Make your Wish*

Despeço-me ansiosamente de 2007, através de uma viagem anual, a que chamo: Férias de Natal; Este ano não há nenhuma diferença, com a excepção de uma grande possibilidade de beber champanhe em boa companhia no Algarve, ao som das 12 badaladas. Quanto a este espaço, deixo os posters das próximas estreias ali ao lado, e em Janeiro irei renovar o design, digamos, mudar um bocadinho a imagem do take 4. Do ponto de vista pessoal, penso assim... mas por outro lado o que era mesmo natalício (para não dizer milagroso) era isto:



ou talvez isto:



Merry Christmas and a Happy New Year!

The Piano

Trata-se de um projecto acarinhado por Jane Campion, que neste caso, realizou e escreveu a história de Ada, uma mulher muda, que aceita viver com o marido nos confins de uma floresta levando a sua pequena filha, Flora. Todas as suas mobílias são transportadas para a nova casa, com excepção do seu piano. Mais tarde, Ada irá fazer um acordo com o vizinho analfabeto que lhe promete devolver o piano tecla a tecla, se esta concretizar as suas fantasias…
Por arrasto, a prestação de Holly Hunter com os seus gestos e as suas expressões faciais, valeram-lhe o Óscar de Melhor Actriz na cerimónia de 1994, Whoopi Goldenberg era a anfitriã dessa noite. Seguiu-se o Óscar de Melhor Actriz Secundária para a então jovem Anna Paquin, com 11 anos, agora com 26. Para completar, o ultimo Óscar atribuído a esta obra foi o de Melhor Argumento Original. É um drama majestoso o que se inventa ali, tão ou mais comovente como o som do piano (referência à banda sonora composta por Michael Nyman). O melhor: a dupla mãe e filha, e claro, as melodias de cada sequência. O pior: nada.

Como não escrevo muito sobre livros…



…não significa que não os leia, simplesmente não sei recomendar obras como “O Memorial do Convento” de José Saramago. Mas para além deste romance requisitado pelo Ministério da Educação a todos os estudantes do 12º, uma obra fresquinha (edição de Novembro deste ano), oferecida a um parente, faz as delicias durante qualquer parte do dia, estas são crónicas escritas por Ricardo Araújo Pereira em “Boca do Inferno” e para além destas páginas vasculho pela 2ª vez o livro de Mário Augusto – “Mais Bastidores de Hollywood” e por fim, leio constantemente “Como o Cinema era Belo” de João Bérard da Costa (com edição gráfica da querida coordenadora de todos nós, Rita Azevedo). Mas com o aproximar da época natalícia espero ainda receber “O Diabo veste Prada” de Lauren Weisberger, o porquê da escolha deste livro remete-se principalmente ao filme e também ao espaço em que a história se desenrola – NY. Se voltar a escrever alguma rubrica sobre os artigos vendidos na Bertrand não será milagre...

place your bets

Com a corrida aos Globos de Ouro, já no dia 13 de Janeiro, começam as suposições dos nomeados para os Óscares de 2008. Aqui fica a lista.

Shakespeare in Love




Acima de tudo e todos, poesia. Haverá amor tão poderoso como o de Romeu e Julieta?
No clássico da Miramax Pictures que arrecadou 7 Óscares da Academia (1999 - Melhor Actriz, Melhor Actriz Secundária, Melhor Filme, Melhor Direcção Artística, Melhor Guarda Roupa, Melhor Banda Sonora e Melhor Argumento. Também sendo nomeado nas categorias de Melhor Actor Secundário, Melhor Realizador, Melhor Montagem, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Caracterização).
Uns precisão de uma peça, outros tentam escrevê-la mas ao que parece William Shakespeare (Joseph Fiennes) perdeu o seu dom precioso literário, está bloqueado por tanta monotonia na sua vida, desesperado, tenta a todo o custo encontrar uma fonte de inspiração. Eis que Lady Viola (Gwyneth Paltrow) apaixona-se perdidamente por Will, pelo maior poeta de todos os tempos, o laço que os une é mais do que atracção, mais vertiginoso do que alguma vez imaginaram… tão arriscado como os próprios sonetos de Shakespeare, as palavras flutuam sobre a cabeça do génio, escreve diálogos envolventes numa série de páginas intermináveis para a sua nova obra, a peça de teatro “Romeu e Julieta”. Reinventar Shakespeare como herói romântico coube aos dois argumentistas Marc Norman e Tom Stoppard escrever diálogos tão cativantes que fossem credíveis, estilo ano de 1593:

William Shakespeare: Can you love a fool?
Viola De Lesseps: Can you love a player?


-
Viola De Lesseps: This is not life, Will. It is a stolen season.

Tambem para contribuir ao romance, Stephen Warbeck compôs um brilahnte tema para o filme, fundindo o amor, teatro e poesia, tal como John Madden (Mrs Brown) idealizava, este realizador fez um excelente trabalho, deu vida eterna à maior história de amor de todos os tempos.

Shout it out


I'm still confuse but i don't know why.
you tore up my heart as a page from a book... but to you, i'm still the same, right?!
...I guess that I'm a good actress... (If you know what I mean)...

Survival is ruthless.


A história gloriosa de um herói – Beowulf; adaptando o modelo clássico da narrativa sobre os heróis da “geração” de Ulisses, a aventura começa com o desafio de matar um demónio que aterroriza os aldeãos de uma pequena povoação, após ter morto o monstro, a mãe da besta (Angelina Jolie) irá provocar Beowulf (Ray Winstone), enfraquecendo-o, será que o nosso herói conseguirá sobreviver a tamanhos tormentos, por tudo isto, este novo trabalho, realizado por Robert Zemeckis em quase 4 anos (desde “Polar Express”) tem visionamento obrigatório em 3 dimensões. “Pure Entertainment”.

a Actriz das Actrizes


uma das minhas senhoras favoritas. Ídolo.

The Golden Compass

Agora compreendo o investimento e tamanha propaganda (como esta) pela New Line Cinema; o conceito nem se questiona, a história muito menos, quanto à estreia de Dakota Blue Richards, não podia ser melhor. De facto, a obra de Philip Pullman reserva-nos outras dimensões para lá dos nossos sonhos, cada mundo funciona conforme a sua racionalidade lógica focando a sua complexidade, além disso, cada personagem capta-nos o interesse, ficamos a conhecê-la à medida que a aventura se desenrola a um ritmo frenético, simultaneamente desvendando os elementos cruciais da saga, no entanto, os famosos CG conseguem criar paisagens de luz ténue bastante motivantes, porém apenas satisfatórios, refiro-me às extensões dos humanos – "deamons" (para ser mais concreta, o macaquinho de Mrs. Coulter). Kidman e Craig representam o engenho de camuflagem da interpretação, tanto um como outro, assentam os papéis brilhantemente, o realizador, pouco usual em grandes empreendimentos cinematográficos, Chris Weitz (um dos realizadores de “About a boy”), adaptou o livro de Pullman, transformando-o num guião, espero que continue para a segunda parte. Uma vez que esta história está dividida em 3 épicos, o destino inquietante da corajosa Lyra Belacqua ainda agora começou…

The real world and the animated world collide


Da magia mais encantadora de toda a História, nunca houve um conto tão maravilhoso como “Enchanted”. Claro que os clássicos mantêm-se para sempre na memória dos mais novos, para aqueles esquecidos ou talvez os pequenos curiosos, o novo filme de Kevin Lima encontra o elemento chave dos filmes Disney, sem restrições. Com príncipes, bruxas, castelos, animaizinhos encantados e muitas piadas engraçadas, é impossível fitar este filme com mau humor. A credulidade das personagens é proporcional, face aos acontecimentos repletos de carisma honradamente “Disney”. Perfeito em todos os sentidos.

os estudos que fazem reflectir

"(...)
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar..."


Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"