The Golden Compass

Agora compreendo o investimento e tamanha propaganda (como esta) pela New Line Cinema; o conceito nem se questiona, a história muito menos, quanto à estreia de Dakota Blue Richards, não podia ser melhor. De facto, a obra de Philip Pullman reserva-nos outras dimensões para lá dos nossos sonhos, cada mundo funciona conforme a sua racionalidade lógica focando a sua complexidade, além disso, cada personagem capta-nos o interesse, ficamos a conhecê-la à medida que a aventura se desenrola a um ritmo frenético, simultaneamente desvendando os elementos cruciais da saga, no entanto, os famosos CG conseguem criar paisagens de luz ténue bastante motivantes, porém apenas satisfatórios, refiro-me às extensões dos humanos – "deamons" (para ser mais concreta, o macaquinho de Mrs. Coulter). Kidman e Craig representam o engenho de camuflagem da interpretação, tanto um como outro, assentam os papéis brilhantemente, o realizador, pouco usual em grandes empreendimentos cinematográficos, Chris Weitz (um dos realizadores de “About a boy”), adaptou o livro de Pullman, transformando-o num guião, espero que continue para a segunda parte. Uma vez que esta história está dividida em 3 épicos, o destino inquietante da corajosa Lyra Belacqua ainda agora começou…

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