Torn apart by betrayal. Separated by war. Bound by love


Um terrível engano, uma terrível mentira irá abalar as vidas de Cecília e Robbin. Tudo começa em 1935, Londres, no Verão mais quente da década, Briony testemunha uma violação, acusando injustamente o amado da irmã mais velha, a partir daí, a penitência irá afectar os destinos de todos os personagens, desencadeando uma série de acontecimentos indesejados. Baseado no livro de Ian Mcewan, acredito que desde a 1ª página ou desde a 1ª cena do filme, no princípio da história gera-se uma tensão espectacular em torno do som da máquina de escrever (devo dizer, uma banda sonora maravilhosa).


Na complexidade intrigante de “Atonement”, Joe Wright não podia ter feito mais inteligente, sensível e preciso à obra literária, elucidando a ligação entre o pecado e o imaginário no pensamento de Briony ao longo da sua vida, também mostrando um retracto evocativo da 2ª Guerra Mundial. Sempre bonita, Keira Knightley mostra-se irreverente na escolha dos seus papéis, James Mcavoy é uma revelação a todos os níveis (não me importava nada que estivesse nomeado para o Óscar de Melhor Actor).

Para quem quiser ver um bom filme, bem construído, sem interrupções, este é a escolha certa. Não aconselhável a pessoas pouco pacientes ou aéreas a uma estrutura pouco linear (aqueles flashback estão mesmo excelentes). Um must para esta temporada, emocionalmente intenso, um filme que provoca discussão, que sai da sala de cinema na nossa cabeça. Belo. 5 Estrelas. Merece totalmente as 7 nomeações para os Óscares.

O que nunca soube dizer sobre Grey's Anatomy

Grey's Anatomy - Primeira Temporada

Qualificada por muitos como uma combinação dos melhores ingredientes de “ER- Serviço de Urgência” e “Sexo e a Cidade”, “Anatomia de Grey” é, sem margem para dúvidas, um dos marcos actuais da televisão norte-americana. Mas ao oposto de “ER”, o hospital em “Grey’s Anatomy” não passa de um meio para atingir um fim: o desenvolvimento dramático cómico da teia de relações que se estabelece entre médicos, estagiários, pacientes e amigos. Também em oposição a “Sex and the City”, “Anatomia de Grey” conta com incidentes, sonhos e frustrações masculinas, como tão bem prova a divertidíssima personagem de T.R. Knight, George O’Malley, o típico rapaz simpático, ao qual, ao contrário do que este desejava, as raparigas o tomam como um “irmão”.

Com um primeiro ano “curto” (apenas nove episódios), “Anatomia de Grey” explora nesta temporada de estreia a vida de um grupo de novos médicos internos do Hospital de Seattle (entre eles a famosa Meredith Grey, filha de uma lenda da medicina norte-americana). De “paixonetas” por médicos residentes, a conflitos internos e problemas familiares, a “Grey’s Anatomy” nada falta. E tudo polvilhado com um sensível e requintado sentido de humor.

Em cada episódio são tratados vários pacientes, quase numa estrutura de “um por caloiro”, mas em que todos eles, sem excepção, apenas servem para desenvolver o enredo principal relacional com algum tipo de moralidade ou conclusão. Longe do estilo da melhor série médica do momento, “House M.D”, “Anatomia de Grey” é, mesmo assim, refrescante. Refrescante porque cada episódio tem princípio, meio, fim, moral e objectivo. É uma verdadeira delícia assistir à evolução dos sentimentos de cada uma das personagens para com as outras consoante o passar das experiências clínicas.

“Anatomia de Grey” é, em conclusão, uma série inteligente e divertida sobre a vida de um grupo de jovens que lutam para ser médicos e de médicos que lutam para continuarem a ser humanos. E rezam as críticas que a segunda temporada é infinitamente superior a esta primeira. A descortinar, em breve. A ser verdade, será absolutamente fenomenal. Pois é meus amigos, a medicina é que está a dar… as audiências que o digam!

5 estrelas


por Knoxville em cinemanotebook

Heath Ledger


Imagine: John Lennon


Desde a sua casa em Ascot, Inglaterra, a estrela de rock, John Lennon, ascendeu da loucura total dos Beatles para se mostrar como primeiro revolucionário da paz. Com o seu carácter enigmático, baralhava os media, deliciava as fãs frenéticas e enquanto membro dos Beatles, durante 1960 e 1964, a banda britânica conquistou os 4 cantos do mundo, enlouquecido milhares de jovens com o seu estilo e a sua música. Mais tarde, em 1968, começa a sua carreira a solo, escrevendo palavras simples e sábias reflectidas na essência do ser humano. Ao lado da sua cara-metade, Yoko Ono, Lennon realizou os primeiros protestos pela paz (“Give peace a chance”), sendo este incompreendido pela comunicação social. Como actualmente sabemos, John Lennon não era um homem qualquer, era alguém que tinha muito mais para dar/dizer ao mundo. Com o choque do seu assassinato no ano de 1980, Lennon morreu com 40 anos, desde então, sempre ira ser reconhecido como uma lenda. Do seu legado, extraímos a mensagem – “Imagine”.
As duas décadas da vida de John Lennon, foram realizadas e adaptadas pela sua mulher, Yoko Ono, que contribuiu com centenas de vídeos caseiros, e o realizador Andrew Solt, já conhecido pelos seus documentários sobre os anos de glória do rock n’ roll. Acho que não há mais nada a acrescentar… não vale a pena justificar a veracidade deste homem incontornável, inesquecível.

