Avatar

Já está nomeado para quatro globos de ouro e há quem diga que este é o princípio de um novo cinema digital. Concordo.
James Cameron assina com orgulho o cargo de realizador e argumentista do seu novo filme que tomou primórdios em 1994. Provavelmente não imaginara que o género de ficção científica iria ser elevado a um novo escalão com o CGI e a emancipação contínua do 3D, também associado ao motion-capture cada vez mais rico na sua técnica.
“Avatar” é um filme épico, o clássico dos nossos tempos sobre o Herói. Ao acordar, Jake Sully (Sam Worthington) depara-se com a morte do irmão e com a condição de ter ficado paraplégico. È imediatamente enviado para o planeta Pandora onde irá substituir o irmão no projecto Avatar. Neste mundo pós-apocalíptico, o ser humano sente a necessidade primária e conhecer e posteriormente dominar o exterior que o rodeia.
A missão de Jake será conhecer intimamente a tribo Na’vi mas este irá descobrir que existe algo mais do que poder, possessão, e que todos temos o nosso espaço e sentimos uma união com todos os seres vivos que nos rodeiam. Com este reconhecimento, Jake começa a misturar o sonho com a realidade e começa a questionar-se sobre a sua própria natureza. Este terá de escolher o seu lugar, a sua convicção.
Este é o filme da season (também foi dos mais esperados do ano) que não só é um vislumbre visual como acrescenta mais uma designação/moral ao termo “guerra”. Aconselho a vivamente a verem este “Avatar” de James Cameron.

P.S. – Também recomendo aos mais curiosos uma visita ao Trivia da Pré-Produçao e Making Off do filme e se estão na dúvida entre ver em 3D ou não leiam isto.

Marilyn Monroe and her bosom companions

Do realizador de “Sunset Blvd.” e “Sabrina”, o trio Marilyn Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon brilham em “Some Like It Hot”.
Joe e Jerry são dois músicos que perderam o emprego e decidem ir de gabinete em gabinete à procura de um novo trabalho. A oferta surge numa manager que propõe duas semanas num hotel em Florida com uma girls band. O que Joe e Jerry não sabiam é que estes vão ter de mudar a sua identidade para entrar na banda. Uma comédia fina de época do realizador e produtor Billy Wilder.

Pom Poko

Dos estúdios Ghibi mas não do senhor Miyazaki, desta vez do argumentista e realizador, Isao Takahata. “Pom Poko” é um filme que mantém a imagem da Ghibi ao alto nível e que transmite uma mensagem ambiental através de texugos mágicos que combatem a devastação do homem à medida que este destrói a floresta. Para quem quiser ver algo mais do que Miyazaki aqui fica a sugestão.


This place is so dead


It feels good. O debut do realizador Ruben Fleischer assentou que nem uma luva numa comédia que apela a um humor fresco misturado com uns pedaços de carne humana. “Zombieland” é o um filme considerado pelo cognitivo de “fixe” e “giro”. Pela minha parte satisfez-me bastante e até aconselho a passarem pelo cinema. Conta com Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin mais um convidado especial. Actualmente existe a suspeita desta primeira premissa ser desenvolvida numa segunda parte. We’ll see.

Blood Diamond

Do realizador de “The Last Samurai” e “Defiance”, Edward Zwick, “Blood Diamon” está na lista dos melhores filmes de 2006 e destaca-se não só pela acção hollywoodesca como na recriação do ambiente de guerra na África do Sul. A história começa na serra Leone no ano de 1999. A Guerra Civil já se espalhou por todo o país, os conflitos são constantes e muitos são os refugiados que ficaram sem família mas no caso de Salomon Vandy (Djimon Hounsou), este foi capturado pelos rebeldes para trabalhar como escravo nos pequenos riachos em busca de diamantes. Enquanto o negócio de exportação de diamantes cresce, Danny Archer (Leonardo DiCaprio) é um dos responsáveis sobre o tráfico destas pedras preciosas que financia os rebeldes a obterem armamento ilegal. Mais tarde, será Maddy (Jennifer Connelly) a pôr em prova os seus dotes jornalísticos para desvendar todo o esquema engenhoso deste tráfico que possibilita o terror de milhões de pessoas num clima de guerra instável. Três histórias irão colidir sobre um diamante escondido estando aliadas em combater o complexo jogo da máfia.
Visualmente emotivo (com as suas paisagens africanas) e ritmicamente coerente, “Blood Diamond” segue uma história, um problema, uma possível resolução que poderá tornar-se uma armadilha. Um filme forte.

