até setembro

Tenho um avião para Palma de Maiorca e depois um mês inteiro no Algarve. Deixo-vos o post abaixo com as próximas estreias no mês de Agosto (e secalhar não só). Como não tenho jeito para despedidas, lenços, entre outras coisas choramingas...

Bom Cinema
Boas Férias



O que ainda está para vir

The Simpsons Movie



The Hoax



Disturbia



Surf's Up



Jindabyne



Vitus



Vacancy



The Host



Evan Almighty



Civic Duty



Blind Dating



Mysterious Skin



Ratatouille



Mr. Brooks



License to Wed



Sicko



The Bourne Ultimatum



Knocked Up

Hoje na rtp1


Um dos melhores filmes de Gus Van Sant: "To Die For", com Nicole Kidman, Matt Dillon, Joaquin Phoenix e Kurtwood Smith.

"Como o Cinema era belo"

Esta é uma de muitas frases ditas a respeito da obra cinematográfica inesquecível de Giuseppe Tornatore, galardoada com o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro na cerimónia de 1990. Nesta homenagem ao cinema “Nuovo Cinema Paradiso” é um clássico intemporal, que recebeu a maior ovação de sempre no festival de Cannes. Isto acompanhado pelo feitiço da música do senhor Ennio Morricone. Para ver e rever, sem excepções.


If they lived in the same century they'd be perfect for each other

Esta é outra comédia romântica mas das poucas que conta contos de fadas. Graças a um inesperado acidente sobrenatural Leopold (Hugh Jackman), o solteirão mais cobiçado na sociedade nova iorquina do séc.XIX, é lançado para a Nova Iorque dos nossos dias. Durante uma semana as descobertas de Leopold, vão ser imensas incluindo o encontro da mulher da sua vida Kate Mckay (Meg Ryan), uma executiva que tem apenas o sucesso como foco na sua vida. A paixão entre ambos irá ser um desafio nas suas crenças.


Este foi o 1º passo de James Mangold antes de realizar “Walk the Line”. Quanto à escolha dos actores, Meg Ryan teve sempre o perfile de nova iorquina atarefada que sobrevive com starbucks coffee, por isso o papel assenta-lhe que nem uma luva. O mesmo se aplica a Hugh Jackman que surpreende em diversificados papéis, tendo nós espectadores, perpetuado a imagem de Wolverine; mesmo assim a postura de duque ou de qualquer outra personagem do século XIX ajusta-se perfeitamente. Já os actores secundários deixam muito a desejar. "Kate & Leopold" é uma comédia romântica... com pouco sal.

Finalmente...





Depois de longos meses de espera, finalmente "Alpha Dog" chega a Portugal, e para completar uma grande estreia de quinta-feira, o blockbuster de Tarantino invade as salas portuguesas; vamos lá ver o que sairá daqui.

The Rebellion Begins

Este é a sério; fazendo um breve flashback (deixo a review de uma saga que marcou (felizmente) a geração de 1990 (e imediações) para mais tarde), tanto o 1º ("Harry Potter and the Sorcerer's Stone") como o 2º ("Harry Potter and the Chamber of Secrets") são uma divertida introdução, já na terceira aventura ("Harry Potter and the Prisoner of Azkaban") Cuarón começa a acelerar o ritmo, criando uma magia em estado bruto. A 4ª parte ("Harry Potter and the Goblet of Fire") fica encarregue de Mike Newell que desperta o espírito aventureiro dos jovens feiticeiros e introduz o aviso de que tudo irá mudar.
Pois eis a verdade, apesar do espectador notar na mudança do narrador (e não só), este filme é melhor que o previsto. Para quem acompanha o imaginário fantástico de J.K. Rowling, pois continue (quer seja pela Literatura ou pelo Cinema).
A acrescentar sobre “Harry Potter and the Order of the Phoenix”, Harry começa a questionar a sua própria lucidez, fica amedrontado com os seus pesadelos, confuso com a desconfiança dos seus colegas, distancia-se dos seus amigos… mas o protagonista terá de compreender o velho ditado: a união faz a força. Sendo assim, apoiando-se nos que mais ama, cria um género de "clube" secreto intitulando-o como “Dumbledore’s Army” onde Potter irá ensinar o que melhor sabe. Isto tudo contra a vontade da severa professora Umbridge. Harry Potter terá de provar que Voldemort está volta. E isto é apenas o começo da rebelião que se prolongará até 2010.
Por fim, 3 pontos a acrescentar, o duelo entre Voldermort e Dumbledore está um estrondo em efeitos visuais mas destaco sobretudo a edição de som; Evanna Lynch interpreta a nova aluna de Hogwarts Luna Lovegood, uma outsider bondosa (por amor de deus, não julguem a 1ª interpretação de uma jovem actriz… vamos ver no que dá…); por ultimo deixo que a excelente composição de Nicholas Hooper fale por si:

será preciso título ?

Não! Só quero a liberdade!
Amor, glória, dinheiro são prisões.
Bonitas salas? Bons estofos? Tapetes moles?
Ah, mas deixem-me sair para ir ter comigo.
Quero respirar o ar sozinho.
Não tenho pulsações em conjunto,
Não sinto em sociedade por quotas,
Não sou senão eu, não nasci senão quem sou, estou cheio de mim.
Onde quero dormir? No quintal…
Nada de paredes – ser o grande entendimento –
Eu e o universo,
(…)

Não quero! Dêem-me a liberdade!
Quero ser igual a mim mesmo.
Não me capem com ideais!
Não me vistam as camisas-de-forças das maneiras!
Não me façam elogiável ou inteligível!
Não me matem em vida!
(…)


- Fernando Pessoa

Volver


3 gerações de mulheres sobrevivem à loucura e à superstição através do companheirismo entre ambas numa Espanha real. E para intensificar a bondade destas mulheres temos Pedro Almodóvar como escritor e realizador. Devo dizer que tanto “Volver” como “Hable com ella” são ambos perturbadores. Não pelo drama ou outros pontos concretos mas pelo desenrolar da história sóbria. A forma como Almodóvar emprega a língua espanhola para ditar os dramas do quotidiano. Curiosamente, este “Volver” mostra a cultura da morte, o modo de como os mortos continuam a estar presentes na rica humanidade dos rituais dos vivos fazendo com que nunca sejam esquecidos.


Estas mulheres de carne e osso (visto que Almodóvar é mundialmente reconhecido por ser dos poucos que não mancha a beleza feminina), Raimunda (Penélope Cruz) é casada e tem uma filha adolescente Paula (Yohana Cobo). Sole (Lola Duenãs) é a sua irmã que trabalha como cabeleireira. Irene (Carmen Maura) é mãe de ambas que morreu num incêndio com o marido. Visto isto como o princípio de uma fita de Almodóvar até podemos considerar que em certas cenas a emoção é tão genuína e intensa que consegue provocar algumas situações hilariantes. “Volver” é com toda a certeza, um drama cru com marca espanhola.

Os contos policiais de Woody Allen





Comédia, mistério e crime. Estes são os 3 ingredientes base de Scoop e Manhattan Murder Mystery (provavelmente também são os mesmos utilizados noutros policiais de Allen). Mas regra geral, este realizador/argumentista não tem etiqueta que se lhe pegue. Sábio, culto, outsider de todos os géneros jamais adaptados, Woody Allen tem a capacidade de “dar um pouco de ar fresco” ao cinema americano. Tanto como em Scoop ou em Mahattan Murder Mystery a excentricidade do seu humor destaca-se de todos os filmes juntamente com a usual irreverência. Para quem vê os seus filmes, seguramente confirma que há sua maneira este senhor tem a sua própria marca, intocável por qualquer media reles.


