The Lion King


Acabei de rever numa sala de cinema "The Lion King". Fui lamechas o suficiente para o rever numa sala escura visto que desde meados de 1995 que não via o filme nestas condições e só vos digo que a experiência trespassou o ecran. Esta ultima frase tanto ou pouco poética significa que eu como espectadora tive realmente uma experiência cinematográfica verdadeira, daquelas que é suposto ter quando se vai ao cinema. Porque ir ao cinema não tem que ser uma coisa banal. Pode ser uma experiência que mude, ensine ou mostre uma nova perspectiva, um novo olhar sobre o que te rodeia. Dado que o grande Rei Leão me acompanhava desde a infância lembrava-me de um pouco da história mas não de todos os detalhes, principalmente fixei a sequência inicial mas já não me lembrava dos planos finais. Durante o filme apercebi-me da narrativa simples, clássica e épica (que com 6 anos de idade era impossível perceber tal coisa) a qual contagia qualquer pessoa e contém morais universais. Exemplo básico disso é que toda a emoção que transporto deste filme e que me faz recomendar a outros é o facto de conter uma moral forte sobre o poder da família e a influência que tanto a figura do pai como a figura da mãe tem sobre nós e sobre o reconhecimento do "habitat" onde vivemos. Eu achei e acho estas duas mensagens muito importantes e irei sempre recomendar esta obra-prima de animação a qualquer geração, seja ela qual for.

o que vi este ano


Digamos que exactamente à um ano, por volta desta altura disse o que andava a ver em termos de series de televisão. O problema relativo a estas series ainda persiste: tira-me algum tempo em visionamento de filmes. Mas então cá vai: 

Misfits – vi todas as seasons e continua a ser super mega hiper fantástico (haverá season 4?!)

Skins - Season 5 – vi antes das ferias de verão (eu sei… são só desculpas)

That 70's Show - serie mais parva que alguma vez vi mas pronto…

How I met your Mother – continuo a acompanhar ;)

True Blood - Season 4 – gostei mas não sei não…

Sherlock - Season 1 – adorei e não estava à espera

The Walking Dead - vi tudo até à data e gosto

New Girl - foi-me sugerido e tornou-se numa distração



Agora tenho uma prioridade em ver "Game of Thrones"... só porque ninguém se cala...

Midnight in Paris

Obrigado Woody Allen. Por tornares os sonhos realidade e ainda me ensinares filosofia enquanto riu-me dos teus filmes com o mesmo vigor de outrora. "Midnight in Paris" é o mais recente trabalho do realizador que encabeça estrelas como Owen Wilson, Marion Cotillard e muitas outras surpresas. Tantas que nem dá para contar pelos dedos, desde as personagens aos locais. Nem sei o que dizer. Recomendadíssimo.

The Snowman

Curta-metragem de 1982 narrada por David Bowie. Desta magia já não existe na infância comum dos nossos dias. Desfrutem as recordações da mítica hand drawn animation.

Betty Blue


Baseado no romance de Philippe Djian o filme de Jean-Jacques Beinix estreou nesta precisa data no nosso Portugal em 1986. "Betty Blue" é o titulo do trabalho que capturou a beleza da actriz Béatrice Dalle e que conta uma história de amor impulsivo. Também com Jean-Hugues Anglade. Nomeado para o BAFTA e para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Friends with Benefits


Will Gluck não deixa de me surpreender pela positiva. As separações são comuns e as one night stand também mas no que toca a uma amizade colorida, será que resulta? Isto é o que Dylan e Jamie estão prestes a descobrir. Uma das comédias românticas mais esperadas deste Verão contam para além de Justin Timberlake e Mila Kunis, um elenco recheado de surpresas. Achei os diálogos geniais que encaixam perfeitamente nas relações desta nossa realidade fora do ecran. 

Paul

Acreditem que o filme supera tanto a mediocridade do trailer deste filme. Realizado pelo já conhecido Greg Mottola, o guião é orgulhosamente de uma dupla imbatível: Simon Pegg e Nick Frost. Como já demonstrei o meu lado fã pelo trabalho em conjunto vou deixar de mariquices e elogios e passemos à acção. Também a adoração por Road Trips encobriu a viagem de Graeme e Clive, dois britânicos que após a anual Comic Con decidem explorar terras americanas indo pelo rasto dos mitos e supostas aparições extraterrestres. O problema talvez seja quando estes encontram um alien?!
Se a ficção científica encontrasse a comédia resultaria em algo como "Paul", está muito bom para o género, tem um elenco recheado de surpresas para além dos protagonistas e mantém o lado cool de Pegg e Frost (tanto na prestação on screen como na escrita de argumento). Do que estão à espera?

