Children of Men

Se há alguém que nunca me desapontou na 7ª Arte, essa pessoa é Alfonso Cuarón. O seu nome faz parte da lista pessoal de realizadores/actores/etc que segui por instinto e mal me dei conta que já tinha visualizado todo o seu trabalho no grande ecran. Falemos de "Children of Men". Após ter visto o filme pela terceira vez acho que finalmente consigo dar uma opinião suficientemente interessante para ser lida. A jornada de sobrevivência destas personagens que se encontram numa sociedade poluída de caos e desespero é-nos dada através da impossibilidade de procriar. Não nasceu nenhuma criança ao longo de dezoito anos. Ao acompanhar Theo (Clive Owen) neste fim de mundo e ao entre cruzar-se com outras pessoas descobrimos um sentido real neste filme como poucos conseguem atingir; e para além da técnica de câmara creio que em todas as obras de Cuarón este é mestre na partilha de emoções fortes. Qualquer rasto de emoção é sentido no grande ecran (e isso é uma mais valia que simplesmente é-me impossível ignorar).Foi preciso sangue frio para transformar o livro de P.D. James numa longa metragem. Ainda bem que o fizeram.


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