Avatar

Já está nomeado para quatro globos de ouro e há quem diga que este é o princípio de um novo cinema digital. Concordo.
James Cameron assina com orgulho o cargo de realizador e argumentista do seu novo filme que tomou primórdios em 1994. Provavelmente não imaginara que o género de ficção científica iria ser elevado a um novo escalão com o CGI e a emancipação contínua do 3D, também associado ao motion-capture cada vez mais rico na sua técnica.
“Avatar” é um filme épico, o clássico dos nossos tempos sobre o Herói. Ao acordar, Jake Sully (Sam Worthington) depara-se com a morte do irmão e com a condição de ter ficado paraplégico. È imediatamente enviado para o planeta Pandora onde irá substituir o irmão no projecto Avatar. Neste mundo pós-apocalíptico, o ser humano sente a necessidade primária e conhecer e posteriormente dominar o exterior que o rodeia.
A missão de Jake será conhecer intimamente a tribo Na’vi mas este irá descobrir que existe algo mais do que poder, possessão, e que todos temos o nosso espaço e sentimos uma união com todos os seres vivos que nos rodeiam. Com este reconhecimento, Jake começa a misturar o sonho com a realidade e começa a questionar-se sobre a sua própria natureza. Este terá de escolher o seu lugar, a sua convicção.
Este é o filme da season (também foi dos mais esperados do ano) que não só é um vislumbre visual como acrescenta mais uma designação/moral ao termo “guerra”. Aconselho a vivamente a verem este “Avatar” de James Cameron.

P.S. – Também recomendo aos mais curiosos uma visita ao Trivia da Pré-Produçao e Making Off do filme e se estão na dúvida entre ver em 3D ou não leiam isto.

Marilyn Monroe and her bosom companions

Do realizador de “Sunset Blvd.” e “Sabrina”, o trio Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon brilham em “Some Like It Hot”.
Joe e Jerry são dois músicos que perderam o emprego e decidem ir de gabinete em gabinete à procura de um novo trabalho. A oferta surge numa manager que propõe duas semanas num hotel em Florida com uma girls band. O que Joe e Jerry não sabiam é que estes vão ter de mudar a sua identidade para entrar na banda. Uma comédia fina de época do realizador e produtor Billy Wilder.

Pom Poko

Dos estúdios Ghibi mas não do senhor Miyazaki, desta vez do argumentista e realizador, Isao Takahata. “Pom Poko” é um filme que mantém a imagem da Ghibi ao alto nível e que transmite uma mensagem ambiental através de texugos mágicos que combatem a devastação do homem à medida que este destrói a floresta. Para quem quiser ver algo mais do que Miyazaki aqui fica a sugestão.


This place is so dead


It feels good. O debut do realizador Ruben Fleischer assentou que nem uma luva numa comédia que apela a um humor fresco misturado com uns pedaços de carne humana. “Zombieland” é o um filme considerado pelo cognitivo de “fixe” e “giro”. Pela minha parte satisfez-me bastante e até aconselho a passarem pelo cinema. Conta com Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin mais um convidado especial. Actualmente existe a suspeita desta primeira premissa ser desenvolvida numa segunda parte. We’ll see.

Blood Diamond

Do realizador de “The Last Samurai” e “Defiance”, Edward Zwick, “Blood Diamon” está na lista dos melhores filmes de 2006 e destaca-se não só pela acção hollywoodesca como na recriação do ambiente de guerra na África do Sul. A história começa na serra Leone no ano de 1999. A Guerra Civil já se espalhou por todo o país, os conflitos são constantes e muitos são os refugiados que ficaram sem família mas no caso de Salomon Vandy (Djimon Hounsou), este foi capturado pelos rebeldes para trabalhar como escravo nos pequenos riachos em busca de diamantes. Enquanto o negócio de exportação de diamantes cresce, Danny Archer (Leonardo DiCaprio) é um dos responsáveis sobre o tráfico destas pedras preciosas que financia os rebeldes a obterem armamento ilegal. Mais tarde, será Maddy (Jennifer Connelly) a pôr em prova os seus dotes jornalísticos para desvendar todo o esquema engenhoso deste tráfico que possibilita o terror de milhões de pessoas num clima de guerra instável. Três histórias irão colidir sobre um diamante escondido estando aliadas em combater o complexo jogo da máfia.
Visualmente emotivo (com as suas paisagens africanas) e ritmicamente coerente, “Blood Diamond” segue uma história, um problema, uma possível resolução que poderá tornar-se uma armadilha. Um filme forte.

24 Hour Party People

O filme de Michael Winter Bottom decorre num período recente e crucial na história de Inglaterra. Começa em 1976 e situa-se em Manchester. O responsável pelo fenómeno fora Tony Wilson (Steve Coogan), produtor de algumas bandas como os Joy Division, também fora dos primeiros a ouvir Sex Pistols, fundou a Factory Records e possuía um programa sobre música alternativa na televisão britânica. Com o cancelamento do programa, Tony começou a investir em Live Music Venues, acabando por ser proprietário do maior e mais badalado clube de todo o Reino Unido – La Hacienda. Uma viagem no tempo de como Manchester se tornou o centro das atenções fascinando a nova e rebelde geração da altura. 3 estrelas.

Being the adventures of a young man whose principal interests are rape, ultra-violence and Beethoven.

Como sugerir “A Clockwork Orange”? Podemos contar a história ou fazer referência ao nome do realizador… talvez mostrar alguns clips do filme ou simplesmente comprar o DVD e oferecer/emprestar. Pessoalmente, este filme é um dos meus favoritos de Stanley Kubrick e também da prestação de Malcolm McDowell (Alex). Baseado no livro de Anthony Burgess, este filme de outro mundo sugere bons vivas, situações lunáticas e reflexões pessoais. Adoro.

Entre les Murs

François Marin (interpretado por François Bégaudeau – escritor do livro e do guião que deu origem ao filme) é um professor de inglês dedicado aos seus alunos.


Sendo director da turma do 8º ano, as aulas de francês não são as mais polémicas, visto que toda a escola educa vários alunos com dificuldades. Dar aulas neste estabelecimento de ensino é complicado não só para François, trata-se de alunos instáveis com padrões diferentes que com toda a naturalidade opinam conforme a sua diferença social. Um filme de Laurent Cantet que capta reacções de alunos v.s. professor dentro de uma sala de aula. Muito natural. Vencedor da palma de ouro em Cannes e nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.