24 Hour Party People

O filme de Michael Winter Bottom decorre num período recente e crucial na história de Inglaterra. Começa em 1976 e situa-se em Manchester. O responsável pelo fenómeno fora Tony Wilson (Steve Coogan), produtor de algumas bandas como os Joy Division, também fora dos primeiros a ouvir Sex Pistols, fundou a Factory Records e possuía um programa sobre música alternativa na televisão britânica. Com o cancelamento do programa, Tony começou a investir em Live Music Venues, acabando por ser proprietário do maior e mais badalado clube de todo o Reino Unido – La Hacienda. Uma viagem no tempo de como Manchester se tornou o centro das atenções fascinando a nova e rebelde geração da altura. 3 estrelas.

Being the adventures of a young man whose principal interests are rape, ultra-violence and Beethoven.

Como sugerir “A Clockwork Orange”? Podemos contar a história ou fazer referência ao nome do realizador… talvez mostrar alguns clips do filme ou simplesmente comprar o DVD e oferecer/emprestar. Pessoalmente, este filme é um dos meus favoritos de Stanley Kubrick e também da prestação de Malcolm McDowell (Alex). Baseado no livro de Anthony Burgess, este filme de outro mundo sugere bons vivas, situações lunáticas e reflexões pessoais. Adoro.

Entre les Murs

François Marin (interpretado por François Bégaudeau – escritor do livro e do guião que deu origem ao filme) é um professor de inglês dedicado aos seus alunos.


Sendo director da turma do 8º ano, as aulas de francês não são as mais polémicas, visto que toda a escola educa vários alunos com dificuldades. Dar aulas neste estabelecimento de ensino é complicado não só para François, trata-se de alunos instáveis com padrões diferentes que com toda a naturalidade opinam conforme a sua diferença social. Um filme de Laurent Cantet que capta reacções de alunos v.s. professor dentro de uma sala de aula. Muito natural. Vencedor da palma de ouro em Cannes e nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

All you need is love

Dois destinos. Um epílogo. Uma Guerra. Assim “Across the Universe” de Julie Taymor re-transforma-se num musical de uma estética sublime, ilustrada pelas letras dos míticos Beatles que transmitem os sentimentos das pessoas contra a Guerra do Vietname e a favor da liberdade, do amor, da paz.

Lucy (Evan Rachel Wood) e Jude (Jim Stugess) pertenceram a mundos diferentes mas agora em Nova Iorque, Lucy luta por uma causa maior enquanto Jude tenta encontrar a sua causa de inspiração. Isto enquanto Max, Sadie, Prudence e outros amigos tentam alcançar o que desejam ao mesmo tempo que mudam com o mundo. O amor verdadeiro. A Revolução. Um dos filmes de 2007.

Prepare for awesomeness


No Verão de 2008 a Dreamworks anunciou “Kung Fu Panda” fugazmente tendo recebido o seu merecido destaque no festival de Cannes e criticas satisfatórias. Este filme de animação realizado por Mark Osborne e John Stevenson conta a história de Po, um panda que ambiciona ser algo mais do que um simples empregado no restaurante do pai. Sendo fanático pela arte do Kung Fu, Po irá ser nomeado como novo aprendiz, destinado a proteger o vale da paz. Para complicar o enredo, o mau da fita, Tai Lung está de volta mas Shifu, o mestre das artes marciais irá preparar Po e alertar os “Furious Five” que algo está para acontecer. Um filme de animação exemplar e bem conseguido.

