Oscars - The 83rd Annual Academy Awards


Na cerimónia mais vistosa de América e arredores o espectáculo fora muito e talvez o prestígio fora pouco. Sendo os Óscares considerado como o prémio que garante lugar no céu e na memória dos espectadores, alguns dos vencedores foram "aleatórios" (ou talvez imprevisíveis) e a dupla James Franco, Anne Hathaway apenas funcionou porque Hathaway é mesmo bonita. Quanto ao resto do entretenimento achei de valor sublinharem as recordações clássicas de vários momentos dos Óscares (porque ninguém apresentava os Óscares como senhor Bob Hope). "Alice in Wonderland" de Tim Burton fora o primeiro a ser reconhecido com a estatueta dourada. Na categoria de Best Achievement in Art Direction, esta fez sonhar até os mais exigentes. O mesmo filme receberia mais tarde o Óscar para Best Achievement in Costume Design (era a minha escolha predilecta). Wally Pfister fora finalmente reconhecido com o Óscar de Best Achievement in Cinematography pelo seu trabalho em "Inception". O glorioso filme de Christopher Nolan confirmou o burburinho de que este iria arrecadar todos os prémios técnicos, também acabou por ganhar Best Achievement in Sound Editing, Best Achievement in Sound Mixing e Best Achievement in Visual Effects. A vencedora Melissa Leo já era um pouco previsível como Melhor Actriz Secundária. "Toy Story 3" era certo e sabido como Melhor Filme de Animação."The Social "Network" sem surpresa em Best Writing, Screenplay Based on Material Previously Produced or Published e Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score onde os parabéns a Trent Reznor são bem merecidos. Só não entendi como David Fincher não ganhou o Óscar de Melhor Realizador e no entanto o seu filme ganhou Best Achievement in Editing... a atribuição deste Óscar… não sei por onde comentar, alguém me dê uma boa razão (talvez eu esteja errada... foi só dar por dar um Óscar?!). Tal como na categoria de Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen onde creio que Christopher Nolan merecia mesmo. Na categoria de Best Foreign Language Film of the Year confesso que não estava à espera que “In a Better World”, um filme da Dinamarca, ganhasse tal como estava quase certa que Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Song iria para A.R. Rahman pelo tema "If I Rise" do filme 127 hours de Danny Boyle mas o já famoso Randy Newman adquiriu mais uma estatueta para juntar a outro Óscar na mesma categoria, este por “Monsters, Inc.”. Best Performance by an Actor in a Supporting Role ganhou o favorito, Christian Bale pelo seu desempenho em “The Fighter”. “Inside Job” também já estava à espera, vencendo na categoria de Best Documentary, Features. Tal como Best Achievement in Makeup fez valorizar o género de cinema fantástico com Rick Baker e Dave Elsey por “The Wolfman”. Natalie Portman fora previsivelmente reconhecida, e ainda bem, Best Performance by an Actress in a Leading Role. O mesmo não poderei dizer com Best Achievement in Directing onde Tom Hooper fora o vencedor, tal como referi (por outras palavras) anteriormente, este vencedor era uma possibilidade e nunca considerado como um vitorioso calculável. Aos 51 anos, Colin Firth é reconhecido com o Óscar de Melhor Actor num Papel Principal; pode ter feito muitas comédias-românticas estúpidas mas este actor provou ter um historial notável como tantos outros e neste “The King’s Speech” é mais que notório a sua excelente performance como King George VI. Por isso é bem merecido. Por fim, na categoria de Best Motion Picture of the Year, “The King’s Speech” confirmou que este ano os britânicos apoderaram-se de todos os prémios e que a Academia esforçou-se demasiado este ano para dividir (ou subtrair?!) as estatuetas douradas. Tal como todos nós sabemos conscientemente que “The King’s Speech” é consequentemente comparado à vitória de 1989 “Driving Miss Daisy” nesta mesma categoria. E assim foi, desiludiu uns e não encantou outros. Para o ano há mais.

Tokyo Gore Police

Um género ainda não certificado com firmeza faz com que o culto cresça inevitavelmente e que esta obra cinematográfica de Yoshihiro Nishimura seja brutal nos seus Parâmetros. “Tokyo Gore Police” é um filme épico. Possui um “humor” indirecto pouco convencional e não é para todos os apetites. Exclusivo. Bem vindo à violência barata e à mutação monstruosa.

