Volver


3 gerações de mulheres sobrevivem à loucura e à superstição através do companheirismo entre ambas numa Espanha real. E para intensificar a bondade destas mulheres temos Pedro Almodóvar como escritor e realizador. Devo dizer que tanto “Volver” como “Hable com ella” são ambos perturbadores. Não pelo drama ou outros pontos concretos mas pelo desenrolar da história sóbria. A forma como Almodóvar emprega a língua espanhola para ditar os dramas do quotidiano. Curiosamente, este “Volver” mostra a cultura da morte, o modo de como os mortos continuam a estar presentes na rica humanidade dos rituais dos vivos fazendo com que nunca sejam esquecidos.


Estas mulheres de carne e osso (visto que Almodóvar é mundialmente reconhecido por ser dos poucos que não mancha a beleza feminina), Raimunda (Penélope Cruz) é casada e tem uma filha adolescente Paula (Yohana Cobo). Sole (Lola Duenãs) é a sua irmã que trabalha como cabeleireira. Irene (Carmen Maura) é mãe de ambas que morreu num incêndio com o marido. Visto isto como o princípio de uma fita de Almodóvar até podemos considerar que em certas cenas a emoção é tão genuína e intensa que consegue provocar algumas situações hilariantes. “Volver” é com toda a certeza, um drama cru com marca espanhola.

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