10 Things I Hate About You


Podem não acreditar mas ainda existem pessoas que põem no pódio da sua colecção cinematográfica adolescente este filme de Gil Junger. Não é para menos visto que já não fazem filmes destes com o ar adolescente americano dos anos 90. É verdade que está na colecção de filmes favoritos (diga-se de passagem que é uma lista enorme muito desorganizada) mas não se deve só ao filme em si, também se deve ao quebra-corações eterno - Heath Ledger. Descobri recentemente que o que mantém a distância desta comédia romântica de muitas outras do mesmo género recheadas de estrelas temáticas adolescentes e muitas festas à boa maneira americana é a sua fórmula, ou seja, a história deste filme fora inspirada/baseada numa das primeiras comédias que William Shakespeare escreveu - "The Taming of the Shrew". Quem diria... acreditem que só vi o filme duas vezes e nunca tinha desconfiado de nada. Anyway, recomendo a quem teve a sua fase idade do armário no furor deste filme que o reveja... mas não consigo revê-lo sem sentir aquele fervilhar dos 15 anos de idade...

On The Air. Unaware.

Andrew Niccol escreveu o argumento, Peter Weir realizou o filme e Jim Carrey protagonizou a personagem Truman Burbank. "The Truman Show" é um clássico de 1998 que esboça uma ideia original: imagine que tudo o que o rodeia não passa de um reality show. Esta é a realidade de Truman que desconhece a sua identidade como estrela de televisão publica. 24 horas por dia desde o seu nascimento, o mundo acompanhou a sua vida. A personagem interpretada pelo excelente Ed Harris fica-nos na memória tal como o monólogo inicial do filme. Esta manipulação da vida real revela uma moral do filme: desafia uma verdade universal absoluta - o direito à vida. Para ver e rever.

Super 8

Num Verão recheado de blockbusters, sequelas e superherois eis que "Super 8" destaca-se. Porquê? Comigo o burburinho da curiosidade fez-se sentir com o primeiro teaser, patrocinado por Steven Spielberg, o realizador J.J.Abrams viu a sua terceira longa metragem a ser conduzida por um grupo de pré-adolescentes. Isto é de certo novidade para o realizador dado conta que os seus últimos projectos foram baseados em material televisivo.


"Super 8" garantiu da melhor forma a expectativa que depositei sobre o filme após ter acompanhado o processo de desenvolvimento do mesmo. Também gostei da surpresa de Michael Giacchino, creio que não tinha ouvido o compositor em algo mais maduro (em contraste com as colaborações da Pixar). Merece ovações por ser uma aventura garantida, pelas personagens sólidas e pelo fantástico proeminente de J.J.Abrams. Com Joel Courtney, Elle Fanning, Ryan Lee, Riley Griffiths, Gabriel Basso, Zach Mills, Kyle Chandler e Amanda Michalka.

The Silence of the Lambs

Baseado na obra de Thomas Harris, realizado por Jonathan Demme, "The Silence of the Lambs" é um clássico não só devido ao talento nato de Jodie Foster como a um dos mestres do teatro, performance e cinema, Anthony Hopkins, claro. Mas o que faz este filme ser tão poderoso e genial ao mesmo tempo? Algo que se vê na imagem deste filme que pode não ser relevante para o espectador mas para um amante ou aprendiz de cinema é um facto curioso: a Direcção de Fotografia. Neste caso estamos a falar do trabalho de Tak Fujimoto que conseguiu criar um ambiente intenso que acompanha o medo e receio que vive em cada personagem devido à personalidade de Dr. Hannibal Lecter, algo único neste thriller de gema. Foster é sempre bela e perspicaz na sua performance e relembra-me constantemente do intrigante e super memorável poster do filme. Hopkins, como já disse (mas por outras palavras) será sempre um mestre na arte de representar. A acompanhar, as melodias criadas pelo compositor Howard Shore. Este filme foi vencedor de cinco Óscares na cerimónia de 1992.

