Venezia - 66. Mostra Internazionale d'Arte Cinematografica

Cheguei de Veneza. Mais uma vez conclui que viajar pelo menos uma vez por ano renova o corpo e a alma. Mesmo. Nunca tinha ido a Veneza e isso espantou-me. Itália nunca fora a rota mais desejada (ou preferida) mas como bom passageiro gosto de andar à deriva e principalmente a descobrir. Sempre a descobrir.
Tirando a parte turística desta maravilhosa cidade, La Biennale di Venezia estava mesmo ao nosso alcance. Infelizmente não pude ir aos dias todos mas em apenas alguns dias do festival gastei menos do que 50 euros (preço do passes estudante de cinema) em filmes. Vi “36 vues du Pic Saint-Loup” de Jacques Rivette, “The Informant!” de Steven Soderbergh, assisti com o elenco e equipa de produção do filme “One-Zero” (Wahed-Sefr) de Ahmed Maher e também contei com a presença de George A. Romero na estreia mundial de “Survival of the Dead”. Sim, fui uma sortuda.
Acrescento uma homenagem a Tinto Brass e o novo filme de Faith Akin “Soul Kitchen” seguido de “La doppia ora” de Giuseppe Capotondi. São todos bons, cada um à sua maneira (talvez com a excepção da obra de Jacques Rivette… não fiquei muito cativada pelo seu filme), espero que estes estreiem todos em Portugal. Valeu mesmo a pena (mas disso já ninguém tinha dúvida).

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