The Duchess

A aristocrata inglesa Georgiana andou nas bocas de toda a Inglaterra no séc. XVIII. Esta foi a premissa no filme de Saul Dibb, com Keira Knightley, Ralph Finnes e Dominic Cooper. Desde o casamento combinado até tornar-se uma estrela na sociedade, Georgiana sempre achou que faltara qualquer coisa. O seu interesse político floresceu rapidamente, já que Georgiana era mulher de ideias próprias, de entre os discursos revolucionários, a voz de Charles Grey despertou-lhe a atenção. Com as traições constantes do duque de Devonshire, a duquesa terá de lutar pela sua liberdade e tentar com que a postura mude radicalmente. Um filme não tão poderoso como prometia, mas merece o Óscar na categoria de Melhor Guarda-roupa. 2 estrelas.


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Vicky Cristina Barcelona

Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johanson) são melhores amigas, vieram da América para passar as férias de Verão em Barcelona. Irão ficar alojadas em casa de familiares de Vicky durante o mês de Julho e Agosto. Ambas têm feitios e temperamentos diferentes, esta viagem é uma pausa entre Vicky casar-se com Doug (Chris Messina) no Outono e Cristina reaver o seu novo eu e encontrar uma nova forma artística de se exprimir.
Numa noite, ambas conhecem Juan António (Javier Bardem), um pintor libertino e que desperta a atenção de Cristina. A proposta é a seguinte: passar um fim-de-semana em Oviedo. Cristina aceita, Vicky vai contrariada, e a história de um verão revolucionário começa.
A beleza espanhola e as imagens apelativas de Woody Allen estão completamente bem enquadradas com os diálogos inteligentes do costume numa aventura impulsiva, quase abrupta. Entrega a oportunidade ao espectador de reagir ou conformar-se com o amor. Refaz um novo sentido para algo inexplicável. 3 estrelas.

Prove what you are. Give nothing back.

AC/DC - It's a Long Way To The Top (if you wanna rock & roll)

Dark Habits - Entre tinieblas

Almodóvar. 1983. Freiras. Com Carmen Maura, Cristina Sánchez Pascual, Laura Cepeda e Mary Carrillo, esta história da autoria de Pedro Almodvar torma forma num mundo completamente humano e absurdamente real. Yolanda tenta escapar de um crime que não cometeu, decide refugiar-se no convento das humildes redentoras, mulheres que foram humilhadas e agora estão arrependidas dos seus pecados, por mais pequenos que estes o fossem.
Numa vida de convento aparentemente em comunhão com a religião existem outras dependências que fazem parte de nós humanos. Para quem gosta de Almodóvar. O Amor não é pecado.

One Elephant. One World. One Story

Há quem diga que este filme de Jimmy Hayward e Steve Martino descreve perfeitamente o conto de Dr. Seuss, “Horton Hears a Who!” foi uma autentica surpresa em 2008.
Visualmente encantador e poeticamente divertido, a simples fábula do elefante Horton que decidiu salvar o mundo dos Quem torna-se numa experiência de excelente imaginação por parte da 20th Century Fox, que a passo e passo vai conseguindo deixar a sua marca nos filmes de animação. Com as vozes de Jim Carrey, Steve Carell, Jonah Hill e Caroll Burnett. 4 estrelas.

The sleaze-filled saga of an exploitation double feature


Robert Rodriguez, Quentin Tarantino. “Planet Terror” e “Death Proof” têm tudo o que esperava e o que não previa. No segmento “Planet Terror” fiquei mais surpresa do que na parte de Tarantino… talvez por já saber o plot da história antes de ter visionado o filme. Mesmo assim, ambos são óptimos. (não sei o que escrever. ajudem-me?)

sometimes

I think what i really worth

am I a monster?
am I young?
am I normal?
am I misunderstood?
am I easy going?
am I natural?
am I horrible?
am I fun?
am I free?
am I a bitch?
am I a lover?
am I capable?
am I weird?
am I carefree?
am I worried?
am I strong?
am I real?
am I incredible?
am I here?
am I clever?
am I artistic?
am I me?


