Lost in Translation

“…Indiscretamente belo.” – Kathleen Gomes, Y




Descrevê-lo? Impossível. Pessoalmente, nunca me identifiquei com este estilo cinematográfico mas este aqui tornou-se o meu filme favorito (ou pelo menos um deles… mas quando perguntam favoritismo, este costuma achar-se na ponta da língua).
Bob Harris (Bill Murray) e Charlotte (Scarlett Johanson) são dois americanos em Tóquio. Bob é uma estrela de cinema que está na cidade para gravar um anúncio de whisky, enquanto Charlotte é uma jovem que anda a reboque do marido, um fotógrafo viciado em trabalho (Giovanni Ribisi). Incapazes de dormir, os caminhos de Bob e Charlotte cruzam-se, uma noite, no luxuoso bar do hotel. Este encontro, patrocinado pelo acaso torna-se, rapidamente numa surpreendente amizade. Charlotte e Bob aventuram-se por Tóquio, tendo por vezes encontros hilariantes com os seus habitantes para, finalmente, descobrirem uma nova crença nas possibilidades da vida. (Retirei este resumo do DVD pela simples razão de não conseguir descrever filme tão belo). Sofia Coppola escreveu e tomou posse do lugar de realizador neste filme (tal como em Marie Antoinette, com a diferença de ser baseado na obra de Antónia Frasier), “Lost in Translation” relata tudo o que pode-mos sentir se estamos perdidos e procuramos por algo ou alguém incessantemente. Na estadia de Bob Harris com data marcada, este encontra-se longe da família, vivendo no mundo privilegiado das estrelas sendo constantemente o centro das atenções, mesmo com a agenda cheia, Bob sente um vazio, sente-se incompreendido. Charlotte é mulher de um fotógrafo viciado em trabalho e ao contrário de Bob, Charlotte não sabe o que quer estando no hotel por mero acaso. Indiferente a relações fúteis, procurando algo mais, Charlotte sente-se sozinha e principalmente incompreendida. Este encontro que irá prolongar-se por muitos, é uma obra magnífica e inconsciente pela própria ironia do destino.
Diga-mos que, este é daqueles filmes que quando acabam, pensamos: “Não me importava nada que isto acontecesse comigo.”; E só mais tarde, apercebemo-nos por um feliz acaso que todos queremos ser encontrados.

Vencedor do Óscar da Academia de Melhor Argumento Original e nomeado para mais 3 categorias – Melhor Actor, Melhor Realizador e Melhor Fotografia; Ao todo, arrecadou 67 prémios e 50 nomeações; Para um filme de low budget foi um sucesso estrondoso e da parte de Coppola espero que o continue a ser (como se veio a confirmar com Marie Antoinette). Apesar de ter algo mais a dizer, deixo a vosso cargo visionarem este filme único, 5 estrelas. Aqui fica o trailer e um sneak peek:

..

Enviar um comentário