64th Annual Golden Globe Awards

No caminho para os Óscares, temos pelo meio, os Globos de Ouro. Visto que foi tudo dividido em categorias existe muita coisa importante para escrever… e como eu não sei escrever melhor que este senhor… aqui fica registada a sua opinião (parte dos golden globes ;) ) :

Tudo divididinho, nada de monopólios vencedores. Assim é que é bonito. Como sabem, eu pessoalmente não daria um globo a Babel, sobretudo estando ele a concorrer com o The Departed (os restantes não vi; ainda não vi o The Queen, o que é vergonhoso, sendo eu fã do Stephen Frears).

Pelo que sei, o globo da Helen Mirren é merecidíssimo e o Forest Whittaker parece que também faz um grande papel no The Last King of Scotland.

Custa-me a crer que o Dreamgirls seja melhor que o Little Miss Sunshine, mas isso parece-me que é aquele disparate de juntarem musicais e comédias na mesma categoria (talvez estivesse na altura de reverem isso, digo eu).

A Meryl Streep merece sempre galardões, porque faz milagres de interpretação mesmo em filmes mais fracos (estou agora a pensar não no The Devil Wears Prada, que não vi, mas no Prime, onde ela consegue elevar um filme mediano com uma performance maravilhosa).

O Sacha Baron Cohen mereceu inteiramente o prémio pelo seu Borat. Sim, havia excelentes actores de comédia a competir com ele, mas a frescura, o detalhe e o par de testículos requerido para fazer aquele filme merecem a homenagem.

Como não vi o Dreamgirls, não sei se o Eddie Murphy irá melhor que o Jack Nicholson no The Departed, mas sei que o Eddie Murphy é um dos grandes actores de comédia que eles lá têm, que nos últimos anos tem desperdiçado o seu talento em péssimos filmes (o último bom filme dele creio que terá sido o excelente Bowfinger, ao lado de Steve Martin, outro grande comediante a precisar de um melhor agente, embora Shopgirl tenha sido um mimo).

Nas animações, percebo porque é que o Cars ganhou (tecnicamente é belíssimo), embora os argumentos de Happy Feet e, sobretudo, de Monster House me tenham enchido mais as medidas.

Nos filmes de “foreign language” é giro ver lá dois filmes americanos. Mas sim, são, de facto, numa língua estrangeira. Estou muito curioso para ver o Letters From Iwo Jima. Cheira-me a grande filme.

No que toca à TV… Ora bom, eu vi muito pouco do Grey’s Anatomy. Parece-me uma série simpática, mas qualquer uma das outras - e conheço-as todas - parece-me superior. A quinta temporada de 24 é particularmente triunfal. Mas enfim.

Tive pena que a Patricia Arquette não tivesse ganho pelo Medium. Mas talvez isto seja porque eu adoro a Patricia Arquette, seja no Medium ou fora dele.

Justíssimo, o triunfo do Hugh Laurie no House M.D.. Sobretudo para os fãs mais antigos dele, que o acompanham desde Blackadder. Ele sempre foi um excelente actor que, apesar de algumas experiências americanas - como Stuart Little ou Flight of the Phoenix - ainda não tinha tido a merecida consagração fora de Inglaterra. E é giro que o consiga com o papel mais diferente da sua carreira: bem longe dos ingleses posh de outros tempos e com um tipo particular de cinismo que refrescou o género do drama médico. Muito bom.

Quanto a Ugly Betty, vi em tempos um bocadinho. Penso que quando está a competir ao lado de um cada vez mais brilhante The Office, só mesmo por uma troca de papéis é que se justifica o triunfo. Mas não vi episódios suficientes. Sei que o The Office americano está magnífico…

Nos melhores actores de séries de comédia, eram todos excelentes escolhas. Ganhou o único cuja série não vi, o 30 Rock: Alec Baldwin. Dizem que ele vai muito bem, mas todos os restantes - Zach Braff, Steve Carrell, Jason Lee, Tony Shalhoub - são grandes actores em excelentes séries.
















(Quando chegar os oscares vou tentar escrever eu própria... e tambem algumas fotos (: )
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