uma atenção/tensão mútua, isto é, ao longo do espectáculo mantém-se uma sintonia por entre o público derivado do ritmo das propostas verbais que o actor apresenta no contexto do espectáculo. O silêncio e a palavra tomam posse simultânea da audiência. Existem projectos/espectáculos simples e eficazes no tema, na estética e na mensagem. Este é um deles.execuçmas de vadas. vo teatral  irdo decisivo do comprometimento desta personagem na execuçmas de vadas. ´

Silver Linings Playbook

Dois casos terminais psicológicos: Pat e Tiffany. Ambos com casos traumatizantes: casamento falhado, traição, morte, dupla personalidade, depressão, obsessão. Achei poderoso do ponto de vista do conflito de toda a história e a maioria dos diálogos são reais, crus e muito realistas. O filme oferece muito mais do que parece à primeira vista. Mostra perfeitamente duas personalidades diferentes de duas personagens que lidam com a bipolaridade diariamente. Do realizador David O. Russell baseado na obra literária de Matthew Quick com dois actores brilhantes: Bradley Cooper (actor que já nos habituámos a ver no grande ecran como um óptimo exemplar sobre o comprometimento do actor com o seu trabalho) e Jennifer Lawrence (actriz formidável que já conquistou meio mundo e que sinceramente pertence à minha lista de novas actrizes favoritas). A comédia-romântica do ano. Muito Bom.

Moonrise Kingdom


Nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Original. Adoro toda a linguagem cinematográfica e abordagem visual do realizador Wes Anderson. Não sei quais os motivos para não gostar de "Moonrise Kingdom"... é-me complicado descrever algo que tanto admiro e gosto. Talvez deveria fazer mais vezes referência a Anderson como um dos meus realizadores favoritos. A banda sonora é de Alexandre Desplat. O argumento é do próprio Anderson com Roman Coppola. Achei magnífico. Com Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray, Frances McDormand, Tilda Swinton, Jason Schwartzman, Jared Gilman, Kara Hayward e Bob Balaban. Vejam e explorem a cinematografia de Wes Anderson (é um culto para a vida).

Andy Warhol: A Documentary

Para quem não conhece, existe uma série americana que reina o terreno dos documentários biográficos desde 1985. A série "American Masters" reina até aos nossos dias e apresenta um leque variado de artistas, personalidades e pessoas que tiveram ou têm uma voz no mundo contemporâneo. Nesta lista infinita de episódios existe "Andy Warhol: A Documentary" de Ric Burns (que para além de ter criado esta série também criou "The American Experience"). Este documentário mostra uma abordagem do olhar de Andy Warhol, desde a origem ao artista que se tornou. Eu gosto de documentários (acho que este argumento é persuasivo e egocêntrico ao mesmo tempo). Thanks Andy.


Amour


Michael Haneke já não é um nome despercebido no cinema. "Amour" é difícil de explicar o porquê de gostar ou não gostar deste filme. Achei emocionalmente intuitivo graças aos dois grandes actores: Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva. Achei que toda a história não era uma ficção (e acho que só pode ser considerado "ficção" quando sabemos que esta história não foi de todo baseada em factos reais). No entanto, toda a linguagem cinematográfica aponta para uma realidade facilmente atingível pelo espectador. Acima de tudo, um filme genuíno. Vencedor da Palma de Ouro no festival de Cannes.

Angels in America


Um dos melhores filmes da HBO concebidos para televisão intitula-se "Angels in America". Realizado por Mike Nichols (realizador do filme "The Graduate") e escrito/baseado na obra teatral de Tony Kushner (argumentista de "Munich" e "Lincoln"). A banda sonora pertence ao compositor Thomas Newman. Em termos de sensibilidade humana, "Angels in America" é dos filmes/mini-série de carácter arrebatador no que toca aos textos adaptados. A filosofia do "fim" é bastante acentuada nos vários temas abordado ao longo do filme mas sobre-tudo é estabelecido o género dramático como conceito principal de todas as histórias envolvidas num mesmo enredo. Três dos meus actores favoritos pertencem ao elenco principal: Al Pacino, Meryl Streep e Emma Thompson. Infelizmente ainda não consegui adquirir um exemplar deste filme mas recomendo-o vivamente a todos. Arrisco na afirmação: uma das mini-séries de televisão/filme obrigatório.