There can be no understanding between the hands and the brain unless the heart acts as mediator

Do grande realizador Fritz Lang e do argumentista/escritor Thea Von Harbou, chega-nos a cidade futurista de todos os tempos – Metropolis – aqui existem duas classes distintas: o mundo subterrâneo dos trabalhadores que fazem mover as máquinas e os sortudos que vivem à superfície da terra nos jardins eternos, nos teatros, nos estádios. O filho do senhor de Metropolis, o jovem Freder, após ter assistido às atrocidades das máquinas, decide submeter-se a uma identidade de operário. Mais tarde, nas catacumbas conhece Maria, uma senhora que dava esperança aos pobres trabalhadores, afirmava com toda a certeza que o mediador entre o cérebro e as mãos é o coração. Entretanto, a grande metrópole torna-se metaforicamente uma maldição, quando um inventor cria um robot humano. Um clássico dos clássicos com grandes cenários imponentes. 5 estrelas.

Love Is A Force Of Nature

Vale a pena sublinhar Annie Proulx e Ang Lee. “Brokeback Mountain” conta o desenrolar de uma cumplicidade forte entre Ennis Del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jack Gyllenhaal), dois homens a quem fora incumbida a tarefa de cuidar de um rebanho de ovelhas na montanha. Após este emprego temporário cada um voltou para a sua rotina, Ennis vai casar em breve com Alma (Michelle Williams) e Jack vai continuar a ajudar o pai nas suas tarefas da comunidade cowboy. Mas ao dissecar ao passado há um segredo que os encoraja a reencontrarem-se. Um bom filme dramático que não poderia ter sido feito por outro realizador. 4 estrelas.

Natural Born Killers

Não há dúvida que Mickey e Mallory foram feitos um para o outro. O apelido de ambos é Knox. O casal é conhecido por ser destemido e indomável, assaltando e assassinando todos os que se atravessam no seu caminho.
Apesar do seu estilo de vida e de toda a fama glorificada pelos jovens, tanto Mickey como Mallory sofre. Na cabeça de Mallory esta deseja ser amada e valorizada como ser humano, já Mickey tenta apagar os fantasmas do passado. Ambos estão atormentados pelos traumas do passado; só uma revolução, uma pequena afirmação irá revelar a sua verdadeira natureza perante os outros. Uma história de Quentin Tarantino, realizada por Oliver Stone e protagonizada por Woody Harrelson, Juliette Lewis, Robert Downey Jr e Tommy Lee Jones. Para mim, a melhor história de amor de sempre.

Citizen Kane


Um funeral peculiar leva-nos a conhecer Charles Foster Kane (Orson Welles), um homem influente do seu tempo. De seguida iremos observar todos os acontecimentos que antecederam à sua morte. Fiquem atentos. 5 estrelas.

The Big Lebowski

Jeffrey Lebowski (Jeff Bridges) recebe uma inesperada “visita” em sua casa, dois criminosos querem o dinheiro do senhor Lebowski. Tudo resulta num mal entendido e Jeffrey, The Dude para os amigos, decide falar com o milionário Lebowski (David Hundleston) sobre a situação e este pede-lhe para efectuar uma troca. A missão de Jeffrey é entregar uma mala com uma certa quantia de dinheiro aos criminosos para estes libertarem a senhora Bunny Lebowski (Tara Reid). Tendo o apoio incondicional dos seus amigos Walter (John Goodman) e Donny (Steve Buscemi), a tarefa parece ser fácil. Mas tudo se complica quando o dinheiro não é entregue. Dos irmãos Coen com um óptimo humor. Recomendo vivamente.

