o que vi este ano - tv series


Visualizei mais series de televisão do que era suposto...


Community - Season 1, Season 2, Season 3 

 Este é a série de comédia mais smart, culta e simples que alguma vez vi. Com personagens fora do contexto e diálogos inteligentes. Community poderia ser uma snack comedy series mas vale a pena por ser super inteligente e perspicaz no seu humor. Obrigatório. 



Sherlock - Season 2
A serie da BBC continua com o mesmo estilo cativante. É mais que bom. Só os actores, personagens, enredo e desenvolvimento do conflito é de génio. Mal posso esperar pela terceira temporada.



Skins - Season 6
Nesta segunda época (da terceira geração de skins) houve um turbilhão de emoções que levaram a acontecimentos trágicos. Esta foi uma época tempestuosa para o grupo de Franky, Mini, Alo, Rich, Grace, Liv, Nick, Matty e Alex. Para os fãs. Brevemente - Skins Season 7.

Game of Thrones - Season 1, Season 2
Agora já compreendo tamanho burburinho. Esta série pode ter reis, rainhas, sexo, traição e costumes de outras eras mas não é seca nenhuma. Storytelling do melhor! A luta pelo poder; e isto é ainda mais espectacular - http://www.makinggameofthrones.com/




How I Met your Mother - Season 7, Season 8
Apenas a continuação da série. The usual.


The Big Bang Theory - Season 5, Season 6
Continuo a acompanhar. Tornou-se a snack series para passar o tempo.

Happy Endings - Season 1
Uma comédia americana típica da nova geração amigos forever. Não me viciou o suficiente para continuar mas não é má de todo.

Louie - Season 1
Achei que era apenas uma série de comédia americana com weird scenes centradas na personagem principal muito bem trabalhada.


Downton Abbey - Season 1, Season 2, Season 3
Uma série sobre a serventia, os senhores e as senhoras lá da casa de 1912 e diante. Série de Época com intriga e drama de qualidade. Gosto e sigo atentamente.

Mildred Pierce - Complete Season
Uma mini-serie da HBO de qualidade com Kate Winslet; sobre Mildred Pierce, uma mulher de família, trabalhadora, forte e independente. Baseado na obra literária de James M. Cain. 

Falling Skies - Season 1
Uma série sci-fi de sobrevivência: e se os aliens se apoderassem do planeta terra? Momentos de acção a torto e a direito à boa maneira do produtor executivo: Steven Spielberg.


The IT Crowd - Season 1, Season 2, Season 3, Season 4
Com 3 actores bestiais - Chris O'Dowd, Richard Ayoade and Katherine Parkinson. Richard é o realizador de Submarine e esta é uma série simples sobre pessoas que resolvem problemas de informática. Uma comédia leve. Depois vejam onde cada profissional desta série foi parar. Adoro comédia britânica.


Emma - Complete Season
Uma série da bbc dividida em 4 partes. Baseada na obra incontornável de Jane Austen. Não gostei do filme mas desta série sim! Recomendável.


Lost in Austen - Season 1
Imagine-se dentro da história de Orgulho e Preconceito. Quando uma fã é transportada para o universo de Jane Austen, o que será de Elizabeth e Mr. Darcy? Uma série dedicada ao fãs de Austen e do seu reportório. 

Extras - Season 1, Season 2
Ricky Gervais é um dos génios da comédia britânica. Extras é a prova disso mesmo. São os bastidores por detrás das câmaras que escondem a realidade de quem faz figuração. É muito bom. Espero que já tenham visto.



Elementary – Season 1
Uma nova série com um novo Sherlock Holmes e uma nova Joan Watson. É uma abordagem diferente às personagens e ao trabalho desta dupla mas creio que não traz nada de especial ou de novo ao mesmo material.

Misfits – Season 4
Não tem a mesma força que as outras temporadas mas quem é fã continua a ver, de certeza. Com novos membros e novos problemas por resolver. Fanático.

Breaking Bad – Season 1
Ainda só consegui ver a primeira temporada. Sim, é brutal e ninguém se cala com isso. Eu fiquei fã inesperadamente do trabalho do actor Bryan Cranston. Para ver e recomendar. Absoluto. Muito bom!