(really? I don't give a shit)

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Factory Girl

Tudo começou em 1964 quando Edie Sedgwick (Sienna Miller) deixou Cambridge Art School para viver em Nova Iorque. Estava no sítio en vogue para modificar a sua forma de pintar. Até que na abertura de uma galeria, o artista Andy Warhol (Guy Pearce) ficou fascinado com a personalidade e beleza de Edie. Com a magia da “factory”, o hotspot dos artistas underground, Warhol começou a usar a energia inevitável de Edie para recriar mais uma vez a sua forma de arte e de filosofia perante a vida quodiana. Rapidamente, Edie tornou-se a 1ª e única musa de Andy Warhol, eram os melhores amigos, partilhavam a fama mas não a riqueza nem as origens. Eddie tinha memórias traumáticas dos seus tempos de infância e Warhol raramente falava sobre a sua família, limitava-se a respostas curtas, um pouco vagas. No pique da sua carreira, Sedgwick conheceu nas comuns wild partys um famoso musico. Este acabou por dar a Edie o amor e conforto que realmente precisava. Consequentemente, veio afectar a vida profissional (e não só) de Andy Warhol, começando por desprezar a sua musa, deixando-a na banca rota. Este é um filme de George Hickenlooper sobre a revolução a nível estético e principalmente sobre o up and down de uma senhora fascinante – Edie Sedgwick. 3 estrelas.

Aquele Querido Mês de Agosto

O mês de Agosto no Portugal profundo tem outro sabor, outra cultura; festividades atravessam as pequenas aldeias de lés a lés. Todas elas são bem populares como a velha tradição as concebeu, da noite faz-se festa, baile, bebe-se cerveja e vinho, conversa-se, engata-se, enquanto os imigrantes cruzam-se com gente da terra. Tânia e o seu pai, o senhor Domingos (Joaquim Carvalho), constituem uma banda de música popular, como todos os anos, o negócio vigora pelo interior do país na época alta mas desta vez, Tãnia (Sónia Bandeira) decide convidar o seu primo Hélder (Fábio Oliveira) para ser baixista da banda. De aldeia em aldeia, os dois primos vão descobrir algo mais para além dos interesses em comum e uma nova perspectiva da vida.

Como todos nós sabemos, o Verão é sempre inesquecível e o mês de Agosto é o ponto mais alto da estação. Nos primeiros minutos do filme de Miguel Gomes conseguimos elaborar um retracto social do interior de Portugal, em particular das festas destas pequenas povoações que influenciam vivamente todo o espírito místico da aldeia. Aqui deparamo-nos com o género documental no filme, isto é, um registo verdadeiro de quem fez da aldeia o que ela é hoje. Quando passamos para a ficção, a geografia deste mundo social que tanto retracta o Portugal rural torna-se mais palpável, mais real. A proximidade do espectador em relação à história do filme e às personagens é-nos entregue pela simples forma de uma paixoneta de Verão. Toda a adolescência de Tânia e Helder vê-se circunscrita num mês quente, onde as pessoas dançam, cumprem-se as tradições e a vida segue como o rio Alva.

Sempre com muita música e fanfarra, este trabalho da autoria de Miguel Gomes não só reflecte uma cultura não globalizada como obriga o espectador português a rever-se nas suas raízes e principalmente a auto-avaliar-se. Não só como cidadão europeu mas como ser humano no mundo porque afinal, se formos a algum lado temos de nos relembrar quem somos, de onde viemos.


anywhere is possible

David Rice (Hayden Christensen) descobre desde cedo que teletransportar-se é tão fácil como imaginar um sítio e simplesmente ir lá parar sem o mínimo esforço. À medida que se habitua a este poder, brevemente irá saber que a liberdade tem um preço e que pode por em causa os que mais ama. Este “Jumper” de Doug liman prometia, se não fosse demasiado comercial, contendo uma má conduto narrativa… o trailer desperta algum interesse, o filme nem por isso. Um dos flops do ano passado. 1 estrela.


Nothing Is As Simple As Black And White

Dois adolescentes dos anos 90 são teletransportados para “Plesantville”, uma série televisiva a preto e branco. A partir daí surge a quebra da monotonia monocromática, aos poucos, o seu mundo começa a desenvolver-se a ganhar cor, começa a lidar com o imprevisível da vida. David (Tobey Maguire) e Jennifer (Reese Whitherspoon) incentivam os cidadãos a avançarem e a descobrirem os prazeres da vida. Nomeado para 3 Óscares da Academia, um belo filme de Gary Ross (que assumiu a realização e o argumento) ao estilo dos anos 90. 3 estrelas.

This Is England

Shaun (Thomas Turgoose) sempre teve uma infância solitária, até um dia conhecer um grupo de skinheads. Este gang ofereceu a Shaun novas experiências e incutiu novas regras. Quando Combo (Stephen Graham) interfere no gang, existe uma divisão de interesses sobre o passado/futuro da Inglaterra e das suas vidas. Shaun terá de escolher o seu caminho e alguns dos seus amigos, mesmo que adultos, terão que aprender com os seus erros. Um retracto social sobre o suburbano de 1983. Sarcástico e dramático. Baseado nas experiências do argumentista e realizador Shane Meadows. 3 estrelas.