já lá vão 3...

A 3ª época de Skins acabou a semana passada e o balanço é positivo. Obviamente que não é tão poderosa como as duas primeiras temporadas, essas continuam a ser as de ouro. Mesmo assim, o legado é bem entregue às novas personagens e às novas histórias. Com um final aberto a novas experiências, a temporada 4 já está prometida. Como muitos outros vou assistir à série até cansar-me de tantas hormonas adolescentes juntas. enjoy it.

Yellow Submarine



Uma animação de 1968, da autoria dos Beatles. Musicalmente invertebrado e freneticamente preenchido por cores excêntricas. Um clássico lunático.

The Sisterhood of the Traveling Pants


Tibby, Lena, Carmen e Bridget partilham uma amizade de longa data, sempre estiveram juntas nos bons e nos maus momentos. Apesar de serem diferentes no seu carácter, juntas completam-se. Certo dia, descobrem numa loja que um par de jeans serve perfeitamente às 4. Então, decidem que durante o Verão, mesmo separadas, irão passar aquele par de jeans de um destino para o outro, da Grécia ao México, aos EUA, partilhando algo especial à medida que contam as suas aventuras num verão que jamais irão esquecer. Um filme tipicamente adolescente. Também tenho conhecimento da sequela desta história de Ann Brashares mas sinceramente, acho desnecessário um 2º filme. 3 estrelas.


(Dedico o filme e o post a Ana Sofia, Inês Navalho e Mariana Rebocho)

2 Days in Paris

Totalmente da autoria de Julie Delply, chega-nos esta comédia romântica que não é para todos – “2 Days in Paris”. Marion (Delply) e Jack (Adam Goldberg) passaram 2 semanas em Veneza, para voltarem à sua casa em NY terao de passar 2 dias em Paris, local que viu crescer Marion. Em 2 dias, a vida é uma montanha-russa e tudo pode mudar. Um filme apelativo ao publico feminino sobre contar a verdade e a mentira e lidar com estes dois opostos numa relação. Gostei muito. 4 estrelas.

Mal Nascida

A morte do pai e os erros do passado transfiguraram Lúcia por dentro. Desde então insiste em vestir-se de luto, enquanto o resto da família mantém-se em “conformidade” com a situação, tendo em conta que o assassínio do pai de Lúcia e marido de Adelaide já foi há bastantes anos. Mesmo assim, tudo insiste para que Lúcia se case o mais rapidamente possível para não andar nos burburinhos da aldeia, para que o sofrimento ressentido na sua família se estagne. Com a chegada de dois estranhos, tudo irá desencadear-se conforme o tempo e Lúcia irá vingar a morte do pai.
Se começarmos pelo princípio, a 1º cena diz tudo (ou quase) sobre o filme. O acto de cortar o cabelo possui uma simbologia da personagem principal, Lúcia, ser maltratada, incompreendida e talvez, louca. Cada corte na imagem, cada som da tesoura simboliza tudo o que fora retirado à força no mundo de Lúcia – o amor, a família, os amigos e a sua auto-estima. Tal como João Canijo afirmou, esta é uma “tragédia de Electra adaptada ao Portugal rural”, todo o elemento trágico circula à volta do carácter específico de uma tragédia grega.
Na história, os pecados nunca são assumidos, as pessoas reagem violentamente à verdade nua e crua, todo o retracto da cultura popular tem um lado submisso nesta aldeia rural portuguesa. O drama é intenso, conseguimos entender esta intensidade através de imagens escuras e sons repentinos ou pelas cenas de discussão à hora do jantar, onde todas as personagens perdem o controlo e reagem de uma maneira quase primária, não existe o poder do diálogo para resolver os problemas, todas as palavras ameaçam violência (ou o dão a entender); a música é uma maldição, consegue-se ouvir o som do arcodeão em diferentes espaços, parece perseguir o espectador, relembrando-o que algo vai acontecer, que apesar da dura realidade a que estamos a assistir, algo vai mudar.
O desfecho trágico é óbvio mas não possibilita ao espectador prevê-lo, cabe ao mesmo receber ou não este final de várias maneiras, ilustrando uma pequena perspectiva sobre o futuro daquelas personagens. No geral, este filme com a marca inconfundível de João Canijo, transmite que viver no passado é um erro austero mas não irreversível. 3 estrelas.

from he

Samuel M. Johnson: Lovers on a Park Bench

The day with its cares and perplexities is ended and the night is now upon us. The night should be a time of peace and tranquility, a time to relax and be calm. We have need of a soothing story to banish the disturbing thoughts of the day, to set at rest our troubled minds, and put at ease our ruffled spirits.