 

The Hobbit: An Unexpected Journey


O primeiro capítulo de três partes da obra "The Hobbit" de J.R.R. Tolkien. Existem muitas razões por não ter comentado aprofundadamente (no passado) sobre a saga de "The Lord of the Rings" mas a minha opinião generalizada desenvolve-se no lado épico de toda a saga. Assim esperei, como muitos outros fãs, pelo "The Hobbit: An Unexpected Journey". Também acompanhei o constante vlogging de Peter Jackson sobre o desenvolver do projecto e o resultado não poderia ser melhor. Todo o storytelling vai de encontro ao carácter épico que tanto nos prendeu ao grande ecran em 2001 na estreia de "The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring". Achei (e acho) incrivelmente fantástico toda uma produção, elenco e trabalho louvável do ponto de vista de adaptação de uma obra literária e de como esta linguagem cinematográfica coincide e reúne-se tão bem com os livros. Começa a contagem decrescente da próxima espera: "The Hobbit: The Desolation of Smaug". Muito Obrigado Peter Jackson.

Addams Family Values

 A sequela da primeira parte da família Addams chegou passados dois anos nesta precisa data no ano de 1993. Neste segundo capitulo intitulado "Addams Family Values" chega um novo membro à família e a necessidade de ter uma ama lá por casa a cuidar dos miúdos... As personagens do mítico criador Charles Addams persistem até aos nossos dias (se foram investigar ficarão impressionados à quantos anos esta família persiste em aparecer em várias gerações). Reconhecido como um famoso cartoonista americano, Addams destacava-se pelo seu humor negro e macabro revelado nas suas personagens. Este filme continua com o maravilhoso elenco de actores e confirmo que recomendou tanto a primeira como a segunda parte realizado pelo mesmo realizador: Barry Sonnenfeld. Sou fã.

The Inbetweeners Movie


Inspirado na série britânica sobre quatro adolescentes esquisitos. Criação de Damon Beesley e Iain Morris. "The Inbetweeners" chega ao cinema com umas férias na Grécia. Prefiro a série ao filme. Aparentemente costuma ser assim.

Tales from Earthsea




Tal como todos os filmes dos estúdios Ghibli, é algo que vale a pena ser visto. Estas histórias vêm de várias mentes e culturas variadas, lendas por contar, verdadeiros tesouros secretos;e esta é uma história de aventura onde não faltam dragões. Adoro e já o disse demasiadas vezes.

Mulan

Aparentemente apesar das minhas referências ao mundo Disney em alguns posts do passado deixei passar despercebido o fanatismo por uma heroína em particular - Mulan - foi precisamente no dia de hoje à 14 anos atrás que a minha pessoa com oito anos de idade entrou no cinema para presenciar algo de espectacular. A história de Mulan tem todos os elementos para nos sentirmos identificados: honrar os pais, cumprir o papel de "ser mulher" na sociedade, lutar pelos nossos ideais, seguir o nosso coração, entre outros fenómenos surreais que a minha criança de à muitos anos atrás sentia e também principalmente porque Mulan não é uma tipica princesa Disney como Cinderella ou Yasminn de Aladin. Ela foi corajosa e lutou pelos seus ideais. Após ter visto o filme desta vez na sua versão original americana devo dizer que existe todo um trabalho de uma equipa que resulta num filme e numa heroína muito à frente no seu tempo. Se tiverem curiosidade pesquisem na Wikipedia ou vejam todo o processo de Making Of no Youtube. "Mulan" teve todo um conceito artístico vincado no universo chinês que foi evoluindo ao longo dos anos que desenvolveram o filme e dou aos meus maiores agradecimentos à excelente banda sonora - Jerry Goldsmith com Matthew Wilder e David Zippel. Existem clássicos e lendas que valem a pena ser contados e re-contados de todas as maneiras possíveis. Obrigado Disney.

Summer with Monika


Para quem não conhece ou já teve a oportunidade de ver algo de Ingmar Bergman. De culto. Principalmente as imagens da actriz Harriet Andersson. Clássico Europeu.

The Cat Returns


Hayao Miyazaki ajudou nos elementos chave deste filme sendo Hiroyuki Morita a realizar "The Cat Returns". A história de Haru segue-se de uma primeira parte "Whisper of the Heart", um outro filme que sugere algumas personagens que reaparecem neste mundo mágico (não é uma sequela directa). Muito Bom. Studio Ghibli forever. 

Weird is relative.