1928 - Ennio Morricone

O melhor compositor, o melhor filme, um grande final.


e ainda hoje!


tenho encontro marcado com David Cronenberg às 21 no Estoril Film Festival *.*
hell yeah

La Mala Educación

Madrid, 1980. Dois amigos reencontram-se após longos anos afastados, Ignacio e Enrique possuem as mesmas memórias de uma infância incomum, estes relatos foram inspiração para a escrita assídua de Ignacio que sugeriu a Enrique a produção de um filme sobre o seu passado. Passando pelos junkies e pela Igreja, tudo está co-relacionado, todas as vivências destes rapazes persistem para justificar o seu presente. Um dos melhores filmes de Pedro Almodôvar onde segredos negros serão revelados e a realidade soberba da existência da sexualidade em qualquer espaço e idade, sem preconceito assumido. Com Gael Garcia Bernal, Fele Martinez, Daniel Giménez Cacho e Francisco Boira.

Novo fabuloso poster

Four Days, Three nights, Two Convertibles, One City


“Fear and Loathing in Las Vegas” é Terry Gilliam. “Ponto Final Parágrafo”. A obra literária é de Hunter S. Thompson que relatou as várias trips de dois amigos, Raoul Duke (Johnny Depp) e Gonzo (Benicio Del Toro), em Las Vegas. Uma obra cinematográfica mutante com efeitos substanciais psicadélicos. 5 estrelas.

Three stories. Three generations. Three men. One bizarre and shocking universe.

Grotesco. Genial. Três gerações, três histórias por contar sobre Morosgoványi Vendel, Balatony Kálmán e Balatony Lajoska. Vendel tem uma forma expressiva de se relacionar com o seu corpo, já Balatony quer vencer os concursos internacionais onde comer mais dá direito a prémio e talvez a uma senhora, por fim, Lajoska é especializado em manusear certos objectos que possibilitam a criação de animais embalsamados entre outras peças criativas. Sexualmente primitivo e irreverente, “Taxidermia” possui uma montagem energética, uma história incomparável e toda uma racionalização pouco ortodoxa. De György Pálfi. Recomendo vivamente.

se eu pudesse

Como o vento,
Como o sol,
Como o fogo,

vagueio sem rumo nem mar
procurarei sempre um abrigo
nos braços de quem o seja.

(talvez encontre um sitio para ficar)

about sofia's new project

portanto, intitula-se "Somewhere" é inteiramente da autoria de Sofia Coppola e está previsto estrear em 2010 :)
entretanto o senhor abaixo é o responsável pela cinematografia deste novo trabalho de Coppola. enjoy.

Paris, je t'aime

Um filme colectivo que envolve não só realizadores e actores como toda uma equipa diferente e empenhada em marcar a diferença na maravilhosa cidade de Paris. Acasos, histórias de amor, crises, pequenos romances, tentativas. O amor em toda a sua natureza na cidade de todos os corações. Faz parte.

Every dog has his day


Um assalto. 7 Homens profissionais na arte do crime. O que pode correr mal?
“Resevoir Dogs” tem muito que se lhe diga, não há dúvida do trabalho de actores nem do estilo carimbado de Tarantino, disso não. Alcança-se um clímax estrondoso com o conflito dramático entre as personagens, o facto de todas serem diferentes e de desconfiarem umas das outras. Algo não vai correr bem. (Mas o que querem que eu diga? Que o filme é mau?!).

You name it, we shoot it


Realizador e argumentista, Michael Gondry, já tinha conquistado o público por “Eternal Sunshine of the Spotless Mind”, num dos seus projectos recentes anteriores a “Tokyo!”, “Be Kind Rewind” recebe algum destaque notório devido a uma fantástica criatividade de reinventar os filmes e as histórias das pessoas. O problema acontece quando Jerry (Jack Black) fica magnetizado e apaga todo o conteúdo dos filmes VHS de um clube de vídeo arruinado. Mike (Mos Def) decide resolver a situação filmando tudo outra vez, desde “Ghostbusters” ao “Lion King”, começam a arranjar cúmplices e até Mr. Fletcher (Danny Glover) voltar da sua imagem. Jerry e Mike vão impedir que o clube de vídeo vá à falência e conseguir fidelizar o público e as pessoas. A magia do cinema é para todos. Vale pela criatividade. 3 estrelas.