Bridesmaids


Aparentemente, Kristen Wiig é a nova sensação da comédia americana. Tanto na representação como na escrita de argumento, Wiig já provou ser perspicaz no seu humor e bem capaz de liderar uma longa-metragem. "Bridesmaids" é realizado por Paul Feig e produzido por Judd Apatow e ao ler algumas das críticas na estreia do filme levantaram a fasquia em relação à comédia e os trailers não eram assim tão maus. Mesmo assim, após ter visto o filme: sim, é verdade que é bem mais divertido que o trailer e existem peripécias com muito humor mas achei demasiado terem classificado como o "The Hangover" do ano. Too much overrated. Um grupo de amigas ou apenas alguém com muito sentido sentido de humor vai de certeza gostar do mais recente trabalho de Paul Feig.

Summer Wars


No que toca a anime nunca fui especialista. Apenas apreciei este tipo de animação desde infância mas "Summer Wars" de Mamoru Hosoda é visualmente desafiante ao combinar dois (ou talvez mais) tipos de animação. Acima de tudo achei este filme como um visionário criativo de ver para crer.

The Hangover Part II


Difícil é repetir a fórmula. Pegando nas personagens criadas em parceria por Jon Lucas e Scott Moore eis que a matilha está de volta. Após dois anos de sossego Phil, Stu, Alan e Doug reúnem-se desta vez em Banguecoque não só para um casamento como uma noite promissora recheada de acontecimentos pouco sóbrios que irá conduzir as nossas personagens ao descalabro da famosa ressaca. É verdade que coisa menos coisa diz-se quase igual à primeira parte da sequela mas este "The Hangover Part II" não desilude, aliás, mantém o humor descontraído do primeiro filme acrescentando mais um pouco de acção hollywoodesca de modo a aproveitar o panorama da capital tailandesa. Se estão dispostos a rir do mesmo mas sem condenar o realizador Todd Phillips deverão gostar deste novo filme; e confirma-se, já existem rumores de uma terceira parte para 2013... não sei não...

Shaun of the Dead


Verdade! Já vi tudo o que há para ver até à data de Edgar Wright. Realizador hiperactivo de uma nova geração, Wright estreou-se e ganhou notoriedade com "Shaun of the Dead" em 2004. Um filme sobre a rotina de Shaun, uma pessoa como tantas outras que vê-se obrigado a sobreviver num apocalipse de zombies. Ao inicio não estava à espera de gostar tanto do filme mas claro, o elemento Wright não deveria (deve!) ser desprezado. A dupla Simon Pegg e Nick Frost continua gloriosa nos dias de hoje. Tanto como actores ou argumentistas deverão ser seguidos. Obrigado Wright.

I Love Artists, etc

Um texto de Ricardo Basbaum.




WARNING:



Be aware of this vocabulary distinction:
(1) When a curator is a full-time curator, we should call her/him a “curator-curator” when the curator questions the nature and function of her/his role, we should write “etc.-curator” (so we can imagine several categories: writer-curator, director-curator, artist-curator, producer-curator, agent-curator, engineer-curator, doctor-curator, etc.).
(2) When an artist is a full-time artist, we should call her/him an “artist-artist” when the artist questions the nature and function of her/his role, we should write “etc.-artist” (so we can imagine several categories: curator-artist, writer-artist, activist-artist, producer-artist, agent-artist, theoretician-artist, therapist-artist, teacher-artist, chemist-artist, etc.).
The above presupposes that a “curator-curator” (or even an “artist-curator”) works differently than a “curator-artist.” It is starting from this point that I’d like to comment on the proposed statement: “The next Document should be curated by an artist.”