Eat Pray Love

Parece que uma maldição atraiçoa as adaptações literárias ao grande ecran. No caso deste filme de Ryan Murphy denota-se esse essencialmente o lado puro da ideia que tornara na jornada pessoal da escritora Elizabeth Gilbert. Uma ideia de tal ordem que fascina o espectador e o seduz pelo seu lado real aliciando com um toque de humanidade como se a ficção acontecesse nas nossas vidas sem intermédio algum (ou pelo menos pensamos nisso).
Cada vez mais os fenómenos sociológicos atingem uma maneira particular e uma abordagem diferente ao mainstream da industria cinematográfica e é brilhante olhar o quanto esta relação muda conforme o tempo e o espaço. Acredito que o livro valha a pena e que este filme apenas conquista-nos pela beldade e simplicidade da imagem. Está nas nossas mãos e à nossa volta a oportunidade de ser nós próprios. Nada mais a apontar.

Things fall down. People look up. And when it rains, it pours.



Paul Thomas Anderson escreveu e realizou “Magnolia”, um filme intenso com Julianne Moore, William H. Macey, John C. Reilly, Tom Cruise, Phillip Seymour Hoffman e Alfred Molina que discute o ritmo das nossas vidas encarando acontecimentos V.S. circunstâncias numa roda-viva de vícios onde toda a excitação e o stress nos possuam como uma droga violenta. Um Drama de excelência com uma intensidade inquietante.

It takes leadership to confront a nation's fear. It takes friendship to conquer your own.

As doze nomeações para os Óscares fizeram sala cheia na sessão em horário primetime de “The King’s Speech”. Maravilhosamente realizado por Tom Hooper este filme persistente em encher a razão do silêncio de um monarca, George VI.
Este rei tinha um pequeno problema, gaguejava, e isso impedia-o de falar em público. Mas Lionel Logue sabe que não é só a gaguez que o impede, nesta voz persiste um passado, uma história, uma causa. Com os métodos pouco convencionais de Logue, a terapia começa e pouco a pouco o rei começa a inspirar confiança não só nele próprio como nos seus entes queridos. Entretanto, tempos difíceis aproximam-se com a ascensão da 2ª Guerra Mundial (e consequentemente o Nazismo). Por fim, chega o momento final a que toda a comunidade inglesa espera, o discurso do rei.
Apesar de existir sempre um grande filme puramente britânico na cerimónia dos Óscares creio que é desta que Colin Firth ganha a famosa estatueta dourada, Geoffrey Rush não lhe fica atrás e Helena Bonham Carter continua a ser uma senhora de carácter teatral impressionante. Achei a banda sonora curiosa, direcção de arte super adequada e um resultado final numa obra cinematográfica perfeita (tão perfeita que parece ser propositado). Uma biografia por excelência. Recomendo.

Vampires Suck e outras rábulas


Sempre que as paródias entram em cena ninguém compreende a 100% o propósito delas existirem mesmo que a conclusão óbvia seja fazer o ridículo do estigma de vários filmes. “Vampires Suck” foi o último filme que vi sobre tal assunto. Usando como plot principal o romance de Bella e Edward tudo gira em roda dos clichés da moda. Acho que este vale a pena ver pela interpretação “notória” da actriz Jenn Proske que de uma certa maneira apanhou o jeito de se exprimir como Kristen Stewart.
Exemplos disso são títulos como “Disaster Movie” e “Date Movie” sem esquecer os clássicos já com uma década de existência estou a falar de “Scary Movie” que liderou uma saga de spoofs directos e indirectos ao cinema que ainda hoje possui alguns fãs e também de filmes como “Not Another Teen Movie” e “American Pie” que expõe comercialmente os costumes de um típico adolescente americano. Talvez o género esteja para ficar mas verdade seja dita que nunca conheci (até à data) nenhum crente fanático por estes filmes…

Micmacs à tire-larigot


A todo um estilo a que estamos tão bem habituados Jean-Pierre Jeunet sabe concerteza assinalar a sua presença no seu material de trabalho. O seu ultimo exemplar “Micmacs à tire-larigot” não deixa sombra de dúvida que existem mil e uma razões para amar o seu cinema. Contém as engenhocas dos meus sonhos. Bom Filme.