Black Swan


O poder de Darren Aronofsky já se faz sentir no cinema desde o final do século XX e “Black Swan” não lhe fica atrás nem um bocadinho. Dez anos na elaboração do projecto, Aronofsky conduziu Natalie Portman, Mila Kunis e Vincent Cassel de maneira brilhante a assim arrematou Óscares e Globos de Outro. Esta beleza delicada mas poderosa tem o seu perigo, o seu lado esquizofrénico e negro, assim é “Black Swan”, a encarnação da obsessão num corpo de uma bailarina onde a perfeição denota-se em todos os poros. O controlo demoníaco interior de Nina não vai aguentar durante muito tempo. Inveja, raiva, loucura ou obsessão? Vejam. Claro, banda sonora cinco estrelas e belissimamente bem filmado.

The Loved Ones

Do realizador e argumentista Sean Byrne. Capaz de ferir certas susceptibilidades. Fez parte da selecção do ano passado do MotelX.

Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides



Para mim era um assunto encerrado. A trilogia de Pirates of the Caribbean fazia todo o sentido ao vislumbrar os três DVD's na prateleira do quarto. Mas Jerry Bruckheimer já tinha outros planos e mais tarde o nome do realizador Rob Marshall passou de boca em boca. Passaram-se quatro anos e eis que deu para tirar conclusões: se teriam assassinado o que já não havia a remediar ou se fizeram pior do que os teasers de "Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides".
Acreditem que não me era nada prometedor mas creio que este é melhor que o terceiro capítulo da saga - Pirates of the Caribbean: At World's End. Apesar de ter adivinhado todos os twists antes de acontecerem no grande ecran, verdade seja dita que bem esmagada, a fórmula resulta; e eis que assim abrimos exemplarmente a summer season de blockbusters non-stop. Para acabar: é verdade que não resisto a um filme de Aventura... quem não gosta?!

Due Date


Do realizador de “The Hangover” chega-nos mais uma road trip na companhia de dois belos exemplares - Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis – uma dupla infalível neste género de comédia. Alguns levantaram demasiado a fasquia do próprio franchise do filme tal como todos os elementos envolvidos de Todd Phillips em relação à sua “competição” ou se quisermos considerar “comparação” (quase constante) com Judd Apatow; Mas creio que individualmente tanto um como outro (e as suas devidas equipas) valem o que valem e são boas. É uma road trip engraçada mas por vezes converge numa regressão ao humor de “The Hangover” (que tem o seu peso por ser único e não quer ser alastrado por outros sucessores). Mesmo assim vejam e julguem por vocês próprios.

Black Cat, White Cat



O debut de Emir Kusturica, diz o geral senso comum, que fora este “Black Cat, White Cat” (Crna macka, beli macor). Um filme de dualidades não só entre cores mas como coincidências onde a trama reside numa dúvida resolvida por um casamento planeado. Mas nada disto é previsível. Uma estética da “máfia desconstrutivista” e de todo o circo de Kusturica. Acho fabuloso o quanto cada obra cinematográfica deste senhor seja uma grande farra clandestina ao sabor da vida. Adoro e recomendo. Se este fora o começo de uma cinematografia de culto, que venham muitas mais. Estes são os contos de Emir Kusturica.

La double vie de Véronique





Irene Jacob está perfeita neste filme de Krysztof Kieslowski (realizador da trilogia: “Blue”, “White” e “Red”). Quando duas raparigas com o mesmo nome vivem em sítios diferentes poderá influenciar a sua condição física neste mundo? Planos belíssimos de Kieslowski. Uma mera conexão ou uma multiplicação arbitrária do ser humano? Descubram.