* * * * *

Perhaps because I consider myself one of them.
Artists, etc don’t fit easily into categories and are not so easily packaged for traveling around the world, due most of the time to several compromises that reveal not simply a busy agenda, but strong links to local art circuits they are immersed in. I see the “etc.-artist” as a further development of the “multimedia-artist” that emerged in the mid-1970s, mixing the Fluxus “intermedia-artist” with the “Conceptual-artist” - today, most of the (interesting…) artists could be considered “multimedia-artists,” but for “speech” reasons they are referred to only as “artists” by the specialized literature and media. “Artist” is a word with multilayered meanings (the same is true with “art” and related words, such as “painting,” “drawing,” “object”) - that is, it has several meanings at the same time, though one writes it always the same way. Its multiple meanings are invariably reduced to a strong and dominant one (with the obvious help of a majority of conformist readers). Therefore, semantic differentiation needs to be made. The “etc-artist” even brings to the forefront connections between art and life (e.g., Kaprow’s “un-artist”), art and communities, opening a pathway for a curious, rich mixture of casual and singular circumstances, cultural and social differences, and ideas. If the next Document is to be curated by an artist, we should expect to find an etc.-artist working as a curator-artist.

When artists curate, they cannot avoid mixing their artistic investigations with the proposed curatorial project: for me, this is the strength and singularity they bring to curating. The event can have a chance to become clearly embedded in a network of proximate knots, enhancing the circulation of “sensorial” and ”affective”energy - a flow which the field of art has managed to comprehend in terms of its economy and circulation.
If a curator-artist should plan/direct/curate the so-called “major contemporary art event in the Western art world,” s/he has to include, beyond the various types of artists (with strong sympathy for etc.-artists), contemporary thinkers from different disciplines (to art critics: “either you are a sensorial-thinker or you don’t exist”), and a whole set of non artists, including people working in any field of research or occupation anywhere in the world. These people would not be producing art at all, but would be involved with the artists/artworks in a permanent forum/fair for real-time thinking (for more than 100 days), jointly producing sensorial provocative acts (SPACTs). Digital support is a fundamental requirement here. With such a dynamic, who would care about the “public”? 

The event would not be open to the public, but would be dedicated instead to “internal consumption” - this self-enclosure should be understood as a recognition of the failure of the “public sphere” and its transition into a new kind of post public arena (collective-multitude-community-friendship diagram), a gesture to be assumed as a necessary provocation with the aim of seeking new forms of relating to the audience. We want the visitors that do come in to be subjects of a changing process during (and after) the event, and to develop some sort of responsibility and compromise toward it. A final proposal is that Document should leave the city of Kassel and begin a world tour, spending six months in certain cities within the five continents, coordinated by a team of local etc.-artists. When it finally returned to its original site (should it come back to such a place called “origin”?), there would be enough material for a series of film documentaries about what role contemporary art should play in today’s changing world, to be appreciated safely at home on TV by every family in the world.

I do love artists, etc. 

Maybe because I consider myself one of them, and it’s not fair to hate myself.

The Taste of Tea

Realizado e escrito por Katsuhito Ishii. "The Taste of Tea" é um filme calmo, cheio de cenários surrealmente simples e de utopias apaixonantes. Pessoalmente, é assim que se apelida o cinema estrangeiro - uma descoberta de novas filosofias - e ainda bem que estes olhares existem. Sem eles não conseguiria pensar de outra forma.

The Cook the Thief His Wife & Her Lover

Inteiramente de Peter Greenaway - "The Cook the Thief His Wife & Her Lover" - é um filme com Richard Bohringer, Michael Gambon, Helen Mirren e Tim Roth.



Numa composição de imagem muito próxima da estética teatral, Greenaway sublinha menu a menu o lado asqueroso do restaurante Le Hollandais onde a personagem violenta de Gambon se alimenta como um animal enquanto a sua mulher o trai com um dos clientes habituais. Um filme pseudo nojento (não no mau sentido mas de incomodar os mais sensíveis à carne/comida em geral) e para fãs da senhora Mirren.

Red


O interesse por este filme de acção do realizador Robert Schwentke surgiu a partir do elenco: Helen Mirren, John Malkovich e Morgan Freeman são os responsáveis. Este género de acção irreal mas certeira no seu género mantém as explosões, armas e toda a acção à boa moda do séc. XXI. Basicamente, Bruce Willis mostra que não está muito velho para estas andanças e regressa ao género de filmes de acção mas sinceramente, "Red", não traz nada de novo. Baseado na Graphic Novel de Warren Ellis e Cully Hammer da DC Comics; e a sequela já está a caminho...

