Hoje





Em breve, escreverei algo sobre esta cerimónia (visto que este ano não a posso gravar.) :S

A amizade num copo de vinho

Antes de sucessos como “Little Miss Sunshine”, “Once” e “Juno”, a Fox Searchlight Pictures apresentava ao público um filme de Alexander Payne (“About Schmidt”), baseado na obra de Rex Pickett. Tudo começa num sábado, em San Diego na Califórnia, conheça Miles, um escritor desesperado, na infelicidade das suas obras serem rejeitadas por todas as editoras. Miles vai buscar Jack, o seu amigo de longa data, para uma viagem de “despedida de solteiro”. Durante 7 dias, dois amigos na casa dos 30 iniciam uma viagem pela prova-de-vinhos da costa central da Califórnia. A acompanhar o trajecto surgem decisões, conclusões, e talvez, uma nova chance para Miles. Com Paul Giamatti, Thomas Haden Church, Virgínia Madsen e Sandra Oh.


As primeiras nomeações a prémios independentes, nomeadamente aos Globos de Ouro, e os primeiros resultados de votações da crítica sobre os melhores filmes estreados nos Estados Unidos em 2004, coincidem, na sua maioria, num título: “Sideways”.
Concluindo, um filme americano cheio de carácter, sentido de humor, caracterizado como uma comédia inteligente sobre os altos e baixos da vida.

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain


A isto eu chamo perfeição. Este foi, até à data, o melhor filme francês que já vi. De Jean-Pierre Jeunet, com Audrey Tautou e Mathieu Kassovitz, Desde os 6 anos de idade, Amélie Poulain, nunca fora invadida por um banquete de amor, conforto, e carinho no seio familiar. Tal como todas as crianças, Amélie começou a recriar o mundo, tornando-o imaginário, bizarro e metafórico. Sonhando constantemente no dia em que atingiria a maioridade para sair da casa dos pais, Amélie, com pouco mais de 23 anos, foi viver para Paris, estando empregue no café Deux Moulins. Mal esta sabia, que dentro de 48 horas o seu destino iria dar uma reviravolta inesquecível. Esta viagem de sensações é contrastada com outra entre gostos e interesses e principalmente o significado da palavra “destino”, do rumo de um simples acaso. Nomeado para 5 Óscares (Cerimónia de 2002). Um filme fabuloso, tal como o próprio título indica. 5 Estrelas.

A ingenuidade de Ellen Page, perfeita

Antes de “30 days of Night”, David Slade não se deixou por apenas satisfazer o pedido. “Hard Candy” conta a história de uma adolescente de 14 anos, Hayley (Ellen Page), que combina um encontro com o seu amigo virtual, Jeff (Patrick Wilson) de 32 anos. Mais tarde, supondo que Jeff é um pedófilo, Hayley irá expô-lo aos seus medos, receios e transtornos. Desafiando a percepção imediata/estereótipo da relação entre um adulto e uma criança, o guionista Brian Nelson elaborou o jogo psicológico entre as duas personagens, invertendo por vezes o papel de predador ao longo do psyco-thriller, algo por vezes, difícil. Contando também com Sandra Oh no elenco, tanto como a produção, realização e argumento, conseguiram fazer um filme referente ao cinema independente, o qual coloca questões a temas controversos. Não responde a perguntas. A alma de “Hard Candy” finca-se numa liberdade criativa dos filmes indie. 4 Estrelas.

Os vencedores dos BAFTA




Melhor Filme: Atonement




Melhor Actor: Daniel Day-Lewis (“There Will Be Blood”)




Melhor Actriz: Marion Cotillard (“La Môme”)


Melhor Actor Secundário: Javier Bardem (“No Country for Old Men”)


Melhor Actriz Secundária: Tilda Swinton (“Michael Clayton”)



Melhor Realizador: Ethan Coen e Joel Coen (“No Country for Old Man)



Melhor Argumento Original: “Juno” (Diablo Cody)



Melhor Argumento Adaptado: “Le Scaphandre et le papillon” (Ronald Hardwood)





Para consultares a lista dos vencedores, clica aqui.

Never Forget. Never Forgive.



