Exit Through the Gift Shop

Estreou mundialmente no Sundance Film Festival e esteve nomeado para o Óscar de Melhor Documentário na ultima cerimónia dos Óscares. Registado com a marca do artista Banksy, "Exit Through the Gift Shop" não é só um documentário sobre o francês excêntrico Thierry Guetta que persegue vários artistas urbanos como Space Invader e mais tarde Banksy mas mostra claramente o crescimento e maturidade da arte urbana em bruto. Adoro e recomendo vivamente. Mais que um movimento, uma força. Isto sim, é arte.

Miss Potter

Realizador de "Babe", Chris Noonan traz a biografia da escritora e artista Beatrix Potter para o grande ecran. As suas ilustrações são bem conhecidas no mundo dos contos infantis mas a vida da autora de "The Tale of Peter Rabbit" era desconhecida pela sociedade. O percurso desta escritora como tantas outras centra-se na luta contra uma sociedade de aparências localizada na Londres de 1902. Já com idade avançada e considerada imprópria para propostas de casamento, Miss Potter orgulha-se do seu trabalho e tem confiança naquilo que faz. A sua imaginação conduzia-a num registo muito pessoal e próprio das suas histórias e personagens. Creio que não exploraram a vida de Beatrix Potter com afinco mas vale o que vale como filme de serão de Domingo. Com Renée Zellweger no papel principal e Ewan McGregor.

Brazil



O argumento/guião fora escrito por três nomes favoritos: Tom Stoppard, Charles McKeown e Terry Gilliam; e está claro que este ultimo nome realizou este filme retro-futurista num mundo funcional e sistemático. "Brazil" é datado de 1985 onde Gilliam nos conduz de forma deambulante numa luta contra a máquina com Jonathan Pryce, encontrando pelo caminho Kim Greist e cruzando com Robert De Niro. Dizem os entendidos que faz parte dos clássico de ouro de Gilliam, eu cá não tenho mais nada acrescentar a essa coleção... a não ser uma surpresa, desconhecia a originalidade da banda sonora deste filme, criada pelo compositor Michael Kamen. Sugiro que vejam o filme e ouçam a banda sonora.

Roger & Me

O primeiro documentário de Michael Moore está datado 1989 quando o mesmo decidiu narrar a sua história e mostrar o caso da sua cidade natal, Flint que se tornara na altura na morada certeira do desemprego. Mas o seu problema era um individuo - Roger Smith - um senhor de tal imponente gravata que tirou milhares de postos de trabalho deixando uma comunidade à beira da precariedade. Já neste primeiro trabalho de Moore mantém uma coisa que sempre o publico gostou nele: o contraste que transmite algo. Não são apenas diferenças... acaba por ser transmitida uma mensagem universal (para não falar que Moore utiliza sempre elegantemente o que lhe fica melhor: a voz do povo, das pessoas, que essas sim, fazem muitos documentários sem sequer ter uma câmara de filmar).

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2




Mal acabou o ultimo capitulo da saga ocorreu-me: "Lembras-te da primeira vez que vieste ver um filme do Harry Potter?". Mais tarde, ao ter a consciência que vi todos os filmes em momentos diferentes da minha vida fez-me recordar o quanto este é o momento certo para pertencer a algo tão especial. Como já escrevi aqui (muitas vezes... demasiadas até) tenho um orgulho extremo em pertencer a uma geração que cresceu e amou verdadeiramente as criações de J.K. Rowling. Volto a relembrar que não li os livros apesar de ter tentado inúmeras vezes mas aos filmes nunca faltei a uma estreia. Ainda não me apercebi por completo que este é o fim de uma saga única. Parece que ao longo do tempo, nós, vivemos ao mesmo tempo que estas aventuras. Que esta realidade pertence, de facto, à nossa. Neste mundo mágico cheio de fantasia existe uma componente do nosso real como seres humanos, é este sentimento humano que faz parte de todas as personagens da saga. Estou sem palavras. Agradecimentos não chegam a J.K. Rowling. Sim, porque tudo começa na escrita e ainda bem que existem tantas outras artes como o Cinema, que nos permite contar estas histórias fantásticas. Não haverá fenómeno como este durante um período indeterminável de tempo. Acreditem.

In America, We Give Our Lives To Our Jobs. It's Time To Take Them Back


Quando a crise financeira atinge o mercado várias empresas sofrem consequências. Estes surtos resultam numa condição actual e insuportável: o desemprego. “The Company Men” acompanha as mudanças que Bobby, Gene e Phil terão que enfrentar para sustentar não só a sua família como um certo estatuto social. Este estatuto é curiosamente o que mantém a distância entre o objecto tratado e o espectador; ao classificar estas personagens como sendo parte de uma classe social alta é difícil, por vezes, entender o quão complicado é por exemplo abdicar de regalias supérfluas. Mas a ideia mantém-se: a adaptação a uma crise financeira que cabe a todos nós e que no fim de tudo o que importa são as pessoas que nos rodeiam e não os bens materiais que tomamos como garantido. Esta é a estreia de John Wells como realizador e argumentista no grande ecran. Ben Affleck está melhor que nunca em conjunto com Tommy Lee Jones, Chris Cooper e Kevin Costner. Há que fazer por querer.

Out of the Past

Este filme de Jacques Tourneur fora um propósito para rever Robert Mitchum e mal sabia que há uns anos enquanto via "River of No Return" o protagonista ao lado de Marilyn Monroe era Mitchum. Também fiquei chocada com o facto deste grande actor nunca ter ganho o Óscar. Mas quem glorificou este prémio não fui eu (só cheguei em 1990), fomos todos.

Jogo de Cena


Um documentário original de Eduardo Coutinho. Histórias de mulheres para serem ouvidas. Excelente. Sem nada contra. Recomendo.

Notes on a Scandal


Este filme de Richard Eyre fora nomeado para quatro Óscares da Academia – Melhor Banda Sonora Original, Melhor Argumento, Melhor Actriz Principal e Melhor Actriz Secundária. E é disso mesmo que este filme vive. A história foi adaptada da obra literária de Zoe Heller onde Patrick Marber transformou-a no formato de guião. Acrescentou-se uma banda sonora da autoria de um grande senhor da música: Philip Glass e por fim o melhor do que o cinema traz. A encarnação das personagens, ou seja, um trabalho de actores excepcional. Não se esperava outra coisa desta dupla de peso: Judi Dench e Cate Blanchett. Quando Sheeba (Blanchett) acaba de entrar como professora numa escola secundária, Barbara (Dench) começa a observá-la com atenção. Sendo esta também professora acabam por partilhar momentos triviais da rotina de trabalho até que após um convite de Sheeba, Barbara começa a nutrir uma amizade pouco peculiar por esta nova professora. Mais tarde a obsessão acaba por contrair o desenlace de segredos nunca antes contados. Complexo de duas obsessões. Um filme de Actores. Muito bom.