The Tree of Life


Pessoalmente, "The Tree of Life" é um rugir da palavra "sentir" e o quanto é importante viver tudo o que nos rodeia. Partilho a mesma opinião que muitos outros críticos já o disseram, este novo trabalho de Mallick decepcionou uns e encantou outros mas uma coisa é certa, não haverá nenhum filme do género nos próximos tempos. Neste filme parecemos deambular num ensaio visual sobre as crenças do universo versus a fé humana sobre nós próprios e a nossa condição existencialista tentando justificar o porquê de certas coisas. Visualmente (citando um grande amigo, também ele cineasta) - "é um poema". Não é um filme de massas nem foi feito para atrair grandes audiências mas é tão concentrado na sua mensagem que recomendo o filme a todos os fãs do trabalho de Terrence Malick. A banda sonora é de Alexandre Desplat, um nome a ter em atenção nos próximos tempos. Um dos filmes mais esperados de 2011 e com certeza um dos mais discutíveis.

Jurassic Park

A capa deste filme perseguiu-me durante toda a infância e apesar de ter visto “Jurassic Park” uns anos mais tarde, aí apercebi-me o quanto Steven Spielberg coexiste no género de filmes categorizados como “aventura”. Nestas duas obras realizadas pelo mesmo – “Jurassic Park” e “The Lost World: Jurassic Park” - mantém-se à altura de toda uma dramaturgia de culto onde os americanos imortalizaram personalidades como Sam Neill, Laura Dern, Samuel L. Jackson, Jeff Goldblum, Julianne Moore, Vince Vaugh e Pete Postlethwaite. Baseado na escrita de Michael Crichton, dinossauros e muito suspense no parque jurássico fizeram as delícias de qualquer um na década de 90 assentando uma linguagem cinematográfica típica dessa época não muito longínqua. São clássicos de aventura (sempre acompanhados pelos trechos musicais de John Williams).




The Maltese Falcom

É um clássico de John Huston protagonizado por Humphrey Bogart, Mary Astor e Gladys George. Original desde 1941 (apesar de alguns remakes falhados). Para ver (e rever) em cinemateca.

Are You Watching Closely?


Como já referi antes, há filmes que vemos várias vezes e só depois conseguimos formular algo com as palavras que sabemos e justificar o porquê de gostar-mos de certa história ou elenco ou talvez de toda a complexidade que exige por vezes ver certos filmes. Neste trabalho da adaptação para o grande ecran dos irmãos Nolan baseado na obra de Christopher Priest eis que se ergue "The Prestige", realizado obviamente por um dos irmãos, Christopher Nolan. O lado negro e obsessivo da magia personificado pelas personagens de Hugh Jackman e Christian Bale dão-me a volta ao estômago. E sim, gosto muito da história mas há qualquer coisa no trabalho de personagem que acho super twisted. A obsessão, vingança e loucura estão todos enclausurados na mente destes dois homens e mostram-se ao mundo em forma de verdade ou mentira num truque de magia. A guerra entre a magia e a ilusão. Material do bom e do melhor.

a kind of interview (II)

mais uma.


LAYER 1: BASICS
Name: Joana Mendes
Birth Date: April, 19th
Current Location: Lisbon
Hair Color: Brown
Righty/Lefty: Righty


LAYER 2: ON THE INSIDE.
Your fear: to be alone in the world, lose my friends unable to share.
Your dream of the perfect date: I already had once, I want another again! (why not?!)

LAYER 3: YESTERDAY, TODAY, TOMORROW.
Your thoughts first waking up: food
Your bed time: depends
Your most missed memory: grandfather

LAYER 4: YOUR PICK.
Pepsi or Coke: Coke
McDonald's or Burger King: McDonald's
Single or Group Dates: Single Dates
Adidas or Nike: Nike
Chocolate or Vanilla: Chocolate
Cappuccino or Coffee: Coffee

LAYER 5: DO YOU.
Smoke: nop
Cuss: lots
Take showers: everytime
Have a crush: yap
Believe in yourself: yes
Believe what goes around comes around: sure
Believe everything happens for a reason: damn yes
Think you're a health freak: sometimes x)

LAYER 6: IN THE PAST MONTH.
Gone to the mall: yes
Been on stage: yeah
Eaten sushi: once
Been hurt: nop
Dyed your hair: no

LAYER 7: HAVE YOU EVER.
Gotten beaten up: No
Changed who you were to fit in: No.

