Torn apart by betrayal. Separated by war. Bound by love


Um terrível engano, uma terrível mentira irá abalar as vidas de Cecília e Robbin. Tudo começa em 1935, Londres, no Verão mais quente da década, Briony testemunha uma violação, acusando injustamente o amado da irmã mais velha, a partir daí, a penitência irá afectar os destinos de todos os personagens, desencadeando uma série de acontecimentos indesejados. Baseado no livro de Ian Mcewan, acredito que desde a 1ª página ou desde a 1ª cena do filme, no princípio da história gera-se uma tensão espectacular em torno do som da máquina de escrever (devo dizer, uma banda sonora maravilhosa).


Na complexidade intrigante de “Atonement”, Joe Wright não podia ter feito mais inteligente, sensível e preciso à obra literária, elucidando a ligação entre o pecado e o imaginário no pensamento de Briony ao longo da sua vida, também mostrando um retracto evocativo da 2ª Guerra Mundial. Sempre bonita, Keira Knightley mostra-se irreverente na escolha dos seus papéis, James Mcavoy é uma revelação a todos os níveis (não me importava nada que estivesse nomeado para o Óscar de Melhor Actor).

Para quem quiser ver um bom filme, bem construído, sem interrupções, este é a escolha certa. Não aconselhável a pessoas pouco pacientes ou aéreas a uma estrutura pouco linear (aqueles flashback estão mesmo excelentes). Um must para esta temporada, emocionalmente intenso, um filme que provoca discussão, que sai da sala de cinema na nossa cabeça. Belo. 5 Estrelas. Merece totalmente as 7 nomeações para os Óscares.
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