Get tangled up.



Parece que sim. Confirma-se claramente no que toca à área do Cinema, a Disney está disposta a uma renovação de plateau e de equipas. Confesso que a nova aposta de “Tangled” não parecia à primeira vista sustentável (pelo menos a meus olhos… também devido ao trailer). Mas, felizmente, “Tangled” surpreendeu-me de tal maneira que merece estar juntos dos clássicos Disney intemporais. As razões, como sempre, multiplicam-se. A história em si, no seu verdadeiro caroço, valeu de muito ao envolver uma das personagens míticas dos irmãos Griim, Rapunzel, não tenho nada a apontar ao senhor argumentista Dan Fogelman. Toda a trama conjugada com o novo look em 3D poderia assustar muito, principalmente em animações da Disney que retirando as parcerias com a Pixar, só o departamento Disney responsável pela animação estereoscópica causou nuns quantos filmes um falhanço perigoso e que não conseguem chegar aos calcanhares de “Tangled”. Realizado por dois ex-animadores de filmes como “Mulan” ou “Lilo and Stitch”, isto fora uma mais valia para a parceria de Nathan Greno e Byron Howard, os meus parabéns aos dois inclusive. Também não vou ficar por meias palavras com todo o design, construção de personagens e elaboração do look final deste filme, temos um Flynn Ryder quebra corações, Rapunzel verdadeira a si própria e que como casal funcionam não de maneira “atiradiça” mas sim tradicional à boa maneira Disney a que todos estamos habituados. Todos os pedacinhos de cenário que encobrem esta dupla são de traços pormenorizados e completamente acertados (fez-me lembrar como num epidódio de Family Guy, Stewie e Brian vão ter ao mundo paralelo da Disney e tudo à sua volta muda, as expressões corporais e todo um aspecto visual próprio da marca Disney), fiquei contente por saber que existe um 3D Disney tão mágico quanto a sua própria animação rudimentar. Adorável e perfeito de uma ponta a outra. Julguem por vossa justiça. Merece estar na quinta posição da lista pessoal de Tarantino relativa aos filmes de 2010.

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