Passaram 15 anos desde a falsa acusação de Benjamin Parker, 15 anos de desespero, de injustiça. Agora, Parker irá voltar, sendo reconhecido com outro nome: Sweeney Todd. Um novo homem nasceu. Todd irá vingar-se em todos os que se sentarem na cadeira da sua barbearia, as familiares lâminas de barbear, exaltam o lado doentio das memórias de quem fora Benjamim Parker. Mrs. Lovett irá ajudar Sweeney, retirando proveito do seu negócio em vender empadas. Baseado num dos mais gloriosos espectáculos da Broadway, Stephen Sondheim compôs e contribui para o novo filme de Tim Burton: “Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street”. Catalogado com humor pragmático, característico dos filmes alienados de Burton, o musical sangrento com ritmo perspicaz foi essencial em cada sequência da história, tendo sido brilhantemente sincronizado pelo autor, realizador e os próprios actores. Conta com 3 nomeações para os Óscares… veremos se o homenzinho dourado irá pertencer ao senhor Johnny Depp… espero bem que sim (apesar de não ter visto o desempenho dos outros actores nomeados). 5 estrelas.

Desta não sabia...



Segundo a edição da revista Blitz deste mês, “My Blueberry Nights” (em PT: “Disponível para Amar”), chega a Portugal no dia 1 de Maio (deste ano, claro!). Só espero que esta expectativa valha a pena…

American Gangster


Bastam 3 nomes para referenciar este filme cheio de pinta, já credenciado com inúmeras comparações a sucessos cinematográficos como “Heat” e “The French Conection”: Washington. Crowe. Scott. Baseado em acontecimentos reais, o abuso de drogas fervilhava nos anos 70, desde Queens até New Jersey, a gigantesca metrópole de Nova Iorque contaminava-se de tamanho negócio, quem proporcionava tal tentação era um sujeito desconhecido de nome, Frank Lucas (Denzel Washington). A partir de Bangkok, com o transporte assegurado da mercadoria 100% pura através da base de exércitos do Vietname, faz suscitar a curiosidade de um policia/detective honesto que tenta descobrir a origem de um dos esquemas mais complexos de trafico de drogas, Richie Roberts (Russell Crowe). Contudo, a questão impõe-se: fazes o que esta correcto? Ou fazes jogo sujo?
No início do projecto, já na fase de pré-produçao, estavam já assentes a escolha de Denzel Washington para interpretar brilhantemente o inovador drug dealer Frank Lucas, também responsável homem de família, e Russell Crowe a assumir o papel do polícia exemplar que cumpre o seu dever, tentando findar os traços obscuros do tráfico de droga em Nova Iorque. Aqui temos, nestas duas personagens colossais, a personificação ideal americana para um polícia vs gangsters. O produtor Brian Grazer foi o 1º a suscitar interesse na trama, após ter lido um artigo na New York magazine intitulado: “The Return of Superfly”, comprometeu-se logo a entregar a responsabilidade do guião a Steve Zaillan. Mais tarde, haveria um dia em que Denzel Washington iria falar com o seu companheiro de trabalho Russell Crowe (na altura, as duas estrelas rodavam sci-thriller que não foi reconhecido pelo publico, isto à 13 anos atrás), nesta conversa discutiu-se o facto de cada um dos actores estar interessado no papel oposto, Crowe mostrou um enorme interesse pela personagem de Washington e vice versa.

Por fim, com Ridley Scott assegurado na equipe, durante a rodagem do filme, os actores principais contaram com os heróis reais em si: Frank Lucas e Richie Roberts, nem mais (actualmente são grandes amigos). Já com o peso da idade, foram exaustivas as conversas entre grandes actores e grandes seres humanos, um dos depoimentos de Denzel Washington, após ter descoberto a profundidade da sua personagem, também das impressões com testemunho real, senhor Frank Lucas, foi assim: “In fact it wasn’t a case of him walking around being the tough guy all the time. He laughs a lot, cries a lot, and he’s not a bad guy, he’s just has this violent and unbelievable past. It’s like he said to me: “I was in a dirty business and there was only one way to do it. There wasn’t any room for nice guys.” It’s not like there’s your friendly neighbourhood heroin dealer!”. Um excelente filme sem truques, CGI ou qualquer efeito digital. Puro, duro, cru. Brevemente iremos saber se os rumores de “American Gangster” coincidem ou não com as nomeações dos Óscares. Provavelmente sim. (Actualmente, nomeado para 2 Óscares).