Stranger than Paradise

Vencedor da do prémio “câmara de ouro” em Cannes 1984, categorizado como “o novo filme americano realizado por um novo realizador americano” , “Stranger than Paradise” é da completa autoria de Jim Jarmusch e protagonizado por John Lurie, Richard Edson e a bela Eszter Balint. Quando Willie recebe a sua prima Eva, proveniente da Hungria, decide deixá-la no seu apartamento em Nova Iorque durante três semanas antes desta se dirigir para a casa da tia em Cleveland. Mais tarde, Willie e o seu amigo Eddie conseguem fazer batota num jogo de póquer e decidem ir visitar Eva. Por fim, o resgate para o paraíso, Willie, Eddie e Eva dirigem-se para Florida mas após instalarem-se num motel barato as coisas começam a dar para o torto… Essencialmente para quem gosta de Jarmusch.

Let in the unexpected.

Realizador e argumentista Mike Binder foi ao autor de “Reign Over Me”, um filme dramático sobre um reencontro entre amigos de liceu, Allan (Don Cheadle) e Charlie (Adam Sandler). Em Nova Iorque, Allan Johnson tem a vida ocupada, a família e a sua clínica dentária fazem parte da sua rotina tal como algumas idas ao psiquiatra. Um dia cruza-se com o seu velho amigo dos tempos do liceu, Charlie Fineman, um homem que foi atingido substancialmente pelo trágico 11 de Setembro. Sem mulher e duas filhas, Charlie tenta recompor-se de um insustentável tormento. Allan irá ajudá-lo a recuperar-se para continuar a sua vida. Porque no fundo do nosso profundo ser, todos nós precisamos de um amigo, de alguém que nos ouça. Achei que a personagem de Charlie Finneman não ficou tão descabida do actor Adam Sandler como o previa, é o que faz anexar actores a géneros cinematográficos. 3 estrelas.

well baby, I don't care

Why still stuck and embarrassed with no reason to be except you have (or must) embody yourself ?

(what a dumb question -.-)


In Bruges

Ray (Collin Farrell) e Ken (Brendan Gleeson) estão na Bélgica, concretamente na pequena cidade de Bruges. Ambos são parceiros de crime, comandados por Harry (Ralph Fiennes). Irão ficar numa estadia de duas semanas num hotel tipico da zona enquanto esperam novas ordens da sua próxima missão. Quando finalmente recebem a chamada telefónica de Harry, Ken fica num impasse e todo o desenrolar de acontecimentos serão pouco previsíveis. Um filme da autoria de Martin McDonagh, nomeado para o Óscar de Melhor Argumento, expõe a consciência e as confissões de dois assassinos. Diferente. Bom.

fabuloso

The Dreamers

Autor: Gilbert Adair. Realizador: Bernardo Bertolucci. 1968, Paris, o estoirar das revoluções e dos protestos contra o governo despertam a cidade. Mathew (Michael Pitt) veio da América, é um novato na universidade, não conhecia ninguém até falar com Isabelle (Eva Green) e ter sido apresentado a Theo (Louis Garrel). Estes dois irmãos místicos vivem numa luxuosa mansão com os seus pais desequilibrados. Mathew apercebe-se que encontra-se num ambiente familiar complicado. Com a mudança para um dos quartos de hóspedes da mansão, Mathew discute constantemente com Theo sobre filmes e Isabelle torna-se o centro da sua atenção. Num mundo exclusivo de 3 amigos, a mutação não agrada aos irmãos, estes dependem um do outro, Mathew irá diferenciar todo um triângulo amoroso complexo. Um tributo aos clássicos. Óptima Cinematografia e Banda Sonora. 4 estrelas.

Wanted

Lembro-me que no ano passado tive uma expectativa rara num filme de acção. É adaptado dos comic books de Mark Millar e J. G. Jones e o realizador Timur Bekmambetov teve a oportunidade de reunir um bom plot narrativo com a acção esférica potente e irreal dos assassinos da Fraternidade. Wesley (James McAvoy) é um homem que vive sobre uma pressão constante, que nunca se sentiu realizado até um simples sobressalto num supermercado o levar a conhecer Fox (Angelina Jolie), Sloan (Morgan Freeman) e toda uma organização destinada a proteger o equilíbrio do planeta. Mesmo assim, com este ultimo esclarecimento, o final é bastante diferente do que imaginara, foi quase uma surpresa. Não gostei tanto, não sei o que falta… mas isto de gostar são meras opiniões.

