
Uma história que desde há muito deveria ter sido contada. Não há quem não conheça Che Guevara, “o Che”, como gostamos de o intitular, e que imagens como esta são-nos bastante familiares. Mas antes do mito ascender a nível mundial, houvera uma viagem inesquecível. Alberto Granado e Ernesto Che Guevara em 1952 percorreram o continente da América Latina sem destino. Km a Km, descobriram as múltiplas faces do seu país, da injustiça, da pobreza, numa tentativa de reconstruir a história da sua pátria, estes dois destinos irão tornar-se paralelos, percorrem caminhos semelhantes, contendo o desejo de utopia, de transformar o mundo. Antes de entoar “O povo unido jamais será vencido!”, a raiz de Che Guevara contava com a companhia de Alberto Granado, as suas vidas tinham superado o sonho comum, descobrindo um continente de mota (“La Poderosa”), conhecendo as pessoas que os mudavam por dentro, passando por aventuras fantásticas, sendo a improvisação como única constante que às vezes reservava momentos perigosos, lendo alguma literatura essencial à filosofia do ser humano, este filme galardoado com o Óscar de Melhor Música Original, pertencente à selecção oficial do festival de Cannes de 2004, merece, sem sombra de duvida, 5 estrelas. Walter Sales, o realizador brasileiro, conseguiu na perfeição conduzir uma linha narrativa histórica, quase fantástica, encabeçando os actores Gael Garcia Bernal, Rodrigo De La Serna e Mia Maestro de uma forma bela. “Diarios de Motoclicleta”, o seu título original, relembrará para sempre uma aventura bem real e uma das maiores “construções” do herói político comunista do séc. XX – Che Guevara. Emblemático, essencial. 5 estrelas.
2 comentários:
Interpretações excepcionais, que só por si, justificariam o filme.
Mas este também é excelente.
O filme de Walter Salles é uma verdadeira pedrada no charco, uma obra sempre a rever.
Abraço cinéfilo
Paula e Rui Lima
Enviar um comentário