Depois da popularidade da serie dos anos 60 eis que chega o filme em 1991 - The Addams Family - realizado por Barry Sonnenfeld (também este responsável por realizar toda a trilogia de "Men in Black"), este filme fora o primeiro trabalho como realizador e digamos que voltou a repetir a dose com uma segundo parte em 1993. Sendo bem cómico e sombrio, todos conhecemos a musica intro da serie mítica e cada personagem Addams tem o seu temperamento, conseguindo assim ser uma das famílias de culto do cinema. Creio que contém todos os pedacinhos e vícios que caracterizam estas personagens sombrias e um pouco bizarras... para fãs e curiosos. Com Anjelica Huston, Raul Julia, Christopher Lloyd, Judith Malina, Carel Struycken, Christina Ricci, Jimmy Workman e Paul Benedict.

Space Jam

Produzido por Ivan Reitman, realizado por Joe Rytka. Estes dois nomes eram-me totalmente desconhecido aos 7 anos de idade, na altura quando vi e revi vários filmes de animação entre eles, "Space Jam", não eram só os Looney Tunes que chamavam à atenção era um personagem secundário, Bill Murray e toda uma técnica de animação de combina live action com estes maravilhosos cartoons. Michael Jordan foi o protagonista deste filme onde interpretava uma extensão da sua pessoa: um dos maiores jogadores americanos de basquetebol de todos os tempos reconhecido mundialmente (devo dizer que de momento até é o único que me recorda o nome...). Um filme popular no final dos anos 90 com uma banda sonora marcante para a época. Oldschool.

One family. Infinite degrees of separation.


Nicole Kidman, Jennifer Jason Leigh e Jack Black fazem um retrato de uma família à beira de uma ataque de nervos. A relação entre irmãs: Margot (Kidman) e Pauline (Leigh) que lidera toda uma química disfuncional entre vários membros da família... uma história e um filme de autor: Noah Baumbach. Hoje em dia existem poucos realizadores multi-funcionais que deixam a sua marca em todo o grande ecran...Baumbach é um deles. Explorem os seus filmes e entenderão "Margot at the Wedding".

Dead Man Walking


Tim Robbins realizou nos anos noventa vários filmes entre eles uma história poderosa em valores morais - Dead Man Walking - inspirado numa história verídica e baseado no livro de Helen Projean seguimos o testemunho de uma freira que aceita acompanhar Matthew Poncelet, um terrível assassino condenado à pena de morte. Porquê ajudar um desconhecido que cometeu crimes horrendos? Creio que a resposta está neste filme poderoso graças a Susan Sarandon e a Sean Penn. Um desafio.

The Secret World of Arrietty


Existem vários universos no mundo do cinema de animação mas toda a galáxia em redor do estúdio Ghibli fascina-me profundamente. Sendo fã à já algum tempo, este filme de Hiromasa Yonebayashi, baseado na obra literária de Mary Norton,  tem mais para explorar do que vocês imaginam. Vejam o filme e clic aqui. Cada artista de qualquer departamento que tenha a marca dos estúdios Ghibli é fascínio garantido. Obrigado por manterem este género de animação tão vivo e "arrepiante-men-te" bom. Vejam.

The Cotton Club


Um dos filmes mais famosos dos anos 80 é "The Cotton Club", realizado por Francis F. Coppola e protagonizado por estrelas como Richard Gere, Gregory Hines, Diane Lane, Bob Hoskins e Nicolas Cage. Um filme de época que chegou à minha curiosidade devido à banda sonora do mítico compositor John Barry. Gangsters, mafia, scotch, donzelas dos anos 30 e jazz; era assim que Harlem e Broadway reinavam no capitólio americano onde tudo prosperava e nada poderia deter os ambiciosos que mais cedo ou mais tarde caem na armadilha da corrupção. Um filme de época não haja dúvida que só ganha pelo background anos 20/30 enquanto perde por algumas falhas de narrativa/intenção daqs personagens. 3 estrelas.

Iron Man 2

A fórmula repete-se (até as escolhas da banda sonora) mas desta vez com mais personagens, algumas destas são contempladas no filme "The Avengers". Tony Stark assume-se como Iron Man responsável pelo bem estar da nação. Ao ser consumido pelo seu ego Stark terá que enfrentar não só inimigos como a si próprio. Teremos uma terceira parte em 2013. Espero que a qualidade da história deste super-herói não entre em declínio. Por fim uma ultima nota: existem certos filmes de acção que a sonoplastia é algo para ser apreciado, a primeira e segunda parte de "Iron Man" são bons exemplos.

