The Taste of Tea

Realizado e escrito por Katsuhito Ishii. "The Taste of Tea" é um filme calmo, cheio de cenários surrealmente simples e de utopias apaixonantes. Pessoalmente, é assim que se apelida o cinema estrangeiro - uma descoberta de novas filosofias - e ainda bem que estes olhares existem. Sem eles não conseguiria pensar de outra forma.

The Cook the Thief His Wife & Her Lover

Inteiramente de Peter Greenaway - "The Cook the Thief His Wife & Her Lover" - é um filme com Richard Bohringer, Michael Gambon, Helen Mirren e Tim Roth.



Numa composição de imagem muito próxima da estética teatral, Greenaway sublinha menu a menu o lado asqueroso do restaurante Le Hollandais onde a personagem violenta de Gambon se alimenta como um animal enquanto a sua mulher o trai com um dos clientes habituais. Um filme pseudo nojento (não no mau sentido mas de incomodar os mais sensíveis à carne/comida em geral) e para fãs da senhora Mirren.

Red


O interesse por este filme de acção do realizador Robert Schwentke surgiu a partir do elenco: Helen Mirren, John Malkovich e Morgan Freeman são os responsáveis. Este género de acção irreal mas certeira no seu género mantém as explosões, armas e toda a acção à boa moda do séc. XXI. Basicamente, Bruce Willis mostra que não está muito velho para estas andanças e regressa ao género de filmes de acção mas sinceramente, "Red", não traz nada de novo. Baseado na Graphic Novel de Warren Ellis e Cully Hammer da DC Comics; e a sequela já está a caminho...

The Tree of Life


Pessoalmente, "The Tree of Life" é um rugir da palavra "sentir" e o quanto é importante viver tudo o que nos rodeia. Partilho a mesma opinião que muitos outros críticos já o disseram, este novo trabalho de Mallick decepcionou uns e encantou outros mas uma coisa é certa, não haverá nenhum filme do género nos próximos tempos. Neste filme parecemos deambular num ensaio visual sobre as crenças do universo versus a fé humana sobre nós próprios e a nossa condição existencialista tentando justificar o porquê de certas coisas. Visualmente (citando um grande amigo, também ele cineasta) - "é um poema". Não é um filme de massas nem foi feito para atrair grandes audiências mas é tão concentrado na sua mensagem que recomendo o filme a todos os fãs do trabalho de Terrence Malick. A banda sonora é de Alexandre Desplat, um nome a ter em atenção nos próximos tempos. Um dos filmes mais esperados de 2011 e com certeza um dos mais discutíveis.

Jurassic Park

A capa deste filme perseguiu-me durante toda a infância e apesar de ter visto “Jurassic Park” uns anos mais tarde, aí apercebi-me o quanto Steven Spielberg coexiste no género de filmes categorizados como “aventura”. Nestas duas obras realizadas pelo mesmo – “Jurassic Park” e “The Lost World: Jurassic Park” - mantém-se à altura de toda uma dramaturgia de culto onde os americanos imortalizaram personalidades como Sam Neill, Laura Dern, Samuel L. Jackson, Jeff Goldblum, Julianne Moore, Vince Vaugh e Pete Postlethwaite. Baseado na escrita de Michael Crichton, dinossauros e muito suspense no parque jurássico fizeram as delícias de qualquer um na década de 90 assentando uma linguagem cinematográfica típica dessa época não muito longínqua. São clássicos de aventura (sempre acompanhados pelos trechos musicais de John Williams).




The Maltese Falcom

É um clássico de John Huston protagonizado por Humphrey Bogart, Mary Astor e Gladys George. Original desde 1941 (apesar de alguns remakes falhados). Para ver (e rever) em cinemateca.

Are You Watching Closely?


Como já referi antes, há filmes que vemos várias vezes e só depois conseguimos formular algo com as palavras que sabemos e justificar o porquê de gostar-mos de certa história ou elenco ou talvez de toda a complexidade que exige por vezes ver certos filmes. Neste trabalho da adaptação para o grande ecran dos irmãos Nolan baseado na obra de Christopher Priest eis que se ergue "The Prestige", realizado obviamente por um dos irmãos, Christopher Nolan. O lado negro e obsessivo da magia personificado pelas personagens de Hugh Jackman e Christian Bale dão-me a volta ao estômago. E sim, gosto muito da história mas há qualquer coisa no trabalho de personagem que acho super twisted. A obsessão, vingança e loucura estão todos enclausurados na mente destes dois homens e mostram-se ao mundo em forma de verdade ou mentira num truque de magia. A guerra entre a magia e a ilusão. Material do bom e do melhor.

a kind of interview (II)

mais uma.