Os nomeados para a 80ª Cerimonia dos Óscares são:


  • Melhor Filme

    “Atonement”: Tim Bevan, Eric Fellner, Paul Webster
    “Juno”: Lianne Halfon, Mason Novick, Russell Smith
    “Michael Clayton”: Sydney Pollack, Jennifer Fox, Kerry Orent
    “No Country for Old Man”: Ethan Coen, Joel Coen, Scott Rudin
    “There will be Blood”: Paul Thomas Anderson, Daniel Lupi, Joanne Sellar


  • Melhor Actor Principal

    George Clooney (“Michael Clayton”)
    Daniel Day-Lewis (“There Will Be Blood”)
    Johnny Depp (“Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street”)
    Tommy Lee Jones (“In the Valley of Elah”)
    Viggo Mortensen (“Eastern Promises”)


  • Melhor Actriz Principal

    Cate Blanchett (“Elizabeth: The Golden Age”)
    Julie Christie (“Away from Her”)
    Marion Cotillard (“La Môme”)
    Laura Linney (“The Savages”)
    Ellen Page (“Juno”)


  • Melhor Actor Secundário

    Casey Affleck (“The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford”)
    Javier Bardem (“No Country for Old Men”)
    Philip Seymour Hoffman (“Charlie Wilson's War”)
    Hal Holbrook (“Into the Wild”)
    Tom Wilkinson (“Michael Clayton”)


  • Melhor Actriz Secundária

    Cate Blanchett (“I'm Not There”)
    Ruby Dee (“American Gangster”)
    Saoirse Ronan (“Atonement”)
    Amy Ryan (“Gone Baby Gone”)
    Tilda Swinton (“Michael Clayton”)




Para veres o resto da lista clica aqui




Os vencedores serão anunciados no dia 24 de Fevereiro. Para mais informações visita o site oficial: oscar.com

Scarface



Desde a inauguração do Porto de Mariel Harbour em Cuba, no Verão de 1980, milhares de barcos encaminharam-se a terras americanas, apedrejado de prisioneiros, imigrantes e refugiados, estes ambicionavam o sonho americano.
No meio deste povo sem destino, Tony Montana e o seu amigo Manny Ribera encontram a riqueza, o poder, aprendendo as estratégias e os riscos de um dos jogos mais lucrativos do mundo – o tráfico de droga. A cada passo, Tony consegue tudo o que sempre sonhou, até mesmo o irracional, contudo a riqueza não lhe chega, Montana deseja mais poder. O delírio e a ganância prejudicam toda a sua vida, sendo relembrado para sempre como “Scarface”. Um remake realizado por Brian De Palma, escrito por Oliver Stone (vencedor de 3 Óscares), a personagem principal interpretada por Al Pacino que levou o papel aos extremos, resultado disso, Tony Montana está na 10ª posição do top 20 da revista Empire dos ofegantes Cocaine Cowboys; não percebo como não obteve nenhuma nomeação para os Óscares e não ganhou nenhum dos 3 Globos de Ouro. Clássico de De Palma, uma das grandes performances de Al Pacino, um dos filmes mais badalados dos anos 80.

65ª edição dos Globos de Ouro - os vencedores

CINEMA

Melhor Filme Dramático: "Atonement"

Melhor Filme - Comédia ou Musical: "Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street"

Melhor actriz dramática: Julie Christie - "Away from her"

Melhor actor dramático: Daniel Day-Lewis - "There Will Be Blood"

Melhor actriz - Comédia ou Musical: Marion Cotillard - "La Vie En Rose"

Melhor Actor - Comédia ou Musical: Johnny Depp - "Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street"

Melhor Actor Secundário: Javier Bardem - "No Country for Old Men"

Melhor Actriz Secundária: Cate Blanchett - "I'm Not There"

Melhor Realizador: Julian Schnabel - "Le Scaphandre et le Papillon"

Melhor Argumento: "No Country for Old Men" - Joel Coen, Ethan Coen

Melhor Filme Estrangeiro: Le Scaphandre et le Papillon (França, EUA)

Melhor Filme de Animação: "Ratatouille"

Melhor canção: "Guaranteed" de Eddie Vedder

Melhor Banda Sonora: "Atonement" de Dario Marianelli



TELEVISÃO

Melhor série dramática: "Mad Men"

Melhor série de comédia: "Extras"