Iron Man


Jon Favreau sabe a fórmula de filmes de acção. O que não se esperava em 2008 é que "Iron Man" tivesse tanta qualidade que sobressai-se da simples categoria de filmes sobre super-heróis. Esta é a origem de o homem de ferro, Tony Stark é protagonizado por Robert Downey Jr. um actor com um perfil bastante ajustável às medidas deste super-herói. Achei que todos os momentos de humor foram muito bem conseguidos e as sequências de acção bastante fundamentadas. Existem poucos filmes sobre super-heróis decentes, felizmente, este é um deles.

Bridget Jones's Diary


Já nem sei bem à quantos anos conheço a personagem de Bridget Jones... como já tinha referido numa outra crítica anterior, os anos vindouros do género comédia-romântica na Grã-Bretanha assaltaram por completo a minha infância/pré-adolescência. As resoluções do novo ano de Bridget Jones tem altos e baixos mas quando namorados, relações e complicações metem-se no caminho é normal perder a compostura. Adorei este filme, o original, já a segunda parte "Bridget Jones: The Edge of Reason" achei um pouco forçado... ainda se fala numa terceira parte para breve... de qualquer das maneiras recomendo o diário de Bridget Jones. Com o trio clássico: Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant. Guião e livro de Helen Fielding.

Dark Shadows


A minha curiosidade era imensa em relação a esta aparente Família Adams dirigida por Burton. Mas afinal não era bem isso, o filme baseia-se numa série dos anos 60 com o mesmo titulo e conta a história de uma família, os Collins, que estão amaldiçoados à vários séculos. Os membros da família são protagonizados por Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Jonny Lee Miller, Chole Grace Moretz e Gulliver McGrath; a bruxa má é Eva Green. Achei pitoresco ao observar o género de pessoas que Tim Burton cativa a virem às salas de cinema (também claro, devido à parceria óbvia de Depp e Burton não há família que escape), cada vez mais o terror e o misticismo tornaram-se num tema interessante para toda família... actualmente o estranho mundo de Tim Burton é na verdade um clássico para todas as idades; e creio fielmente que se um filme não faz tanto sucesso como outro, isso não importa, o que é importante é saber contar uma história. Gosto dos trabalhos de Tim Burton. Ponto.

Punch-Drunk Love

Da autoria de Paul Thomas Anderson em todos os sentidos. Já sabemos que alguns dos seus filmes são um pouco descornados. Tanto que consegui olhar para o trabalho do actor de Adam Sandler com outros olhos...


Um filme surreal, estranho com uma plenitude desconfortável que Anderson cria naqueles momentos de silêncio cheios de tensão. A banda sonora do fantástico compositor (também ele surreal): Jon Brion.

Intouchables

Um dos filmes a ver este ano é "Intouchables" de Olivier Nakache e Eric Toledano. Baseado numa história verdadeira, este filme acompanha a amizade duradoura de Philippe e Driss que acontece pelas circunstâncias mais bizarras. É fantástico. 5 estrelas. Um filme muito bem trabalhado. Dispensa clichés, dramatismos ou coisas desnecessárias. Parem de ler isto e vão ver o filme.

Jeux d'enfants

Há filmes que procuramos por todo lado. Esta obra cinematográfica de Yann Samuell foi-me apresentada à já muitos anos atrás mas por estupidez da minha parte não teria anotado o nome do filme, ou dos actores, ou sequer do realizador... digamos que na minha cabeça apenas sabia que o filme tinha dois enamorados e uma caixinha de lata com um carrossel pintado. Isso bastou para que o mundo cibernautico me entregasse o nome do filme em Inglês, "Love Me if you Dare", e o original, "Jeaux d'enfants". As partidas de Julien (Guillaume Canet) e Sophie (Marion Cottillard) criam uma infância adorável e mais tarde uma história de amor única... a dúvida é saber quando o jogo acaba...


Achei o filme maravilhoso. Uma história de amor perfeita sem exageros desnecessários. 
Recomendo. Mesmo.

