Hairspray, o musical cor-de-rosa

Moldar o estilo e a cor dos anos 60 não é tarefa fácil, principalmente quando readaptamos um guião (de 1988) do famoso musical da broadway: “Hairspray”. Tarefa essa que coube a Adam Shankman dirigir um elenco de estrelas de Hollywood e um orçamento de milhões de dólares no ponderado musical deste verão (pelo menos para os USA). Os slogans dão nos a entender que este não é um popcorn-movie americano, por entre os passos e sons, um ritmo contagiante faz com que a festa se instale – a confirmação de uma das citações: “You Can't Stop The Beat...July 2007”. Dentro do beat energético, a revolução racial dos anos 60 trouxe pretexto aos novos costumes e mentalidades mais abertas, graças ao feitio comunista de Tracy, uma adolescente que sonha participar no programa de Corny Collins (James Marsden), “The Corny Collins Show” mas a sorte incumbe-se nas suas decisões morais, familiares e afectivas. Já a cena final (com um especial tributo a Tina Turner), tira as dúvidas do elenco, desde a primeira à última estrela do cartaz cada um tem o seu destaque memorável. Um remake do musical da nova era.

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