LAYER 1: BASICS
Name: Joana Mendes
Birth Date: April, 19th
Current Location: Lisbon
Hair Color: Brown
Righty/Lefty: Righty


LAYER 2: ON THE INSIDE.
Your fear: to be alone in the world, lose my friends unable to share.
Your dream of the perfect date: I already had once, I want another again! (why not?!)

LAYER 3: YESTERDAY, TODAY, TOMORROW.
Your thoughts first waking up: food
Your bed time: depends
Your most missed memory: grandfather

LAYER 4: YOUR PICK.
Pepsi or Coke: Coke
McDonald's or Burger King: McDonald's
Single or Group Dates: Single Dates
Adidas or Nike: Nike
Chocolate or Vanilla: Chocolate
Cappuccino or Coffee: Coffee

LAYER 5: DO YOU.
Smoke: nop
Cuss: lots
Take showers: everytime
Have a crush: yap
Believe in yourself: yes
Believe what goes around comes around: sure
Believe everything happens for a reason: damn yes
Think you're a health freak: sometimes x)

LAYER 6: IN THE PAST MONTH.
Gone to the mall: yes
Been on stage: yeah
Eaten sushi: once
Been hurt: nop
Dyed your hair: no

LAYER 7: HAVE YOU EVER.
Gotten beaten up: No
Changed who you were to fit in: No.

LAYER 8: GETTING OLD.
Age you're hoping to be married by: 38
Number of kids you're planning on having: at least 2

LAYER 9: IN A GIRL/GUY.
Best eye color: green/brown/blue
Hair color:  it doesn't matter
Short or long hair: don't care
Fat or fit: any
Looks or personality: both. a real men has the looks and the charisma.
Fun or serious: maybe both but… fun?!

LAYER 10: WHAT WERE YOU DOING.
1 MINUTE AGO: questionnaire
1 HOUR AGO: work
1 WEEK AGO: work
1 YEAR AGO: university

LAYER 11: FINISH THE SENTENCE.
I FEEL: good
I HATE: being bored
I HIDE: 0
I NEED: +1
I LOVE: my family & friends

Notting Hill



Richard Curtis é o responsável do meu gosto por comédias-românticas. Especialmente as britânicas (que sempre habitaram no meu universo infanto-juvenil recheado de posters e bandas sonoras conhecidas... a trama destes filmes nunca me era ensinada até finalmente ser compreendida numa idade mais avançada). "Notting Hill" não é excepção. Com a sempre bonita Julia Roberts e o já conhecido Hugh Grant lembro-me vagamente da invasão deste filme no meu quotidiano. As imagens estavam por todo o lado, até alguém da família chegou a adquirir a banda sonora (tal como "Bridget Jones Diary" e mais tarde a minha comédia-romântica preferida: "Love Actually"). Argumento assinado por Richard Curtis e realizado por Roger Mitchell, a maior estrela de Hollywood, Anna Scott, apaixona-se por William Thacker, um homem comum a todos os outros. Um filme de felizes acidentes e infelizes coincidências - onde tudo faz parte da surpresa de viver. Denotei que Curtis tem uma fórmula completamente apaixonante de apresentar os seus filmes: através de uma narrativa modesta mas especial no seu romance, faz-nos acreditar que aquela ou a tal história de amor é possível num pedacinho de Londres. Filme romântico que estreava num belo final dos anos 90.

Children of Men

Se há alguém que nunca me desapontou na 7ª Arte, essa pessoa é Alfonso Cuarón. O seu nome faz parte da lista pessoal de realizadores/actores/etc que segui por instinto e mal me dei conta que já tinha visualizado todo o seu trabalho no grande ecran. Falemos de "Children of Men". Após ter visto o filme pela terceira vez acho que finalmente consigo dar uma opinião suficientemente interessante para ser lida. A jornada de sobrevivência destas personagens que se encontram numa sociedade poluída de caos e desespero é-nos dada através da impossibilidade de procriar. Não nasceu nenhuma criança ao longo de dezoito anos. Ao acompanhar Theo (Clive Owen) neste fim de mundo e ao entre cruzar-se com outras pessoas descobrimos um sentido real neste filme como poucos conseguem atingir; e para além da técnica de câmara creio que em todas as obras de Cuarón este é mestre na partilha de emoções fortes. Qualquer rasto de emoção é sentido no grande ecran (e isso é uma mais valia que simplesmente é-me impossível ignorar).Foi preciso sangue frio para transformar o livro de P.D. James numa longa metragem. Ainda bem que o fizeram.