The Best Exotic Marigold Hotel

John Madden é um realizador/contador de histórias fabuloso. Atribui sempre as honras aos bons costumes britânicos de dramaturgia e trabalha com uma equipa a qual admiro muito. Este filme é baseado no livro da escritora Deborah Moggach (que curiosamente foi esta que assinou o argumento de "Pride and Prejudice") onde nos centramos num grupo de sete idosos aparentemente já reformados com a sua vida. Mas uma viagem à Índia vai mudar muita coisa. Este é certamente um dos meus filmes favoritos este ano. A começar pelo elenco: Judi Dench, Maggie Smith, Bill Nighy, Tom Wilkinson, Penelope Wilton, Celia Imrie, Ronald Pickup. Melhor que isto é impossível. Admiro estas pessoas e de que como contam histórias. Influências. Agradeço a todas elas.

Les poupées russes


Este é o segundo capítulo depois de "L'aubergue espagnole", a vida do nosso personagem principal, Xavier, prossegue novos rumos em Paris, Londres e São Petersburgo. Também por estes sítios andam os membros do grupo de Barcelona. Para quem viu "L'aubergue espagnole" ou adora os filmes de Cédric Klapish (como eu).

The Amazing Spider-Man


Graças a Deus que existem vários universos ou se preferirem diversas timelines no mundo Marvel. Neste caso foi o famoso homem aranha que mereceu um novo enredo começando desde o início. Não acreditei muito no reboot visto que ainda só passaram dez anos desde que Tobey Maguire vestiu o fato no primeiro filme da trilogia de "Spider-Man"do realizar Sam Raimi. Verdade seja dita na altura e nos outros três filmes a personagem do herói picado por uma aranha por acidente não me convencia muito... e após algum ceptismo de enfrentar a notícia que iria haver um novo homem aranha considerei o possível interesse pelos actores principais deste "The Amazing Spider-Man" e também tomei em consideração o novo realizador. Apesar desta versão não acrescentar nada de extraordinário apenas impõe um factor simples: toda a acção do filme tem de estar em sintonia com o enredo da história. Após o visionamento do mesmo parecia que nunca tinha visto nenhum filme sobre o homem-aranha. Foi genial. Peter Parker está muito mais credível na sua dualidade de personalidades e o sentido de responsabilidade que percorre o filme ao impor o espectador a esta dita moral atribui uma credibilidade incrível ao nosso herói principal. Gostei e recomendo. Realizado por Marc Webb e protagonizado por Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans e Martin Sheen.

Shortbus


Quando reparei nem queria acreditar: ainda não tinha escrito nada sobre "Shortbus". Este é um dos meus filmes favoritos, realizado e escrito por John Cameron Mitchell o plot de "Shortbus" segue mais que a vida intima de diversos personagens explorando problemas, complexos e ambiguidades. Esta é mais uma história situada em Nova Iorque. Adoro o conceito do filme. Principalmente quando vivemos numa altura em que cada vez mais sente-se na pele que somos simplesmente pessoas e que a nossa orientação sexual não interessa ninguém a não ser a nós próprios... nós criamos o preconceito se quisermos, é uma opção de escolha. Recomendo vivamente.

Some assembly required.


Sou fã de Joss Whedon desde à quase dez anos. Conheci-o na televisão sem prestar muita atenção até caçar todos os episódios de Buffy e mais tarde alguns filmes como "Serenity" que mantiveram o meu fanatismo, o qual aparentemente vai continuar. "The Avengers" é estrondoso como filme de super heróis e respeita, a meu ver, o excelente trabalho das personagens da Marvel. Obviamente fora um dos filmes mais antecipados deste ano. Valeu a pena esperar.

La belle personne


Há certos filmes dos quais gostaria de dizer algo que ainda não tenha sido dito... sinto-me completamente inútil quando repito comentários/opiniões sobre certas coisas. Acredito fielmente que tudo já foi dito em relação a este filme de Christophe Honoré. Onde a actriz Léa Seydoux é a beleza de perdição como Junie, uma estudante da escola secundária. Louis Garrel e Grégoire Leprince-Ringuet juntam-se aos olhares tentadores do sexo masculino sobre a personagem de Junie. Um filme que não parece ser de 2008 com um guião de cair para o lado. O amor proibido é mais complexo do que parece. Young and Effortless. 5 estrelas.

Mar Adentro


Existem biografias poderosas. Existem pessoas extraordinárias. Cada uma à sua maneira. Ramón Sampedro destacou-se pela sua coragem na luta do direito à eutanásia. Após um acidente que o deixou quadraplégico seguiram-se vinte e nove anos de uma vida digna e de um homem que inspirou as pessoas que o rodeavam a reavaliarem as suas vidas. "Mar Adentro" é um filme de Alejandro Amenábar protagonizado pelo grande actor Javier Bardem que me deixou sem palavras. Este é daqueles filmes que dá para rir ao acaso e para chorar como se não houvesse amanhã. Faz-nos interrogar: o que é a vida/morte. Tal como dito no filme: Viver é um direito, não é uma obrigação. 5 estrelas.

