Kiss Kiss Bang Bang


Após um golpe sorte Harry (Robert Downey Jr.) tem o feliz acaso de reencontrar uma velha amiga de infância, Harmony (. Entre uma mentira e uma farsa da sua personalidade, chega um mistério pouco invulgar em que o agende da polícia Gay Perry está disposto a ajudar Harry e Harmony. Enfim, uma embrulhada daquelas de se tirar o chapéu. Autor deste comic film noir com humor substancialmente sarcástico e inteligente é Shane Black, tanto como na realização como na fase de escrita do guião para o filme. “Kiss Kiss Bang Bang” é bem original. Indecisa entre 4 e 5 estrelas… mas cá ficam 4 estrelas. Irreverente.


A comedy about getting dumped, and taking it like a man

Como estou prestes a ir de férias, calhou uma noite ver outro filme produzido por Judd Apatow, normalmente os filmes de Apatow apesar de serem de consumo rápido são muito diferentes dos comerciais. Neste caso, “Forgetting Sarah Marshall” destaca o nome de Jason Segel como argumentista e actor principal. Depois de ter levado com os pés, Peter decide passar umas férias no Hawaii, mal chega depara-se com a sua ex-namorada, Sarah Marshall (Kristen Bell), uma estrela de televisão, a partir deste coração despedaçado e de uma ideia simples, Segel e Apatow deram o tom de humor inevitável ao filme. 3 estrelas.

Palma de Maiorca - 1 ano






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The Straight Story

Pessoalmente adoro roadtrips, sempre tive uma certa preferência por histórias contadas pela estrada, a forma de como a personagem se desenvolve, de explorar as inúmeras facetas do mundo... apesar desta ser um pouco mais calma do que as habituais, não deixa de ser uma “história simples”, tal como o próprio título em PT indica. Alvin Straight, um senhor de 70 e poucos anos, decide fazer-se à estrada num cortador de relva, para visitar o seu irmão Lyle com quem não fala à 10 anos. Obviamente que por montes e vales, esta paisagem é a América. Um filme de David Lynch com Sissy Spacey e Richard Farnsworth. Belo à moda de Lynch. 4 estrelas.

O que acham de "The Tudors"?

The Interpreter





Já há algum tempo que este residia na videoteca, acabei por vê-lo mais depressa do que o imaginava, lembro-me de em 2005 ter visto o trailer. Afinal o produto final não correspondeu à expectativa. Não desvaloriza o trabalho de Sydney Pollack, apenas acrescenta algo mais ao seu leque de trabalhos variados. Como palco, as Nações Unidas, como protagonistas, a sempre brilhante Nicole Kidman e outro actor que não lhe fica atrás, Sean Penn. Desenvolvendo o caso de uma suposta acusação, tentar usar as palavras em vez da força para resolver casos de terrorismo não é pêra doce. Mesmo assim, demasiado narrativo. 3 estrelas.

Les Chansons d’Amour

Ismael (Louis Garrel), Alice (Clotilde Hesme) e Julie (Ludivine Sagnier) têm uma relação a 3, vivem os 3 no mesmo apartamento em Paris, dormem os 3 na mesma cama. Até começar uma ligeira disputa de preferências, esta paixão boémia de passos incertos irá desmoronar-se após a morte de um dos amantes. A partir daí cada um toma o seu caminho em busca do amor numa Paris ficticiamente musical. Será que irão encontrar a pessoa certa? Ou questionar o porque das relações? Este filme escrito e dirigido por Christophe Honoré, foi parte da selecção oficial de Cannes em 07, reconhecido em inglês com o título de “Love Songs”. Um musical francês sobre relacionamentos e o amor hoje em dia. Uma surpresa. 4 estrelas.