textos sobre teatro (III)


Espectáculo em análise:

·       Eu não sou bonita. Eu sou o porco.
Concepção, direcção e espaço cénico: John Romão
Textos: Angélica Liddell e Paulo Castro
Interpretação e co-criação: Solange Freitas e John Romão
Desenho de luz: Daniel Worm d’Assumpção
Música: Daniel Romero
Vídeo: Luis De Los Santos
Fotografias: Susana Paiva
Co-produção: Colectivo 84, Festival Citemor, Vertigo
Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian – Programa para as Artes Performativas, – Novos Encenadores


Texto:
            Actor, encenador, criador, performer. Assim é John Romão. No seu (ainda) curto reportório é possível encontrar trabalhos relevantes dentro e fora de Portugal (como por exemplo a colaboração com Romeo Castellucci na Biennale de Veneza 2011).
            Eu conheci John Romão à precisamente seis anos. Fui ingenuamente das primeiras candidatas a frequentar o primeiro workshop organizado por este mesmo encenador. Desde então o seu trabalho evoluiu e neste seu novo projecto decidiu trabalhar com a actriz Solange Freitas a solo.
            No espectáculo é-nos apresentado o dispositivo do corpo humano como objecto primitivo. O próprio encenador demonstrou interesse em juntar a imagem do corpo feminino com a ideia do surrealismo. Usando o corpo como dispositivo principal, a ideia de desejo é levada ao extremo: histórias de violação passam a contos de esventramento.
            Neste trabalho corporal lembrou-se do texto de Angélica Liddel que o ajudou a manter o registo confessional da personagem feminina que durante todo o espectáculo nos relata histórias horrorosas e absurdas com grande peso nos “incidentes” da sexualidade feminina (sendo a verbalização destas mesmas histórias um acto perverso e cru tal e qual como o tema exposto sem qualquer pudor ou tato na língua: sexo).
            Ainda na escrita do espectáculo, Paulo Castro fora desafiado a escrever sobre o abuso de menores. O resultado final fora um cruzamento com o texto de Angélica Liddel onde o guião do espectáculo manteve um registo denso com uma poética muito forte. Assim temos dois textos num só dispositivo. A partir daqui toda a construção cénica baseou-se no género trash americano, isto é, desde inúmeras cruzes néon suspensas no tecto, peluches quase esventrados espalhados pelo palco, pedaços de carne e peixe esventrados mesmo à nossa frente, o fumo quase espesso como algodão que interfere com a visão do espectador: a ideia de instalação sempre presente em todo o espaço tal como a performance, elemento base deste espectáculo.
Todos estes elementos são baralhados e confundidos na nossa mente com a pertinência de causar algum distúrbio seja este o medo, o espanto ou o desconforto de ver algo em cena com que não nos relacionamos mas que é difícil de atingir e a um certo ponto incomoda o olhar. Pessoalmente creio que o trabalho de John Romão possui uma assinatura de autor sempre assumida e nunca submetida a outrem, ao contrário de outros criadores performativos, Romão mantém a sua marca no teatro de performance e assim prossegue na sua evolução como artista sempre desconcertante, claro.

The Perks of Being a Wallflower

Stephen Chbosky tomou um grande risco ao realizar este filme. Para além de ser o autor da obra literária com o mesmo titulo assumiu o papel de guionista e realizador da sua própria obra. São poucos os autores literários que possuem produtos diferentes do mesmo material realizado por eles próprios. Mas o mundo do cinema não é novo a Stephen Chbosky, dado que este assinou o argumento do musical "Rent" e é um dos criadores série televisiva "Jericho". Mas deixe-mo-nos de pormenores. "The Perks of Being a Wallflower" é com certeza um dos filmes de 2012 a serem vistos na perspectiva de uma nova abordagem à adolescência. Neste caso nos acontecimentos do triângulo amigável de Charlie, Sam e Patrick. Somos conduzidos pelo olhar e pelos pensamentos de Charlie, pois é ele o autor desta história. Recomendo vivamente porque vos vai surpreender pela positiva (mais do que o trailer ou a sinopse etc. vale mesmo a pena ver este filme pelo que simplesmente é.) Com Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller. 4 estrelas. 

