O retrato de Stephen Frears e Peter Morgan


Quem diria que Stephen Frears se atreveria a relatar a 1ª semana de Setembro de 1997 pelos olhos da rainha mais mediática da Europa, e Peter Morgan escreveria a confusão que abordou o povo e a monarquia de surpresa… para quem não deve ter sido fácil o desempenho foi para Helen Mirren que acabou por ganhar o Óscar de Melhor Actriz graças ao papel de uma rainha com 50 anos ao poder, que cresceu nos tempos da guerra, tendo nas suas características do carácter a frieza que tanto o filme demonstra. Tal como o 1º ministro Tony Blair ser o “pai da monarquia” (ou o modernizado). Não tenho jeito ou argumentos para criticar a família real inglesa (ou qualquer uma), mas imagino que como espectador, o filme mostra exactamente a vida dentro do Palácio de Buckingham… até à tragedia da morte da princesa Diana (que Tony Blair a catalogou como princesa do povo), todos nós sabíamos que a relação entre a princesa e a rainha era um tanto amarga, mas quem atreverá a questionar se os actos da rainha foram prejudiciais para a monarquia?! Para sobreviver, sua majestade de uma nação, com experiência de vida de 71 anos terá de reconhecer uma nova mudança olhando em frente para o séc. XXI, com ou sem a imagem assombrada de Diana. Uma coisa é certa “The Queen” é um retrato histórico que dá que pensar; como já dizia William Skakespeare em Henrique IV – Parte 2: “Uneasy lies the head that wears a crown”.

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