Taking Woodstock

How do I begin?
É interessante observar o quanto as questões revolucionárias ainda suscitam algum interesse nas minhas temáticas preferidas. Todas as revoluções benignas da Historia têm o seu ponto de relevância no rumo do nosso futuro.
O festival de Woodstock louvou a simplicidade do acto “amor” e tomou partido de uma nova geração sem precedentes para encabeçar um movimento cultural único. Woodstock foi o êxtase da cor, emoção e liberdade (acredito que na altura fora mais que isso). O novo trabalho de Ang Lee é um filme de época, bem adaptado das memórias de Elliot Tiber sobre as PESSOAS que tornaram possível o fenómeno mítico do Verão de 1969.
O que mais posso dizer? Vão ao cinema e julguem por vocês próprios.

Good girls want him bad. Bad girls want him worse.

Nos anos 50 em Baltimore, aqui situa-se “Hairspray” e “Cry Baby”, ambos os filmes são de John Waters. A rábula do filme adolescente misturado com musical chega ao clímax em “Cry Baby”. Johnny Depp nos seus 27 anos (com aparência de 18) interpreta o irresistível Cry Baby, um adolescente rebelde que simboliza uma classe social baixa. Do lado oposto, Allison (Amy Locane), a menina pura e bem comportada, apaixona-se por Cry Baby. Sendo de duas classes sociais distintas, irá existir um confronto entre a comunidade de Allison e a de Cry Baby, é simplesmente o cliché dessa geração passada. Aqui abaixo encontra-se o trailer com algumas imagens sugestivas a uma sessão de cinema dispensada pelo famoso “Grease”.

The Hangover


Quando quatro amigos decidem fazer uma despedida de solteiro em Las Vegas, está tudo a postos para correr mal. Doug (Justin Barthan), o noivo, e os seus amigos Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis) instalam-se na master suite de um maravilhoso hotel e estão decididos a passar uma grande noite em Las Vegas. Na manhã seguinte nem tudo está coerente na cabeça de cada um, Doug está desaparecido e a suite está de pernas para o ar. Enquanto procuram por Doug, os três terão de procurar pistas para descobrirem o que aconteceu na noite passada. De Todd Phillips. Bom. Das comédias do ano.

Emma

Das comédias de Jane Austen, a mais conhecida e carismatica é a história de Emma, uma doce jovem casamenteira que ocupa o seu tempo a apresentar pessoas amigas e a juntar interesses entre duas pessoas. No séc. XIX, onde o mundo limitava-se à nossa cidade e às boas maneiras, os corações de um homem e de uma mulher eram mais frágeis e ingénuos, Emma Woodhouse (Gwyneth Palthrow) conhece Harriet Smith (Toni Collette), uma rapariga doce mas sem etiqueta. Emma dá umas lições a Harriet tornando-se amigas e confidentes enquanto disfruta dos seus bons momentos com o seu velho amigo Mr. Knightley. Por mera coincidência, todos os planos de Emma em relação ao amor nem sempre corre bem, consegue juntar sempre as pessoas erradas. Por vezes magoando-as. Emma terá de aprender a não se intrometer nas vidas dos seus amigos e talvez revelar o seu lado mais humano/sensível.
Foi graças a este filme que o célebre Rachel Portman recebeu o Óscar de melhor banda sonora, mesmo assim acho que não é tão florescente como as melodias de “Chocolat”. Um filme exemplar das adaptações das obras de Austen. 2 estrelas.