The Motorcycle Diaries

Uma história que desde há muito deveria ter sido contada. Não há quem não conheça Che Guevara, “o Che”, como gostamos de o intitular, e que imagens como esta são-nos bastante familiares. Mas antes do mito ascender a nível mundial, houvera uma viagem inesquecível. Alberto Granado e Ernesto Che Guevara em 1952 percorreram o continente da América Latina sem destino. Km a Km, descobriram as múltiplas faces do seu país, da injustiça, da pobreza, numa tentativa de reconstruir a história da sua pátria, estes dois destinos irão tornar-se paralelos, percorrem caminhos semelhantes, contendo o desejo de utopia, de transformar o mundo. Antes de entoar “O povo unido jamais será vencido!”, a raiz de Che Guevara contava com a companhia de Alberto Granado, as suas vidas tinham superado o sonho comum, descobrindo um continente de mota (“La Poderosa”), conhecendo as pessoas que os mudavam por dentro, passando por aventuras fantásticas, sendo a improvisação como única constante que às vezes reservava momentos perigosos, lendo alguma literatura essencial à filosofia do ser humano, este filme galardoado com o Óscar de Melhor Música Original, pertencente à selecção oficial do festival de Cannes de 2004, merece, sem sombra de duvida, 5 estrelas. Walter Sales, o realizador brasileiro, conseguiu na perfeição conduzir uma linha narrativa histórica, quase fantástica, encabeçando os actores Gael Garcia Bernal, Rodrigo De La Serna e Mia Maestro de uma forma bela. “Diarios de Motoclicleta”, o seu título original, relembrará para sempre uma aventura bem real e uma das maiores “construções” do herói político comunista do séc. XX – Che Guevara. Emblemático, essencial. 5 estrelas.

Parabéns

As Good as it Gets

Exactamente. O título deste filme em português – “Melhor é Impossível” – não podia assentar melhor no actor principal deste filme pouco usual de James L. Brooks. Jack Nicholson possui o dom que poucos actores têm, desfrutar de uma carreira perfeita, a qual melhor é mesmo impossível.
Com a história e o argumento assinado pelo mesmo autor, Mark Andrus, o realizador James L. Brooks deu categoria ao filme, escolhendo Jack Nicholson, Helen Hunt e Greg Kinnear para o elenco. Depois de umas peripécias com o vizinho, um cão enigmático, e uma mulher magnífica, a vida de Melvin irá mudar substancialmente porque às vezes, as pessoas insuportáveis passam a ser as que necessitamos mais. Um filme inteligente e perspicaz, daqueles que toda a gente já deu pelo menos uma vista de olhos ou é lhe familiar a imagem abaixo. 4 estrelas.

Jumanji


Jogos de mesa há muitos, mas só “Jumanji” é capaz de aterrorizar os mais destemidos. Com poderes sobrenaturais concernentes à selva amazónica, após Judy e Peter lançarem os dados, já não podem voltar atrás. Os dois irmãos irão desvendar o mistério do rapaz desaparecido há 26 anos enquanto enfrentam o poder da selva mirabolante. Sem antecipar a aventura que lhes espera após cada jogada, junte-se a Robin Williams, Kirsten Dunst, Bonnie Hunt e Bradley Pierce, num filme para toda a família, do realizador Joe Johnston com efeitos especiais exemplares para o ano de 1995. 3 estrelas.

New Addiction

Após ter lido o comentário de Nuno Markl ao acaso, fui à descoberta de “Skins”. Resultado: não perco um episódio!
Ao contrário de algumas séries sobre a adolescência, “Skins” transcende de apenas um fútil estereótipo envolvendo a vida real, os problemas dia-a-dia, lidando com diversos assuntos controversos de uma forma reflexiva e talvez única em televisão. Através do enredo de várias personagens, o espectador consegue construir uma narrativa complexa, visionando algumas relações e situações, mesmo assim, “Skins” continua a ser uma surpresa.

Até à data com apenas 2 épocas (com cerca de 9 a 10 episódios cada), atribuo 5 estrelas para a realização, produção e para o elenco escolhido. Espero que esta química não se perca por completo com a passar dos episódios. Uma novidade que vale a pena. Descubram.