It takes leadership to confront a nation's fear. It takes friendship to conquer your own.

As doze nomeações para os Óscares fizeram sala cheia na sessão em horário primetime de “The King’s Speech”. Maravilhosamente realizado por Tom Hooper este filme persistente em encher a razão do silêncio de um monarca, George VI.
Este rei tinha um pequeno problema, gaguejava, e isso impedia-o de falar em público. Mas Lionel Logue sabe que não é só a gaguez que o impede, nesta voz persiste um passado, uma história, uma causa. Com os métodos pouco convencionais de Logue, a terapia começa e pouco a pouco o rei começa a inspirar confiança não só nele próprio como nos seus entes queridos. Entretanto, tempos difíceis aproximam-se com a ascensão da 2ª Guerra Mundial (e consequentemente o Nazismo). Por fim, chega o momento final a que toda a comunidade inglesa espera, o discurso do rei.
Apesar de existir sempre um grande filme puramente britânico na cerimónia dos Óscares creio que é desta que Colin Firth ganha a famosa estatueta dourada, Geoffrey Rush não lhe fica atrás e Helena Bonham Carter continua a ser uma senhora de carácter teatral impressionante. Achei a banda sonora curiosa, direcção de arte super adequada e um resultado final numa obra cinematográfica perfeita (tão perfeita que parece ser propositado). Uma biografia por excelência. Recomendo.

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