L'auberge espagnole


Um filme super reconhecido pela sua linguagem cinematográfica própria. Realizado e escrito por Cédric Klapish. Com um grupo de actores bem interessante. Essencial para quem ama a Europa e claro, Erasmus. Adoro este filme.

Shame


Steve McQueen continua a saga de sucesso, depois de "Hunger" segue-se este trabalho com uma interpretação fantástica de Michael Fassbender, protagonista principal do enredo com Carey Mulligan. Banda sonora de Harry Escott. O olhar de McQueen que começou na fotografia e agora prolonga-se nas telas de cinema. Muito Bom.

Weekend


Antes de realizar este filme, Andrew Haigh esteve por aí a aprender com melhores. Dêem uma espreitadela no seu percurso discreto pela indústria do cinema e irão perceber o que vos digo. Escreveu, realizou e editou "Weekend" um filme que me agradou de todo pela estética, opções de enquadramento e o guião que resultou num bom trabalho de actores. Gosto de filmes assim. Sobre as relações no seu geral. Vale a pena.

Two guys.One girl.Game on.

Lisa Barros D'Sa e Glenn Leyburn realizaram "Cherrybomb". Uma história sobre três adolescentes fora do controlo assinada pelo argumentista Daragh Carville. Jovens, Selvagens e Independentes. Assim é a nova geração tempestuosa. 



Não achei o filme nada de especial... e o que sinceramente me motivou foi a participação de Robert Sheehan ao lado de Rupert Grint (mas este ultimo já sabemos quem é perfeitamente). No elenco também contamos com Kimberley Nixon e James Nesbitt. Com uma banda sonora independente. Juventude Underground.

Blue Valentine


Um filme romântico sem ser forçado ou cliché. Assim é "Blue Valentine" de Derek Cianfrance. Michelle Williams e Ryan Gosling dão uma profundidade a cada um dos enamorados que só visto. Adorei o guião e quase todos os enquadramentos. Será que duas pessoas podem encontrar-se a si próprias? Completar-se?

Monty Python - Live

Este post serve para recomendar "Monty Python Live at the Hollywood Bowl" e "Not the Messiah (He's a Very Naughty Boy)". Este ultimo é o mais recente tributo aos Monty Python. No seu 40º aniversário decidiram preparar um oratório com a colaboração de John Du Prez e encher por completo o Royal Albert Hall. Uma homenagem aos fãs de Python. 


Já "Monty Python Live at the Hollywood Bowl" remonta a 1982 onde Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin percorrem o mundo com o seu Flying Circus. O ridículo destes senhores é de génio. De morrer a rir.

Filme do Desassossego


Antecipei este filme português mais que qualquer outro nos últimos tempos. Adoro o culto pela poesia em geral mas ver e ouvir actores declamarem palavras de Fernando Pessoa é algo de se louvar. Um filme com a marca de João Botelho em todos os planos. 
Recomendo não só o filme como tal e qual o grandioso Livro do Desassossego.

Sex and Lucia

Existe uma componente erótica nos filmes do realizador Julio Meden. Este trabalho foi o que mostrou ao mundo a sua visão de um novelista que enreda com as personagens da sua ficção. Um filme premiado no festival de Goya e um dos primeiros trabalhos notórios da actriz Paz Vega no grande ecran.

The Hunger Games

Este era daqueles filmes que continha um apetite enorme para saciar... pelo menos da minha parte. Já sabia que havia uma trilogia literária de Suzanne Collins e que "The Hunger Games" é a primeira parte da saga da heroína Katniss Everdeen. Adorei a edição do filme e sem querer ser spoiler, senti que este trabalho de Gary Ross estava mais focado num publico que já leu os livros e não naquele que virá a ler... ou seja, ao visionar o filme não se admirem por reparar que existe pouca profundidade em alguns detalhes das história; de resto deixo-vos com o magnifico trailer que foi um dos elementos principais que me seduziu a ir ver o filme ao cinema. A actriz Jennifer Lawrence tornou-se definitivamente uma das novas favoritas de Hollywood. Com certeza que irei ver o resto da trilogia quando estrear em sala.

