rip Sydney Pollack (1934-2008)


73 anos. 2 Óscares. Não é pela idade ou pelos prémios... mas vai deixar muitas saudades.


With a movie you're creating from the beginning this particular work, let's not call it work of art, because very few movies are works of art, let's just call them bits of popular culture, whatever they are, sometimes very rarely by accident a movie becomes a work of art.

The Breakfast Club


O clássico dos clássicos de John Hughes, onde os opostos atraem-se, começa num sábado de manhã às 7 horas, cinco alunos da Shermer High School foram condenados a uma manhã de suspensão, fechados na biblioteca da escola, Andrew (“a athelete”), Brian (“a brain”), John (“a criminal”), Claire (“a princess”) e Allison (“a basket case”) irão conviver ao longo de 8 horas seguidas, enfrentando os estereótipos rotulados pelos colegas, cumprem o castigo de uma forma pouco convencional que irá mudar as suas vidas. Um filme à maneira catalogado como teenage drama tendo sequências de diálogo dramático intenso. Filme Favorito. 5 estrelas.

Becoming Jane

Mulher, escritora, senhora, o período marcado pela inspiração de Jane Austen, foi adaptado o ano passado para o grande ecran, através da visão de Julian Jarrold. Esta jovem escritora, interpretada por Anne Hathaway, interrogava-se sobre a saúde das mentalidades da época, pondo a questão a sua sanidade, compreendendo a natureza humana como ninguém, apesar de ser bombardeada constantemente com os costumes/tradições da altura, estamos em 1795. À medida que continua lutando pelos seus direitos (fazendo referencia à emancipação feminina), Tom Lefroy (James McAvoy) assalta a sua vida por completo, com as suas palavras fortes e o romance reforçado, estes vivem uma bela e sensível história de amor, cativante ao tempo e ao estado. Alguns historiadores relatam que esta pode não ser a verdadeira história da grande escritora britânica, a meu ver, como milhares de faz, prefere relembrar a autora de Pride and Prejudice como uma visionária nata e principalmente uma mulher independente, muito à frente no seu tempo. Uma biografia bastante satisfatória; 3 estrelas.

Into the Wild


2 anos antes da maior aventura da sua vida, Christopher McCandless abandonou tudo, o dinheiro, a identidade e todos os elementos burocráticos da sociedade. Fez-se à estrada, numa bela viagem que acabaria por definir o quanto a Natureza exalta o ser humano, esta é a história real de um ser humano infelizmente incompreendido. Visualmente inexplicável, a obra-prima de Sean Penn foi baseada no livro de Jon Krakamer, o qual relata as 1001 aventuras de um jovem extensivo que desprezou a sociedade, viveu novas experiências, experimentou algo mais. Conta com músicas apelativas ao visual desta “outra dimensão cinematográfica”, escritas por Eddie Vedder. Um filme por excelência, exclusivo em ideologia de vida. Não irei escrever mais nada sobre o destino de Alex Supertramp, deixo a vosso cargo descobrirem um filme poderoso (só não percebo o porquê de não ter nomeado Emile Hirsch para o Óscar de Melhor Actor Principal…). 4 estrelas.

My Blueberry Nights

Prezado realizador (felizmemnte não Americano) Kar Wai Wong escreveu e realizou o seu mais recente filme, o qual estreou na quinta-feira passada (após alguns meses de espera) nas salas portuguesas: “My Blueberry Nights”. Para além de uma história apelativa, registo desde já que o meu interesse em ver este filme partiu do princípio que Norah Jones interpretava o papel principal (como prezo muito a sua musica e o seu trabalho, tendo em misturar os assuntos), já para não dizer que (obviamente) o visual do filme é bastante apelativo a olho nu. Senão vejamos algumas imagens do café de Jeremy (interpretado por Jude Law) com luzes estilo anos 80 ou talvez a cafetaria típica de Memphis onde Elizabeth (Norah Jones) irá trabalhar durante uns meses. Depois de uma separação difícil, Elizabeth decide recompor a sua vida, fazendo uma viagem sem destino pela América, parando em vários locais diferentes, ajudando pessoas diferentes, isto após ter conhecido Jeremy, o gerente de um café de Nova Iorque, onde deixou as chaves do seu ex-namorado. A questão é será que deixou algo mais? Numa tentativa de reencontrar-se a si própria, Elizabeth procura esperança e acima de tudo, sentido. Este filme é perfeito para a jazz singer Norah Jones, estreia-se em grande ao lado de excelentes actores como Jude Law, Rachel Weisz, Natalie Portman e David Strathairn. Devido a algum mistério óptico por parte de algumas imagens, pela escolha da banda sonora, entre outros elementos cénicos, foi inevitável a comparação ao estilo de Sofia Coppola, obviamente que existem muitas diferenças mas mesmo assim, algumas simultaneidades entre Kar Wai Wong e Sofia Coppola são simplesmente deliciosas, tal como as tartes de mirtilo de “My Blueberry Nights” ou dos bolos recheados com inúmeras cores de “Marie Antoinette”. Um filme interessante, alternativo que possui texturas diferentes e uma correspondência apelativa no ponto de vista do espectador/crítica. 4 estrelas.

O musical da minha vida



O título deste post pode ser um tanto egocêntrico ou talvez exagerado mas a banda sonora de “Rent” invadiu o meu mp3 ao 1 ano atrás, desde então prometi que um dia veria o filme. Felizmente este mês ofereceram-mo e realmente, gostei muito do filme, principalmente porque foge aos padrões de narrativa convencionais de um musical da Broadway, bons exemplos de obras convencionais são possivelmente as peças de Andrew Lloyd Webber, ou talvez outra história parecida com “the Sound of Music”. O que faz com que “Rent” seja diferente é o facto de celebrar o hoje, pela 1ª vez, no ecran e no palco, temos pessoas reais da nossa actual sociedade do século XXI dançando, cantando as duvidas, os problemas, os romances, os sonhos e as esperanças de uma sociedade moderna. Nos bairros de lata de East Village em Nova Iorque, vivem seres humanos aspirantes das artes que sobrevivem à pobreza, à sida enquanto lutam por um bem maior não materialista, o amor. Onde toda uma vida era incerta, esta foi a sociedade que moldou a população americana nos anos 80/90. Num ano, 8 amigos iram descobrir a paixão de uma vida e enfrentar dificuldades de uma felicidade próxima. “Rent” baseia-se no musical de Jonathan Larson, vencedor de um prémio Pulitzer e de um Tony, é um dos espectáculos há mais tempo em cena na Broadway. O elenco conta com Rosario Dawson, Taye Diggs, Wilson Jermaine Heredia, Jesse L. Martin, Idina Menzel, Adam Pascal, Anthony Rapp e Tracie Thoms, realizado por Chris Columbus. Como já perceberam, este é favorito. 5 estrelas.