Melhor minissérie ou filme para televisão: "Longford"

Melhor actor em minissérie: Jim Broadbent - "Longford"

Melhor actriz em minissérie: Queen Latifah - "Life Support"

Melhor actor em série cómica: David Duchovny - "Californication"

Melhor actriz em série cómica: Tina Fey - "30`s Rock"

Melhor actor em série dramática: Jon Hamm - "Mad Men"

Melhor actriz em série dramática: Glenn Close - "Damages"

Melhor actor secundário em série ou minisérie: Jeremy Piven - "Entourage"

Melhor actriz secundária em série ou minisérie: Samantha Morton - "Longford"

Ninguém toca piano como Adrien Brody

ou deveria dizer “Ninguém toca piano como Wladyslaw Szpilman”, todavia, confesso que a minha devoção por Brody é grande mesmo. De todos os filmes em que participou, existem poucos como este que o enumeram como um dos melhores actores vivos à face da terra (na minha opinião, em todos os sentidos).
O interesse de filmar “The Pianist” veio da parte de Roman Polanski. Este abrangia inúmeras memórias da velha infância, dos horrores as quais assistiu no período mais negro da história da Europa. Embora o foco da narrativa fosse na obra literária do próprio Szpilman, neste livro optimista e alentador, apesar dos horrores descritos, podemos encontrar detalhes importantes que Polanski seguiu à risca durante as gravações do filme, o seu objectivo era contar uma história com exactidão.



O realizador confirma que a pesquisa para o filme, analisando pormenorizadamente o terror do holocausto, foi árdua a nível a nível psicológico, de tal forma que, também Adrien Brody manifestou que algumas partes do filme eram bastante sensíveis a nível psicológico, logo, o actor esforçou-se ao máximo para interpretar de uma forma mais realista e sóbria.
Por tudo isto, a história do pianista Wladyslaw Szpilman, a vítima que sobrevive graças à sua paixão pela música, graças à sua força de vontade, sobrevive. Pondero esta obra cinematográfica como um pequeno pedaço da maldade humana. Perturbante.

Reagir

Não fui feita para estar parada
Não vou pensar em ti
Não vou ficar aqui
Não choro pelo fim
Não te pertenço
Não me conheces
Vou recomeçar


Cerimónia dos Globo de Ouro cancelada

A cerimónia dos Globos de Ouro, prevista para este domingo, está oficialmente cancelada, informou a organização.
Os actores decidiram solidarizar-se com a luta dos guionistas, cancelando a cerimónia de entrega dos prémios.

A rede de televisão NBC, responsável pela transmissão da gala de entrega dos prémios, vai transmitir, em vez da cerimónia, uma conferência de imprensa onde serão anunciados os vencedores. Esta conferência realizar-se-á no domingo, mais precisamente pelas duas horas da manhã em Portugal.

Jorge Câmara, presidente da organização do evento, afirma: «Estamos muito desapontados porque a nossa tradicional cerimónia de prémios não se realizará este ano e milhões de espectadores em todo o mundo serão privados de ver seus actores preferidos a comemorar as grandes realizações de 2007 em cinema e televisão».

Fonte: Omelete e IOL Cinema


por Sara em emcena.com

Mais que uma vitória


Tal como nos genéricos clássicos da Walt Disney (pelo menos até 2001) que eram mais ou menos assim: A Walt Disney Pictures apresenta uma história de coragem, de lealdade…
Baseado numa história verídica com pouco mais de 30 anos, no estado de Alexandria nos USA, na cidade de Virgínia, uma equipa de futebol americano marcou a diferença ao confiar na alma do próximo em vez do seu aspecto. Estes eram os Titans, chefiados pelo exigente treinador Herman Boone (Denzel Washington) e Bill Yoast (Will Patton).


Boone preparou-os para além do desporto, enquanto a equipa treinava para as competições, não foram só os exercícios que aprenderam… descobriram as mais valiosas lições de vida. Na altura, com a influência deste desporto no meio social, esta filosofia radica todos os pensamentos racistas e xenófobos, ajudando a sociedade a unir-se, a compreender-se. Nos estúdios, os actores contaram com os testemunhos que presenciaram tal fenómeno, o próprio Herman Boone diz-se orgulhoso do seu auto-retrato, que nunca esquecerá esta homenagem, também não é todos os dias que um dos melhores actores do mundo faz o nosso papel… é uma vez na vida.
Remember the Titans” foi produzido pela Jerry Buckheimer Films, a mesma irá financiar “Prince of Persia: Sands of Time” com data prevista para 2009. Um filme arrebatador que concerteza, não será esquecido.

Life is gonna be we wow whee!


Após milhares de horas preenchidas com escola, compras e outras coisas mais, tive tempo para escrever isto. Não me esqueço do prometido, irei tentar mudar este espaço já este fim-de-semana. Cumprimentos a todos os leitores, bom cinema, bons projectos. Espero que este ano seja melhor que o anterior… a regra básica: não desistir.