And what sort of story shall we hear? Ah, it will be a familiar story, a story that is so very, very old, and yet it is so new. It is the old, old story of love.

Two lovers sat on a park bench, with their bodies touching each other, holding hands in the moonlight.

There was silence between them. So profound was their love for each other, they needed no words to express it. And so they sat in silence, on a park bench, with their bodies touching, holding hands in the moonlight.

Finally she spoke. "Do you love me, John?" she asked. "You know I love you, darling," he replied. "I love you more than tongue can tell. You are the light of my life, my sun, moon and stars. You are my everything. Without you I have no reason for being."

Again there was silence as the two lovers sat on a park bench, their bodies touching, holding hands in the moonlight. Once more she spoke. "How much do you love me, John?" she asked. He answered: "How much do I love you? Count the stars in the sky. Measure the waters of the oceans with a teaspoon. Number the grains of sand on the sea shore. Impossible, you say."

"Yes and it is just as impossible for me to say how much I love you."

"My love for you is higher than the heavens, deeper than Hades, and broader than the earth. It has no limits, no bounds. Everything must have an ending except my love for you."

There was more of silence as the two lovers sat on a park bench with their bodies touching, holding hands in the moonlight.

Once more her voice was heard. "Kiss me, John," she implored. And leaning over, he pressed his lips warmly to hers in fervent osculation.



Estreia Hoje

Poder. É a essência que as obras de Clint Eastwood transmitem. Entre entreter e ensinar, Eastwood representa o cinema como um dos grandes. Desde “The Beguiled: The Storyteller” a “Gran Torino” tem muito que se lhe diga. Não só contam os 4 Óscares como é preciso ver para crer. Tive a sorte de há 2 semanas ir à ante-estreia de “Gran Torino”, é claro que vale a pena.

This is Benjamin. He's a little worried about his future.

O único Óscar do realizador Mike Nichols deve-se à sua obra-prima “The Graduate”. Ben (Dustin Hoffman) é um adolescente tenso e confuso, Mrs. Robinson (Anna Bancroft) é uma senhora por excelência, amiga da família Braddock mas também tem um lado muito provocador que só o irá desvendar a Ben. Como se prevê, estas duas personagens têm um caso até chegar a filha adolescente dos Robbinson, a menina Elaine (Katharine Ross). Um filme que funde comedia e drama numa embrulhada sobre as decisões da vida. Grande Dustin Hoffman, Grande Anna Bancroft. 4 estrelas.

Dead Poets Society



Galardoado com o Óscar, o escritor e guionista Tom Schulman aliou-se a Peter Weir para levar ao grande ecran a história do colégio de Welton. Nesta instituição privada de prestígio para rapazes, os princípios são respeitados, as mentes conservadoras e os sacrifícios dos pais são muitos para educar os seus filhos apropriadamente. John Keating (Robin Williams) é um professor novo na casa, tendo métodos pouco usuais ensina principalmente a um grupo de rapazes, lições únicas sobre a poesia, sobre a vida, sobre o amor, sobre a ideologia carpe diem. Entretanto, Neil, Todd, Knox, Charlie, Gerard, Richard e Steve descobrem o clube dos poetas mortos, um grupo já há muito fundado onde a poesia é a fonte principal de inspiração nas decisões de cada um. À medida que são postos à prova terão de mostrar ao mundo as suas convicções e provar do que são capazes. 3 estrelas.

Nick and Norah's Infinite Playlist

Aconteceu o mesmo… mais uma vez. Quero ler o livro de Rachel Cohn e David Levithan que deu origem a este filme (mas às vezes nem todas as obras de literatura existem na Fnac ou na Bertrand). Este é um exemplo de que a obra cinematográfica é apenas um exemplo do livro. Isso mesmo. O filme é apenas uma amostra desta história.
Tudo acontece numa noite em Nova Iorque, quando Nick (Michael Cera) acabou de dar um concerto com a sua banda, os Jerk Offs, Norah (Kat Dennings) vai em sua direcção e pede a Nick que seja o seu namorado durante 5 minutos. A partir daí, com uma pequena ajuda dos seus amigos, Nick e Norah vão conhecer-se melhor e concluir que não têm nada em comum com excepção do seu gosto musical. Com uma imagem nocturna perfeita de Nova Iorque, não mostra só as aventuras de uma noite, fala sobre relações estranhas com ex-namorados e de como ultrapassamos relações falhadas. O importante é estar com alguém, dispensando todos os clichés de namorado ou amante.
Espero que gostem da banda sonora indie que ilustra todo o filme. The favourite one: We are Scientists – After Hours. Enjoy It. 3 estrelas.