The Girl with the Dragon Tattoo


Houve muito burburinho, pressão, conversa, crítica sobre o ultimo trabalho de David Fincher - "The Girl with the Dragon Tattoo". Toda a intriga de Daniel Craig e a violência de Rooney Mara apoiaram o legado de linguagem cinematográfica a que Fincher nos habituou com os seus actores e as suas peripécias. Um dos filmes mais aguardados do ano passado. Baseado no primeiro capitulo da trilogia Millenium de Stieg Larsson.

La piel que habito


Já vi muitos filmes de Almodóvar mas deste é que não estava à espera... não entendo como houve algum descontentamento por parte da audiência em relação a "La Piel que Habito". Para além de ter uma banda sonora fascinante (como é costume), Almodóvar consegue sublinhar à sua maneira o psycho criando assim uma tensão típica do seu género de violência. Antonio Banderas regressa ao grande ecran com uma performance poderosa ao lado de Elena Anaya, Jan Cornet e todo um elenco de uma qualidade que só os actores que trabalham com Pedro Almodóvar o sabem. Impressionou-me pela positiva e não há motivos para deixar de gostar deste cinema de autor.

The Iron Lady

Phyllida Lloyd tinha realizado antes deste trabalho "Mamma Mia!" e o argumentista Abi Morgan também assinou o argumento de "Shame" antes de "The Iron Lady". A ideia da biografia de uma das grandes mulheres da política, Margaret Thatcher, mostra os fantasmas de Margaret e o conservadorismo de Thatcher. Quando a política era um tema masculino, uma mulher manteve a sua posição (que mais tarde provocou o caos em Inglaterra). Um filme precioso na colecção de documentos históricos. Meryl Streep contracena ao lado de Jim Broadbent e Richard E. Grant. Streep será sempre um génio desde o primeiro segundo que aparece na tela de projecção, ela é verdadeiramente uma inspiração real sobre o Ser Actriz. Um Grandioso Trabalho Biográfico.

Spork

Este é um filme fora do comum, sem dúvida. Da autoria de J.B. Gruman Jr., responsável pelo argumento e realização. Spork é uma adolescente de 14 anos anafrodita que (sobre)vive às partidas da escola secundária. Achei o trailer surreal e não me arrependi nada de ter visto o filme, é um bom exemplo para ver algo indie simples e divertido; ao mesmo tempo sem ser descabido. Recomendo também pela banda sonora vintage dos anos 90. E porque não?!
 

O Mistério da Estrada de Sintra

 Dois conspiradores geniais, mais que escritores, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão escreviam uma ficção cruzada com a realidade aparentemente monótona do século XIX. Um filme de Jorge Paixão da Costa inspirado na obra homónima de Queiroz e Ortigão com um elenco fantástico: Ivo Canelas, António Pedro Cerdeira, Rogério Samora, José Pedro Vasconcelos entre outros grandes nomes. Adorei os diálogos e recomendo vivamente a prestar atenção à banda sonora de Guga Bernardo e a mais um excelente trabalho de Luís Branquinho.

Flashdance


Este filme de Adrian Lyne faz parte da coleção de filmes guilty pleasure dos anos 80/90. "Flashdance" fora um êxito na altura onde a simples história de uma rapariga com o sonho de ser bailarina no conservatório encantou mundos e fundos. A personagem era Alex Owens mas a actriz é Jennifer Beals que marcou o ano de 1983 com a sua prestação em "Flashdance". Parece que naquela altura ter Irene Cara na banda sonora era sucesso garantido para um filme comercial de sucesso de bilheteira. Um filme de década.


The Artist


Já considerava este filme um clássico mesmo antes de o ver (por vezes acontece este fenómeno...). A culpa foi de um artigo da revista Empire em Agosto de 2011 que me suscitou uma espera impaciente por este trabalho do realizador Michel Hazanavicius. George Valentin é o galã do espectáculo, o artista do cinema mas quando Hollywood adapta-se aos filmes sonoros, George resigna-se ao silêncio ao contrário de Peppy Miler, uma das novas caras do sonoro. Os actores Jean Dujardin e Bérénice Bejo são brilhantes tal como a banda sonora de Ludovic Bource. Venceu cinco Óscares da Academia e muito mais... Um filme com conceito,a magia que celebra o cinema. Adorei.