LAYER 8: GETTING OLD.
Age you're hoping to be married by: 38
Number of kids you're planning on having: at least 2

LAYER 9: IN A GIRL/GUY.
Best eye color: green/brown/blue
Hair color:  it doesn't matter
Short or long hair: don't care
Fat or fit: any
Looks or personality: both. a real men has the looks and the charisma.
Fun or serious: maybe both but… fun?!

LAYER 10: WHAT WERE YOU DOING.
1 MINUTE AGO: questionnaire
1 HOUR AGO: work
1 WEEK AGO: work
1 YEAR AGO: university

LAYER 11: FINISH THE SENTENCE.
I FEEL: good
I HATE: being bored
I HIDE: 0
I NEED: +1
I LOVE: my family & friends

Notting Hill



Richard Curtis é o responsável do meu gosto por comédias-românticas. Especialmente as britânicas (que sempre habitaram no meu universo infanto-juvenil recheado de posters e bandas sonoras conhecidas... a trama destes filmes nunca me era ensinada até finalmente ser compreendida numa idade mais avançada). "Notting Hill" não é excepção. Com a sempre bonita Julia Roberts e o já conhecido Hugh Grant lembro-me vagamente da invasão deste filme no meu quotidiano. As imagens estavam por todo o lado, até alguém da família chegou a adquirir a banda sonora (tal como "Bridget Jones Diary" e mais tarde a minha comédia-romântica preferida: "Love Actually"). Argumento assinado por Richard Curtis e realizado por Roger Mitchell, a maior estrela de Hollywood, Anna Scott, apaixona-se por William Thacker, um homem comum a todos os outros. Um filme de felizes acidentes e infelizes coincidências - onde tudo faz parte da surpresa de viver. Denotei que Curtis tem uma fórmula completamente apaixonante de apresentar os seus filmes: através de uma narrativa modesta mas especial no seu romance, faz-nos acreditar que aquela ou a tal história de amor é possível num pedacinho de Londres. Filme romântico que estreava num belo final dos anos 90.

Children of Men

Se há alguém que nunca me desapontou na 7ª Arte, essa pessoa é Alfonso Cuarón. O seu nome faz parte da lista pessoal de realizadores/actores/etc que segui por instinto e mal me dei conta que já tinha visualizado todo o seu trabalho no grande ecran. Falemos de "Children of Men". Após ter visto o filme pela terceira vez acho que finalmente consigo dar uma opinião suficientemente interessante para ser lida. A jornada de sobrevivência destas personagens que se encontram numa sociedade poluída de caos e desespero é-nos dada através da impossibilidade de procriar. Não nasceu nenhuma criança ao longo de dezoito anos. Ao acompanhar Theo (Clive Owen) neste fim de mundo e ao entre cruzar-se com outras pessoas descobrimos um sentido real neste filme como poucos conseguem atingir; e para além da técnica de câmara creio que em todas as obras de Cuarón este é mestre na partilha de emoções fortes. Qualquer rasto de emoção é sentido no grande ecran (e isso é uma mais valia que simplesmente é-me impossível ignorar).Foi preciso sangue frio para transformar o livro de P.D. James numa longa metragem. Ainda bem que o fizeram.


O caso Ice Age


Há um nome que une uma trilogia - Carlos Saldanha. Realizador e criador dos personagens Manny, Sid e Diego, estes são os protagonistas de "Ice Age", "Ice Age: The Meltdown" e "Ice Age: Dawn of the Dinosaurs". Olhando de relance, Saldanha garantiu que uma trilogia de animação 3D mantesse o mesmo humor ao longo de oito anos. O resultado está à vista de todos e creio que nunca a 20th Century Fox teria uma trilogia de animação cinematográfica tão rentável... o ultimo trabalho de Carlos Saldanha é "Rio" que tal e qual "Ice Age" encantou com o seu franchise e humor leve por onde passou. Por agora, marquem já no calendário 2012 a data de 13 de Julho: "Ice Age: Continental Drift". Esperemos que o seu legado continue com a mesma qualidade por muitos anos.