Se já viram estes ou preferem algo dedicado ao coração, experimentem Match Point, Annie Hall ou Hollywood Ending. Os 3 ingredientes básicos continuam mas em vez de usar-mos a lógica como piloto, utiliza-mos o romance como escape das loucuras deste mundo.

Nirvana, versão Bart Simpson


Load up on guns and bring your friends
it's fun to lose and to pretend
She's over bored and self assured
oh, no, I know a dirty word

(chorus)
hello ,hello,hello,how low
hello,hello, hello,how low
hello,hello,hello,how low
hello,hello,hello.....

with the light out it's less dangerous
here, we are now, entertain us
I feel stupid and contagious
here, we are now, entertain us
A mulatto, An albino, A mosquito
My libido
Yeh!
Yay......Yay!

I'm worse at what I do best
And for this gift i feel blessed
Our little group has always been
And always will until the end

(chorus)

And I forget just why I taste
Oh yeah, I guess it makes me smile
I found it hard it's hard to find
Oh well, whatever, nevermind

(chorus)
hello ,hello,hello,how low?
hello,hello, hello,how low?
hello,hello,hello,how low?
hello,hello,hello.....

with the light out it's less dangerous
here, we are now, entertain us
I feel stupid and contagious
here, we are now, entertain us
A mulatto, An albino, A mosquito
My libido
A denial (9x)

Juntar o útil ao agradável

Nomeado para o Oscar de melhor argumento. Este Gangster Film com a assinatura do realizador de "Four Weddings and a Funeral" o senhor Mike Newell, e uma dupla cinematograficamente única: Johnny Depp e Al Pacino. Será preciso dar + sugestões ?


Sizwe Banzi Morreu

De que falamos quando só temos medo e já não sabemos quem somos? Esta parece ser a questão que os sul-africanos Athol Fugard, John Kani e Winston Ntshona pretenderam debater em Sizwe Banzi is dead, peça que chega a esta vigésima quarta edição do Festival Internacional de Teatro de Almada, dirigida pelo célebre encenador e realizador cinematográfico britânico Peter Brook (Londres, 1925). As circunstâncias que rodearam a sua escrita e estreia, em 1972, são, por si só, suficientemente indicativas do programa ético-político que a enformou.






A minha opinião trivial junta-se às de milhões de espectadores: brilhante!



"Devemos compreender uma coisa. Só nos temos a nós mesmos - este Mundo, com as suas leis, não nos dá mais nada. Não deixaremos nada para trás quando morrermos: nada para além da nossa memória."

"a estupidez humana é grande e a maldade não é menor" - Fernando Pessoa

Green Day - Working Class Hero

Way Out



I’m searching constantly for a way out
Out of trouble
Out of nightmares
Out of the dark

I think I’m searching for the light, for you
For a great adventure
For destiny

O herói promissor

Depois de alguma desilusão com “The Island”, Michael Bay está de volta rodeado de gadgets e robots supersónicos. Já com rumores de “Transformers 2”, este 1º satisfaz a audiência com efeitos visuais acrobáticos bastante complexos e uma vasta gama de cenas de acção colossais. O protagonista Shia LaBeouf já tem a vida garantida, vamos poder revê-lo em “Disturbia”, no filme de animação da Sony Pictures “Surf’s Up” e para o ano nas aventuras de Indiana Jones. Quanto ao realizador Michael Bay, irá realizar “Prince of Persia: Sands of Time” para 2009. Quanto a estas máquinas, quem quiser 145 min. de acção, engenhocas e entretenimento, não ficará desapontado.

Pulp Fiction, a masterpiece de Quentin Tarantino



Antes de mais, acredito que não existe maneira honesta de descrever tamanho estrondo cinematográfico. Considerado um êxito-supresa tanto pela crítica, como pelo público, “Pulp Fiction” é eleito como o filme que redefiniu todo o cinema no século 20.