Venezia - 66. Mostra Internazionale d'Arte Cinematografica

Cheguei de Veneza. Mais uma vez conclui que viajar pelo menos uma vez por ano renova o corpo e a alma. Mesmo. Nunca tinha ido a Veneza e isso espantou-me. Itália nunca fora a rota mais desejada (ou preferida) mas como bom passageiro gosto de andar à deriva e principalmente a descobrir. Sempre a descobrir.
Tirando a parte turística desta maravilhosa cidade, La Biennale di Venezia estava mesmo ao nosso alcance. Infelizmente não pude ir aos dias todos mas em apenas alguns dias do festival gastei menos do que 50 euros (preço do passes estudante de cinema) em filmes. Vi “36 vues du Pic Saint-Loup” de Jacques Rivette, “The Informant!” de Steven Soderbergh, assisti com o elenco e equipa de produção do filme “One-Zero” (Wahed-Sefr) de Ahmed Maher e também contei com a presença de George A. Romero na estreia mundial de “Survival of the Dead”. Sim, fui uma sortuda.
Acrescento uma homenagem a Tinto Brass e o novo filme de Faith Akin “Soul Kitchen” seguido de “La doppia ora” de Giuseppe Capotondi. São todos bons, cada um à sua maneira (talvez com a excepção da obra de Jacques Rivette… não fiquei muito cativada pelo seu filme), espero que estes estreiem todos em Portugal. Valeu mesmo a pena (mas disso já ninguém tinha dúvida).

Something wicked this way hops

Do realizador de “Chicken Run”, este é o autor da famosa dupla “Wallace and Gromit”. Nick Park e Steve Box realizaram a longa-metragem em motion capture “Wallace and Gromit in the Curse of the Were-Rabbit”. Passar da televisão para o grande ecran os diversos bonecos de plasticina pode não ter sido pêra doce mas garantiu o Óscar na cerimónia de 2006 de Melhor Filme de Animação (os outros nomeados era “Corpse Bride” de Tim Burton e “Howl’s Moving Castle” de Miyazaki… esta foi rara excepção que a Pixar não esteve associada a esta categoria).

Wallace and Gromit têm uma companhia de caça coelhos, ou seja, a companhia “Anti-Pesto” protege a sociedade dos pequenos roedores felpudos que devastam os nossos legumes. Até que uma invenção de Wallace não vai correr como esperava desencadeando acontecimentos estranhos. Com um toque de Hans Zimmer na banda sonora. Bom. 3 estrelas.

Gake no ue no Ponyo

Inspirado no conto de Hans Christian Andersen “The Little Mermaid”, a nova obra de Miyazaki é simples de compreensão e absolutamente exorbitante ao olhar. Quando um pequeno rapaz de 5 anos, Sosuke, encontra um peixe preso num frasco à beira-mar, decide chamar-lhe Ponyo. Ambos nutrem uma amizade imediata. Tanto que Ponyo deseja ter pernas para andar, foge imediatamente do fundo do mar, acabando por transformar-se em humana. Mais tarde terá de ajudar Sozuke a encontrar a sua mãe, Lisa. Um filme que já foi comparado inúmeras vezes com “My Neighbour Totoro”… opiniões à parte, acho que são dois mundos diferentes mas contém algumas parecenças. Conclusão: Hayao Miyazaki é o mestre na sua arte e é capaz de fazer sonhar outras gerações.

Once upon a time in Nazi occupied France...

Tarantino comprometeu e conseguiu. Após muitos meses de espera, tantos fãs, como eu, não podiam esperar mais por “Inglourious Basterds”. O resultado após o visionamento no cinema não podia ser melhor. “Inglourious Basterds” é hardcore, sarcástico e tão violento o quanto estamos habituados. Num processo de escrita de ideias para a construção do guião que demorou 10 anos (este projecto fora intercalado com “Jakie Brown” e “Kill Bill Vol. I & Vol. II”), seguidos de oito meses de rodagens, este novo filme de Tarantino vale mesmo a pena. (se quiserem procurar uma opinião/critica mais coerente, visitem os links do vosso lado direito… porque não gostar de Quentin Tarantino é mesmo difícil).


yes, i'm back

...mas as férias ainda não acabaram. Falta uma viagem, dois festivais de cinema e outros momentos reservados para a euforia social e particular. cumprimentos

Finalmente



Começamos pelo Algarve e mais tarde seguimos para Veneza, concretamente para ter a honra de estar presente na Biennale di Venezia.