Les triplettes de Belleville

Uma das minhas primeiras experiências cinematográficas na RTP 2 coincidiu com a primeira constatação de estranheza em relação ao mundo da animação. O culpado é o realizador, argumentista e sonhador auto-didacta Sylvain Chomet. Nesta sua ainda pequena carreira já colecciona 4 nomeações para os Óscares a muitas apreciações sobre o seu trabalho onde a sua animação e estética rege um estilo venerado por muitos. Por isso não é preciso muito para se apaixonar por "Les triplettes de Belleville" ou qualquer outra obra do mesmo autor. Explorem Chomet cronologicamente. Comecem por "La Vielle Dame at Les Pigeons" e sigam por diante. Recomendadíssimo.

Johnny Stecchino

Roberto Benigni conta a mesma história de amor vezes sem conta. Enquadrando esta no melodrama ou policial (ou até outro género ainda por categorizar). A musa é a sempre bela Nicoletta Braschi e Benigni o protagonista principal. Verdade seja dita que vezes sem conta, este não deixa de encantar. "Johnny Stecchino" é mais uma história do arco da velha onde aparentemente um mafioso encontra o seu duplo. Cinema de autor italiano.

Inland Empire



Será escusado dizer que este filme fora super bem trabalhado por David Lynch; transformando a história desta mera actriz, Nikki Grace, num drama psicológico que afoga desde o início o espectador num ambiente cru patrocinado pelo típico “receio” que tanto Lynch impõe. Com a fabulosa Laura Dern, Jeremy Irons e Justin Theroux. Para quem gosta de Lynch e não só.

Double Indemnity



crime e noir. Fred MacMurray e Barbara Stanwyck brilham ao lado do grande realizador Billy Wilder que ganhou seis Óscares e não é por acaso. Deixando em 2002 um espólio grandioso e variado de géneros cinematográficos realizados por si, "Double Indemnity" é um clássico. nada mais.

de regresso


fotografias de Francisco Brasil

após um acostumado e excelente Verão mal posso esperar pelo estágio e para acabar a licenciatura. Entretanto, a pedido de várias famílias criei isto - http://trincapalavras.wordpress.com/ - porque no meio de guiões, argumentos, rascunhos, histórias e muito papel saem outras coisas. Espero que gostem.

P.S.- alguns dos textos também estão presentes no tumblr secreto.

Exit Through the Gift Shop

Estreou mundialmente no Sundance Film Festival e esteve nomeado para o Óscar de Melhor Documentário na ultima cerimónia dos Óscares. Registado com a marca do artista Banksy, "Exit Through the Gift Shop" não é só um documentário sobre o francês excêntrico Thierry Guetta que persegue vários artistas urbanos como Space Invader e mais tarde Banksy mas mostra claramente o crescimento e maturidade da arte urbana em bruto. Adoro e recomendo vivamente. Mais que um movimento, uma força. Isto sim, é arte.

Miss Potter

Realizador de "Babe", Chris Noonan traz a biografia da escritora e artista Beatrix Potter para o grande ecran. As suas ilustrações são bem conhecidas no mundo dos contos infantis mas a vida da autora de "The Tale of Peter Rabbit" era desconhecida pela sociedade. O percurso desta escritora como tantas outras centra-se na luta contra uma sociedade de aparências localizada na Londres de 1902. Já com idade avançada e considerada imprópria para propostas de casamento, Miss Potter orgulha-se do seu trabalho e tem confiança naquilo que faz. A sua imaginação conduzia-a num registo muito pessoal e próprio das suas histórias e personagens. Creio que não exploraram a vida de Beatrix Potter com afinco mas vale o que vale como filme de serão de Domingo. Com Renée Zellweger no papel principal e Ewan McGregor.

Brazil



O argumento/guião fora escrito por três nomes favoritos: Tom Stoppard, Charles McKeown e Terry Gilliam; e está claro que este ultimo nome realizou este filme retro-futurista num mundo funcional e sistemático. "Brazil" é datado de 1985 onde Gilliam nos conduz de forma deambulante numa luta contra a máquina com Jonathan Pryce, encontrando pelo caminho Kim Greist e cruzando com Robert De Niro. Dizem os entendidos que faz parte dos clássico de ouro de Gilliam, eu cá não tenho mais nada acrescentar a essa coleção... a não ser uma surpresa, desconhecia a originalidade da banda sonora deste filme, criada pelo compositor Michael Kamen. Sugiro que vejam o filme e ouçam a banda sonora.