Marina Abramović: The Artist Is Present


Um documentário lindíssimo. Realizado por Matthew Akers e Jeff Dupre. Marina Abramović explora a conexão entre a performance e o espectador. Creio que este é o elemento principal que cria uma curiosidade e atenção ao trabalho e ao legado desta artista. Explorando a série de documentários da HBO reencontrei este filme, o qual achei fantástico. Aqui exploramos o trabalho de Marina Abramović contando com as suas inspirações, a sua filosofia, a sua interpretação do mundo, a sua Arte. Sobre a preparação da sua retrospectiva na MOMA (The Museum of Modern Art in New York). Esta mulher é um fenómeno.

textos sobre teatro (II)


Espectáculo em análise:

·       Pregação

Criação : Alexandre Pieroni Calado
Vozes : Hugo Betencourt, Iolanda Laranjeiro, Sandra Hung, Tiago Mateus.
Registo Áudio : Tiago Inuit
Edição Vídeo : João Ferro Martins
Fotografia : Carolina Thadeu
Comunicação : Miguel Pacheco Gomes
Produção : Artes e Engenhos
Apoios : Câmara Municipal de Almada, Faculdade de Ciências e Tecnologia – U.N.L., NNT – Novo Núcleo Teatro, Teatro O Bando, Comuna Teatro de Pesquisa.
Residência Artística : Oficinas do Convento, Atelier Real


Texto:
           Após a sua estreia no Teatro da Comuna, a 16ª Mostra de Teatro em Almada recebeu o novo espectáculo de Alexandre Calado, “Pregação”.
            Digamos que o verbo “pregar” foi induzido à sua origem. Neste ano de 2012 tive a oportunidade de trabalhar com este encenador num projecto de teatro universitário. Dado às horas de trabalho envolvidas, existia uma ideia que o próprio Alexandre não conseguia esquecer, uma ideia que se baseava numa espécie de manifesto ou ensaio. Tudo isto baseado na obra de Padre António Vieira: “Sermão de Santo António aos Peixes”.
            Esta ideia florescia à medida que pesquisava mais sobre a origem e o desenvolvimento deste documento do autor Padre António Vieira. Então aí fez um aprofundamento de costumes da altura em Portugal (séc. XVII) e corelacionou este tão famoso sermão de Santo António aos homens, isto é, o autor impôs a hipótese de fazermos a analogia entre os peixes e os homens/a condição humana. Estes últimos dados foram recolhidos de material de pesquisa presente antes do espectáculo (estavam à disposição no espectador fora da sala de espectáculo) e lembranças de alguns momentos convividos com o próprio Alexandre Calado.
             
A experiência do espectáculo em si, faz não só relembrar toda a informação acima descrita (ou seja, não consigo desconectar o conhecimento à priori do trabalho deste encenador e da sua pesquisa à análise deste seu novo espectáculo) como consegue passar a mensagem na forma de um manifesto antigo que relata as virtudes que dependem de Deus versus as virtudes naturais dos peixes/homens. Este é o desafio.
            Mais tarde, ao analisar as características específicas de cada peixe, as metáforas proferidas são cada vez mais intensas e direcionadas a um conjunto humano com características concretas: a plebe, o governo, os artistas, entre outros dominantes. Segue-se a comparação entre os peixes e o próprio Santo António, o qual afirma substancialmente a sua conexão intima com Deus distinguindo-se dos peixes, os parasitas. Ao longo de todo o espectáculo é-nos relembrado e repetido vezes sem conta quem é quem: Os Roncadores (representam o Orgulho); Os Pegadores (os que vivem dependentes); Os Voadores (vivem com ambição); O Polvo (simboliza a traição). Todo o lado estético do espectáculo também o é bastante simples com especial foco numa pequena instalação que contém todos os elementos simbólicos e necessários para relatar este ensaio sobre o “Sermão de Santo António aos Peixes”.
            Todos estes elementos encontram-se reunidos neste novo trabalho de Alexandre Calado que vale a pena experienciar, não para observar/estudar o “Sermão de Santo António aos Peixes” mas para estar disponível a um novo olhar sobre esta obra (como é óbvio, é quase requisito obrigatório que antes de ver este espectáculo que se conheça ou que se tenha estudado em tempos esta mesma obra da autoria de Padre António Vieira).