Finalmente. Após o 1º ano de faculdade, o descanso é merecido. Boas Férias.

Annie Hall

Não fosse Nova Iorque o palco de todas as histórias, um lugar cheio de vida, transcendente. São poucos os senhores do cinema que deram cor e movimento à vida citadina – Martin Scorsese, Mike Nichols, Spike Lee… e claro, Woody Allen!
Alvy Singer e Annie Hall partilham um amor incondicionalmente espontâneo, individualmente coincidem realidades, experiências, memórias, motivos que os levaram a percorrer até aqui, até ao nosso presente. Ganhou 4 Óscares na cerimónia de 1978. O melhor romance de sempre. É Favorito. 5 estrelas.

Why So Serious?

Exactamente há um ano, a febre de “The Dark Knight” chegava a Portugal. Não tão intensamente como noutras partes do mundo mas mesmo assim não deixa de ser um dos melhores de 2008. Tendo estado algum top no 1º lugar do top do imdb ultrapassando clássicos como “The Godfather”, é de especial destaque a ascensão de Christopher Nolan e também de todos os actores. Numa trama onde o morcego conhece o palhaço, Gotham City está regida por um herói aclamado por uns e odiado por outros. O problema do crime organizado e de todo um monopólio imenso da máfia dá a possibilidade a Joker de incentivar os criminosos a eliminar Batman mas tudo complica quando se apercebem que Joker rege-se por regras próprias e não por objectivos.

Com Heath Ledger, Christopher Nolan, Michael Caine, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Maggie Gyllenhaal e Morgan Freeman. Podia não ter sido reconhecido pela Academia com 2 estatuetas que continuava a ser um filme de alto calibre, a parceria de Hans Zimmer e James Newton Howard iria ser sempre exaltada e Heath Ledger continuava a ter uma das melhores prestações de sempre. 5 estrelas.

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My Neighbour Totoro

Não conheço ninguém que não goste de Miyazaki. “The Princess Monoke”, “Spirited Away” e “Kiki’s Delivery Service” são preciosidades de orgulho no percurso de Hayao Miyazaki. Neste filme de 1988, duas irmãs – Satsuki e Mei – irão descobrir os espíritos da floresta e naturalmente um personagem fora de serie – Totoro. Com uma banda sonora de valor e a animação de sempre do Studio Ghibli.

Once again I must ask too much of you, Harry

Confesso que desde a última aventura de Harry Potter julguei David Yates cruelmente, mesmo assim, “Harry Potter and the Half-Blood Prince” não ultrapassa expectativas mas está melhor que a Ordem da Fénix (sem querer ser cruel, a verdade é que os efeitos especiais salvam a honra do convento visto que o Plot narrativo está bastante resumido, o que era de se esperar… obviamente que a legião de fãs contribuem para o sucesso, desde os que leram as obras de J.K. Rowling aos que nunca pegaram nos seus livros).


Reconheço que é notório manter a magia numa saga de 8 capítulos fílmicos e que já na recta final dos dois últimos filmes da saga (que já se encontram em produção), o mundo de Hogwarts está prestes a confrontar o duelo final; e sejamos realistas, este é o maior fenómeno de cinema fantástico da década. Como sempre espero de uma saga, que os últimos dois filmes estejam à altura de um final merecido.

Zavet - Promise Me This

O avô, o neto e a uma vaca. Assim começa uma comédia de Emir Kusturica onde o invulgar rege nas aventuras de Tsane (Uros Milovanovic).
O avô (Aleksandar Bercek) está preocupado com o futuro do neto, então entrega-lhe uma missão, ir à cidade vender a vaca Cvetka, comprar um ícone religioso e algo que queira e por fim, encontrar uma esposa e trazê-la para casa. Por entre alguns percalços, tudo se irá compor. 4 estrelas.