Le Mépris (1963)



De Jean-Luc Godard

“It’s based on the novel by Alberto Moravia. It features Brigitte Bardot and Michele Piccoli. Jack Palace and Giorgia Moll, too. And Fritz Lang. Raoul Coutard did the photography. Georges Delerue wrote the score. The sound was recorded by William Sivel. Agnés Guillemot did the editing. Philippe Dussart and Carlo Lastricati were unit managers. It’s a film by Jean-Luc Godard. It was shot in CinemaScopeand printed in color by GTC Labs. Georges de Beauregard and Carlo Ponti produced it for Rome-Paris Films, Films Concordia and Compagnia Cinematografia Champion. “The Cinema, “said André Bazin, “substitutes for our gaze a world in more harmony with our desires.” “Contempt” is a story of that world”.

The Question is not "if" but "how"


Em 1891, Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) já tinha algum reportório e quem o conhecia sabia-o bem. O seu amigo, John Watson, também médico, há muito tempo que colaborava nos casos de Holmes apesar deste último ter um humor bastante peculiar igualmente comparado aos seus costumes muito pessoais e pouco sugestivos, Sherlock Holmes e Dr. Watson entendiam-se perfeitamente. Quando Lord Blackwood (Mark Strong) ressuscita, Sherlock Holmes e Watson estão mais uma vez encarregues de descobrir todas as artimanhas do mau da fita e arranjar uma solução para salvar a Inglaterra. Um filme de aventura do realizador Guy Ritchie. Virtuoso. Um Puzzle com todo o sentido.

Let the Right One In


Um filme de Tomas Alfredson de uma beleza natural extrema. Escrito na integra e também adaptado por John Ajvide Lindquist, “Let the Right One In” (Låt den rätte komma in) retira os vampiros do seu cliché e assenta o lado humano de uma maneira arrepiante que mostra os laços de amizade entre Oskar (Kåre Hedebrant) e Eli (Lina Leandersson). Para ver sem reservas. Um dos filmes de 2009.

In a world gone blind, what if you were the only person who could see?

Um dos filmes mais antecipados de 2008 fora “Blindness”. Realizado por Fernando Meirelles adaptado da obra única de José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”. Não tenho muito a dizer sobre este filme porque de uma maneira geral não gostei do filme. Achei que Meirelles estava muito condicionado aos limites da obra de Saramago (do qual adaptar um romance é realmente um desafio, é difícil). Mesmo assim aqui fica um exemplar de uma adaptação. Mas sempre recomendarei a obra literária porque no princípio era o verbo. 2 estrelas.

The Oscars - 82nd Annual Academy Awards®


A promessa de diferença no headline do espectáculo fez aumentar a fasquia nesta cerimónia dos Óscares e não foi por menos, um espectáculo sensato e que apostou na motivação do público mais jovem e também dos muitos novos cineastas que prosperam a e pouco no grande ecran. Como já se sabia, desde 1943 que não tínhamos dez nomeados para o Óscar de Melhor Filme, o que possibilitou a uma maior divulgação de vários filmes.
Já no acto da entrega do Óscar, os vencedores não foram tão previsíveis como no ano passado. E ainda bem. Este fora dos poucos espectáculos consistentes da academia e até a dupla Steve Martin/Alec Baldwin não esteve nada mal, fora uma das raras vezes em que teve o intuito directo de transmitir uma mensagem aos milhões de pessoas que assistiam à cerimonia. Quanto à lista de vencedores, verifiquem-na abaixo:

Melhor Filme - The Hurt Locker

Melhor Actor Principal - Jeff Bridges (Crazy Heart)

Melhor Actriz Principal - Sandra Bullock (the Blind Side)

Melhor Actor Secundário - Christoph Waltz (Inglourious Basterds)

Melhor Actriz Secundária - Mo'nique (Precious)

Melhor Realizador - Kathryn Bigelow (The Hurt Locker)

Melhor Argumento Original - Mark Boal (The Hurt Locker)

Melhor Argumento Adaptado - Precious (Geoffrey Fletcher)

Melhor Direcção de Fotografia - Mauro Fiore (Avatar)

Melhor Montagem - Bob Murawski, Chris Innis (The Hurt Locker)

Melhor Direcçao de Arte - Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair (Avatar)

Melhor Guarda Roupa - Sandy Powell (The Young Victoria)

Melhor Caracterização - Barney Burman, Mindy Hall, Joel Harlow (Star Trek)

Melhor Banda Sonora - Michael Giacchino (Up)

Melhor Musica Original - "The Weary Kind" (Crazy Heart)

Melhor Mistura de som - Paul N.J. Ottosson, Ray Beckett (The Hurt Locker)

Melhor Edição de Som - Paul N.J. Ottosson (The Hurt Locker)

Melhores Efeitos Especiais - Joe Letteri, Stephe Rosenbaum, Richard Baneham, Andy Jones (Avatar)

Melhor Filme de Animação - Up

Melhor Filme Estrangeiro - El secreto de sus ojos (Argentina)

Melhor Documentário - The Cove

Melhor Dcocumentário Curta-Metragem - Music by Prudence

Melhor Curta- Metragem Animação - Logorama

Melhor Curta Metragem Ficçao - The New Tenants

You've got a very important date


Pessoalmente é-me um pouco difícil analisar “Alice in Wonderland” fora do seu pretexto existencial, isto é, falando em segunda pessoa, a autora deste blog tem uma profunda admiração pela história de Alice e de todos os significados subliminares (ou não) presentes no País das Maravilhas. Mas deixemo-nos de romantismos (ou pelo menos tentar). A versão de Tim Burton debruça-se sobre a obra de Lewis Carroll de uma maneira interessante e ao mesmo tempo, um pouco desesperada. Tal como milhares de pessoas em todo o mundo esperei ansiosamente por este filme por achar demasiado perfeita a combinação de Tim Burton e “Alice no País das Maravilhas” (a qual também tinha tudo para dar errado). A verdade é que esta nova versão, vê-se, observa-se e deslumbra por todos os poros mas não absorve, nem um bocadinho, com excepção da luta subjacente que percorre todo o filme: a afirmação de Alice nas suas decisões e o seu crescimento interior ao encarar desafios.


Quanto à representação em si achei de uma maneira geral todos os actores se mantiveram a um mesmo nível de coerência na sua personagem, tanto Mia Wasikowska como Anne Hathaway, a Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Crispin Glover, Matt Lucas, às vozes de Stephen Fry, Michael Sheen, Alan Rickman e Paul Whitehouse estiveram bem. Contudo, este não chega sequer a ser um filme classificado como Burton, possui os detalhes e texturas mas não o esqueleto necessário para se aguentar. Obviamente que podemos pôr na mesa várias teorias da conspiração, tais como: “como o filme foi encomendado pela Disney, possivelmente não deram espaço suficiente a Tim Burton”, “Deveriam ter tratado melhor da parte final da história”, etc etc. Se quiserem acrescentar mais uma ou duas teorias, be my guest.
Acredito que “Alice in Wonderland” seja para dois tipos de público (só para sincopar um pouco a audiência), para quem gosta extremamente de filmes categorizados como aventura/fantasia e para quem gosta do conto ou até do filme de animação de 1951 (também da Disney), respeitando que cada obra pertence ao seu tempo, claro. Por fim, ponderando a aceitação de inúmeras adaptações, esta não se destacou como o prometido mas (inexplicavelmente) também não me desiludiu de todo.