Tendo ascendendo rapidamente à fama, o sucesso de Quentin Tarantino deve-se à particularidade de encontrar a combinação de fama e êxito na sua primeira longa-metragem (tal como Spike Lee e Woody Allen). Até à data de 1994, tinha apenas realizado dois filmes, dos quais “Reservoir Dogs” que foi descoberto em Sundance, revolucionando as histórias convencionais de gangsters também aplaudido em Cannes; mais tarde, lançado “Pulp Fiction” à audiência, recebeu o grande prémio do festival de Cannes, a Palma de Ouro, sendo nomeado para sete categorias dos Óscares da Academia (Melhor Filme, Melhor Actor – John Travolta, Melhor Actor Secundário – Samuel L. Jackson, Melhor Actriz Secundária – Uma Thurman, Melhor Argumento – Quentin Tarantino e Roger Avery e Melhor Montagem – Sally Menke), tendo arrecadado o Óscar de Melhor Argumento Original (cerimónia de 1995). Tarantino sabe contar boas histórias, o testemunho da sua narrativa cativante é o modo de como faz os seus filmes que em termos visuais e emotivos são abruptos. Se tivermos de explicar o fenómeno, deparamo-nos com um realizador a tentar uma nova concepção de genre, a substância do seu trabalho baseia-se na criatividade e na reinvenção de cenas clássicas pertencentes a magníficos filmes derivados dos anos 70, 80…


A aceitação do filme por parte do público deve-se a inúmeras motivações mas parte da aceitação generalizada deve-se ao facto de ter sido classificado como “excessivamente” violento (este “excesso” de violência faz-nos recordar outros filmes igualmente revolucionários classificados que ainda são clássicos: “Psycho” (1960) de Alfred Hithcock, “Bonnie and Clyde” (1967) de Arther Penn, etc.) Este elemento consegue criar um certo ambiente em todas as cenas, como se fosse uma personagem, já que a curiosidade da noite da estreia foi o facto do filme ter sido interrompido durante de 20 minutos devido a um convidado que desmaiou na cena em que Travolta espeta a agulha no peito de Uma Thurman. O que Quentin Tarantino achou deste percalço? -“It Works!”


A expectativa de toda história que resumidamente está dividida em 3 partes e cada uma com um personagem principal, (Vincent, Butch e Jules), não segue uma narrativa linear mas sim, os diálogos das personagens; a forma de como a violência sangrenta complementa o diálogo do quotidiano entre dois assassinos é única sendo considerada, por vezes, um paradigma do próprio filme; Tal como Uma Thurman referenciou: - “É uma espécie de textura das relações humanas, no contexto desses acontecimentos excepcionais.” O entrelaçamento das três histórias que incluem flashbacks dão a oportunidade ao público de usar a cabeça, visto que Tarantino afirma usar fórmulas antigas de narração deixando-as tomarem o seu curso livremente, de propósito. Como já puderam perceber, Tarantino está acima das designações, a sua escrita é tanto inovadora como agressiva, ousada, até ameaçadora ao mesmo tempo.


O seu produtor, Lawrence Bender, descreve-o como sendo um cineasta muito responsável, diz que é extraordinário. Disso não temos dúvidas, em cerca de 8 anos conseguiu alcançar um currículo invejável e um enorme respeito pela sua paixão cinematográfica. Considero-o como um dos melhores cineastas de sempre (para o comprovar vejam reportagens mais antigas, no principio da sua carreira). Mal ele sabia que depois de “Pulp Fiction” iria realizar "Kill Bill Vol. 1", "Kill Bill Vol. 2", realizar 2 episódios de "CSI Las Vegas" entre outros feitos.





No seu filme para “descomprimir” temos em cartaz John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Harvey Keitel, Tim Roth, Amanda Plummer, Maria de Medeiros, Ving Rhames, Eric Stolzs, Rosanna Arquette, Christopher Walken e Bruce Willis.


Só vos digo uma coisa: este não é um filme qualquer.